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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O Velho Viajante Distribuidor de Bíblias

Um velho viajante trás em suas costas uma mochila repleta de Bíblias e de cidade em cidade, a cada Bíblia distribuída, o dialogo mais ou menos se repete:

[Viajante]: Olá, com licença. Aceitas um presente?

[Interlocutor]: Opa! Do que se trata?

[Viajante]: É uma Bíblia

[Interlocutor]: Uma Bíblia?! Desculpa, mas não gosto de religião! (ou: desculpa , mas já tenho a minha religião!)

[Viajante]: Sem problemas, não venho falar de religião. Apenas distribuo Bíblias

[Interlocutor]: Não, obrigado. Estou sem trocado aqui

[Viajante]: Não custa nada, é um presente!

[Interlocutor]: Nada?! É de graça?

[Viajante]: Sim! Como disse, é um presente!

[Interlocutor]: Hum... deixe-me ver (pega a Bíblia e folheia). E este papel aqui no meio?

[Viajante]: É um quadro de leitura para você ir marcando os capítulos já lidos. Do outro lado tem algumas dicas de como ler a Bíblia e os meus contatos, caso durante a leitura surja alguma dúvida ou se quiser compartilhar conosco os seus comentários e observações.

[Interlocutor]: OK, valeu!

[Viajante]: Eu que agradeço! DEUS lhe abençoe e tenha um ótimo dia!

[Interlocutor]: Só isso? Não vai tentar me convencer de que o que está escrito na Bíblia é verdade?

[Viajante]: Não! Quem convence da verdade é o Espírito Santo de DEUS e não eu!

[Interlocutor]: Nem vai tentar me fazer “aceitar Jesus”?

[Viajante]: Não! Até porque não somos nós que O aceitamos, mas sim ELE que nos aceita!

[Interlocutor]: Mas não vai dizer que sou pecador e que irei para o inferno?

[Viajante]: Todos nós somos pecadores e merecedores do inferno, por isso todos nós, sem exceção, precisamos da misericórdia e do amor de DEUS em nossas vidas e lendo a Bíblia você entenderá melhor sobre esse amor de DEUS por nós!

[Interlocutor]: Mas não vai me convidar para ser membro da sua igreja?

[Viajante]: Não possuo nenhuma igreja. Cristo é o Dono da Igreja e ELE nos manda fazer discípulos e não membros! DEUS o conduzirá conforme Sua Soberana e Infinita Sabedoria.

[Interlocutor]: Então tá! (responde espantado). Irei ler com calma. Muito obrigado pelo presente!

[Viajante]: Amém, que DEUS lhe abençoe e ilumine grandemente e até algum dia!

[Ambos]: Um aperto de mão!

DAJ – 30/01/2014, 07/03h

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não faça da leitura da Bíblia algo fútil

Devemos entender aquilo que lemos na Palavra de Deus, sendo que de outra forma, lemos em vão, reconhecemos que quando passamos ao estudo das Escrituras Sagradas devemos esforçar-nos para ter nossa mente bem atenta. Parece-me que nem sempre estamos em boas condições para ler a Bíblia. As vezes, seria bom fazermos uma pausa antes de abrirmos o Livro. "Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa". Você acabou de chegar de seus negócios seculares, com seus cuidados e ansiedades, e não consegue pegar naquele Livro e imediatamente penetrar nos seus mistérios celestiais.

Assim como você pede a bênção sobre sua refeição antes de começar a comer, também seria uma boa regra pedir uma bênção sobre sua leitura da Palavra antes de ingerir sua comida celestial. Ore para que o Senhor abra os seus olhos espirituais, antes de você ousar olhar para a luz eterna das Escrituras. A leitura bíblica é a hora de nossa refeição espiritual. É só tocar a sineta e convidar todas as faculdades mentais à mesa do próprio Senhor para fartar-se com a comida que agora está pronta; ou, melhor, que soe como o toque dos sinos da igreja em convite para a adoração, porque o estudo das Sagradas Escrituras deve ser uma ação tão solene como nosso ato de adoração na casa do Senhor.

Meditação na Palavra

Se a leitura começar dessa forma, você perceberá imediatamente que, para compreender aquilo que lê, precisará meditar a respeito. Alguns trechos bíblicos ficam claros diante dos nossos olhos - baixos abençoados onde os cordeiros podem chapinhar; existem, no entanto, profundezas onde nossa mente poderia antes afogar-se do que nadar com prazer, se ela chegasse até lá sem cautela. Existem textos das Escrituras que foram feitos e construídos com o propósito de nos levar a pensar. Por esse meio, inclusive, nosso Pai celestial quer nos educar para o céu - fazendo-nos penetrar nos mistérios divinos com a nossa mente. Por isso, Ele nos oferece a sua Palavra de uma forma às vezes complexa, para nos compelir a meditar sobre ela, antes de chegarmos à sua doçura.

Ele poderia ter explicado tudo de tal maneira que captássemos o pensamento num só minuto, mas não foi da vontade dEle fazer assim em todos os casos. Muitos dos véus que são lançados sobre as Escrituras não têm a intenção de ocultar o significado aos leitores diligentes, mas de compelir a mente a ser ativa, pois muitas vezes a diligência do coração em procurar saber a vontade divina faz mais bem ao coração do que a própria sabedoria obtida. A meditação e o esforço mental cuidadoso servem como exercício e fortalecimento da alma, que passa a ficar em condições de receber verdades ainda mais sublimes.

Precisamos meditar. Essas uvas não produzem vinho até serem pisadas por nós. Essas azeitonas precisam ser colocadas debaixo da roda, e prensadas repetidas vezes, para que o azeite flua delas. Olhando para um punhado de nozes, percebemos quais delas já foram comidas, porque há um buraquinho onde o inseto furou a casca - só um buraquinho, e lá dentro há uma criatura vivente comendo a noz.

Ora, é uma coisa maravilhosa furar a casca da letra, para então ficar por dentro comendo a própria noz. Bem que eu gostaria de ser um vermezinho assim, vivendo dentro da Palavra de Deus, alimentando-me dela, depois de ter aberto caminho através da casca e ter chegado ao mistério mais interior do evangelho bendito. A Palavra de Deus sempre é mais preciosa para o homem que mais se alimenta dela.

No ano passado, sentado debaixo de uma faia nogueira que se estendia em todas as direções, e admirando aquela árvore tão maravilhosa, pensei comigo mesmo: Não tenho nem a metade da estima por essa faia do que o esquilo tem. Vejo-o, pulando de galho em galho, e tenho certeza que ele dá muito valor àquela velha faia, porque tem seu lar em algum oco dentro dela, os galhos são o seu abrigo, e aquelas nozes de faia são o seu alimento. Ele vive da árvore. É seu mundo, seu pátio de recreio, seu celeiro, seu lar; realmente, é tudo para ele; mas para mim, não, porque obtenho meu repouso e minhas refeições em outro lugar.

No caso da Palavra de Deus, é bom sermos como esquilos, habitando nela e vivendo dela. Exercitemos nossa mente, pulando de galho em galho na Palavra; achemos nela o nosso repouso e façamos dela o nosso tudo. O proveito será todo nosso, se fizermos dela nosso alimento, nosso remédio, nosso tesouro, nosso arsenal, nosso repouso, nossa delícia. Que o Espírito Santo nos leve a fazer assim, tornando a Palavra tão preciosa à nossa alma!

C. H. Spurgeon (1834 - 1892)

sábado, 19 de novembro de 2011

Leia a Bíblia "contra" você!

Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus. Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (II Tm 3.16,17). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?

Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo - e seja um praticante da palavra:  "Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito" (Tg 1.23-25).

Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.

Jonathan Edwards (1703-1758)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Examinais as Escrituras

Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam (João 5.39)

A palavra grega traduzida por examinar significa urna investigação minuciosa, diligente e curiosa. Não podemos nos contentar com a leitura superficial de um ou dois capítulos da Bíblia. Com a iluminação do Espírito, temos de descobrir deliberadamente os significados profundos da Palavra de Deus. As Escrituras Sagradas exigem esse tipo de investigação, pois, em sua maior parte, as Escrituras podem ser aprendidas somente mediante estudo cuidadoso. Na Bíblia, existe leite para os bebês e carne para os adultos. O grande teólogo Tertuliano exclamou: "Eu adoro a plenitude das Escrituras". Nenhuma pessoa que apenas lê superficialmente o Livro de Deus pode se beneficiar dele. Temos de cavar, até que encontremos os tesouros escondidos. A porta da Palavra se abre tão-somente por meio da chave da diligência.

As Escrituras são dignas de ser examinadas. Elas são os escritos de Deus, os quais trazem sobre si o selo de aprovação divina. Quem ousa tratar as Escrituras com leviandade? Aquele que as despreza rejeita o próprio Deus que as escreveu. A Palavra de Deus compensará nossa investigação. Deus não nos manda peneirar um monte de cascas que em seu meio têm alguns poucos grãos de trigo, achados com raridade. A Bíblia é trigo selecionado; temos apenas de abrir o celeiro e encontrá-lo. Sob o ensino do Espírito Santo, as Escrituras brilham com o resplendor da revelação. Ela é como um templo imenso pavimentado com ouro, em cujo teto há rubis e esmeraldas.

As Escrituras revelam Jesus. "São elas que de mim testificam". Nenhum motivo mais poderoso pode ser apresentado aos leitores da Bíblia, além deste: aquele que encontra a Jesus encontra a vida eterna, o céu e todas as demais coisas. Existe grande alegria estocada para aquele que examina a Bíblia e encontra nela o seu Salvador.

C. H. Spurgeon (1834 - 1892)

domingo, 23 de janeiro de 2011

Compreendes as Escrituras?

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. (Lucas 24.45)

Aquele que abriu as Escrituras também abriu o entendimento. Muitos podem apresentar as Escrituras à mente dos homens, mas somente o Senhor Jesus pode preparar o entendimento para recebê-las. O Senhor é diferente de todos os outros mestres. Estes alcançam o ouvido, Ele instruiu o coração. Os outros mestres lidam com a letra exterior; o Senhor Jesus, porém, implanta um deleite pela verdade, e por meio de tal deleite sentimos o sabor e a essência da verdade. Os homens menos instruídos se tornam eruditos na escola da graça, quando o Senhor Jesus, por intermédio de seu Espírito Santo, desvenda para eles os mistérios do reino de Deus. Ele lhes outorga a unção divina, por meio da qual são capacitados a contemplar o invisível.

Quantos homens de grande erudição são ignorantes a respeito das coisas eternas! Eles conhecem o aspecto mortífero da letra da revelação bíblica, mas são incapazes de discernir seu espírito vivificante. Eles têm um véu sobre seus corações, um véu que os olhos da razão humana não podem penetrar. Antes, nós éramos tão cegos quanto eles o são.

A verdade era para nós uma beleza obscura, algo que não percebíamos e negligenciávamos. Se não fora o amor de Jesus por nós, teríamos permanecido na ignorância. Sem a graciosa atitude dEle em abrir nosso entendimento, não teríamos atingido o conhecimento das coisas espirituais, assim como uma criança não pode escalar as pirâmides. A Escola de Jesus é a única onde a verdade de Deus pode ser aprendida. Outras escolas podem nos ensinar em que temos de crer; porém, somente o Senhor Jesus é capaz de nos mostrar como devemos crer. Assentemo-nos aos pés de Jesus. Com oração sincera, supliquemos a bendita ajuda de Cristo, a fim de que nosso frágil entendimento receba as verdades celestiais.

C. H. Spurgeon (1834 - 1892)

sábado, 8 de janeiro de 2011

O que votares, paga-o!

Mais um novo ano se inicia e para muitos é um momento de reflexão, onde é feito um balanço de tudo o que foi feito ou o que se deixou de fazer no ano que findou. Esperanças e sonhos são renovados e promessas são feitas (ou refeitas) para serem concretizadas neste ano de 2011.

A lista de promessas é grande, pois são votos para todas as ocasiões e na maioria das vezes feitos sem planejamento, levados por um momento de sentimentalismo de uma data emotiva. Tem aqueles votos que fazemos a nós mesmos: "neste ano irei emagrecer!"; "neste ano irei desencalhar!"; "neste ano estudarei mais!", etc.. Tem aqueles feitos a outros: "neste ano não irei mais brigar com você"; "neste ano serei mais obediente a vocês, papai e mamãe", etc.. E tem aqueles votos que fazemos a DEUS: "neste ano buscarei mais o meu crescimento espiritual!"; "neste ano irei trabalhar mais na Obra de DEUS!"; "neste ano irei ler toda a Bíblia!", etc. Mas quantos de nós cumprimos os votos feitos no final de 2009 e inicio de 2010? E quantos de nós, no final deste ano de 2011, cumpriremos nossos votos, em especial aqueles feitos a DEUS?

Devemos tomar muito cuidado com o que prometemos a DEUS. A Bíblia nos ensina:

  • "Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos; o que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não cumprires" (Ec 5:4-5).

  • "Quando fizeres algum voto ao SENHOR teu Deus, não tardarás em cumpri-lo; porque o SENHOR teu Deus certamente o requererá de ti, e em ti haverá pecado. Porém, abstendo-te de votar, não haverá pecado em ti. O que saiu dos teus lábios guardarás, e cumprirás, tal como voluntariamente votaste ao SENHOR teu Deus, declarando-o pela tua boca" (Dt 23:21-23).

Há alguns anos gerencio grupos de leitura bíblica onde o objetivo é o de ser ler toda a Bíblia em 1 ano ou todo o Novo Testamento em 90 dias. Somando todos os grupos, temos mais de mil pessoas lendo a Bíblia conosco diariamente. Os planos de leitura bíblica são rotativos, ou seja, a pessoa pode se cadastrar em qualquer época do ano, porém é nesta época do ano - entre Dezembro e Janeiro - que recebemos o maior numero de inscrições (até o fechamento deste boletim foram  mais de 170 novas inscrições) e todos com a mesma mensagem: "fiz um voto com DEUS de ler toda a Bíblia neste novo ano". Infelizmente já sabemos que, pela experiência de alguns anos gerenciando estes planos, uma minoria destes inscritos cumprirá o seu voto e receberá o seu certificado de conclusão de leitura bíblica ao findar 2011.

Neste momento eu lhe desafio a parar e refletir com muita seriedade como foi a sua vida espiritual em 2010. Quanto você cresceu espiritualmente? A quantas pessoas você levou o Evangelho? Como foi a sua dedicação aos serviços da sua Igreja local? Como foi o seu testemunho perante parentes, colegas e até mesmo desconhecidos? Você leu toda a Bíblia? Agora, com tudo isso em mente, tome uma decisão: como será a sua vida em 2011? Tem algum voto pendente entre você e DEUS? Tem algum voto que você precisa fazer para com DEUS? Lembrem-se, tudo o que DEUS nos prometeu em SUA Palavra ELE cumpriu, pois "Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa;" (Nm 23:19a). E nós, temos feito o mesmo?

Que em 2011 não sejas tolos, mas "antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém!" (II Pe 3:18).

Doni Augusto

sábado, 18 de setembro de 2010

Moisés escreveu mesmo o Pentateuco?

Até pouco tempo atrás, afirmava-se que a invenção do alfabeto teria ocorrido pelos séculos 12 ou 11 a.C., sendo esse argumento apresentado para "provar" que Moisés não podia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), visto que em seu tempo não haviam ainda inventado a arte de escrever. No entanto, escavações arqueológicas nas ruínas da cidade de Ur, na antiga Caldeia, têm comprovado que ela era uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur, os meninos aprendiam leitura, escrita, Aritmética e Geografia. Três alfabetos foram descobertos: junto do Sinai, em Biblos e em Ras Shamra, que são bem anteriores ao tempo de Moisés (1500 a.C.).

Estudiosos sustentam que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O grande arqueólogo William F. Albright datou essa escrita de início do século 15 a.C. (tempo de Moisés). Interessante é notar que essa escrita foi encontrada no lugar onde Moisés recebeu a incumbência de escrever seus livros (Êx 17:14). Veja o que disse Merryl Unger sobre a escrita do Antigo Testamento: "A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registrar a divina revelação, em vez do difícil e incômodo cuneiforme de Babilônia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egito."

Deus sempre sabe mesmo o que faz! Pense bem: se o alfabeto tivesse sido realmente inventado pelos fenícios, cuja existência foi bem posterior à de Moisés, e se as escritas anteriores - hieroglífica e cuneiforme - foram decifradas apenas no século 19, como poderia Moisés ter escrito aqueles livros? Se o tivesse feito, só poderia usar os hieróglifos, escrita na qual a Bíblia diz que Moisés era perito (At 7:22). Nesse caso, o Antigo Testamento teria ficado desconhecido até o século 19, quando o francês Champollion decifrou a antiga escrita egípcia. Acontece que, no princípio do século 20, nos anos 1904 e 1905, escavações na península do Sinai levaram à descoberta de uma escrita muito mais simples que a hieroglífica - e era alfabética! Com essa descoberta, a origem do alfabeto se transportava da época dos fenícios para a dos seus antecessores, séculos antes, os cananitas, que viveram no tempo de Moisés e antes dele.

Portanto, foram esses antepassados dos fenícios que simplificaram a escrita. E passaram a usar o alfabeto em lugar dos hieróglifos, isto é, sinais que representam sons ao invés de sinais que representam ideias. Moisés, vivendo 40 anos na região de Mídia, onde essa escrita era conhecida, viu nela a escrita do futuro, e passou a usá-la por duas grandes razões: (1) a impressão grandiosa que teve de usar uma língua alfabética para seus escritos e que se compunha de apenas 22 sinais bastante simples comparados com os ideográficos que aprendera nas escolas do Egito; e (2) a compreensão de que estava escrevendo para seu próprio povo, cuja origem era semita como a dos habitantes da terra em que estava vivendo, e que não eram versados em hieróglifos por causa de sua condição de escravos (De acordo com Siegfried Schwantes, Ph.D em línguas semíticas pela Johns Hopkins University, o vocabulário da última parte do livro de Gênesis e do livro de Êxodo evidencia a influência da língua egípcia sobre o hebraico. A palavra para "linho fino", por exemplo (Gn 41:42), é shesh, e curiosamente em egípcio é shash. Outro exemplo é a palavra "selo" (Gn 38:18, 25). Na forma hebraica é hotam, enquanto seu equivalente egípcio é htm. Um último exemplo (para ficar apenas com três) é o vocábulo hebraico taba'at, cujo significado é "anel" ou "sinete", e parece ser derivado do termo egípcio db't. "É uma palavra rara e denota familiaridade do autor com o meio egípcio", escreveu Schwantes em seu livro Arqueologia (São Paulo: IAE, 1988), p. 28. Estudos mais amplos nessa área têm sido produzidos por James Hoffmeier, do Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados Unidos).

Michelson Borges (jornalista e mestrando em teologia pelo Unasp)

sábado, 4 de setembro de 2010

A Bíblia em julgamento

Ocorreu nos Estados Unidos, em 1940, um caso que talvez seja único na história. A Bíblia Sagrada foi levada a um julgamento legal, submetida a um processo, e, como não podia ser de outra maneira, venceu em toda a linha. O caso foi assim:

Existe nos Estados Unidos uma secretaria de Pesquisas Científicas, constituído de evangélicos. O presidente, naquele tempo, era o reverendo Harry Rimmer, bacharel em ciências, doutor em teologia e pastor em exercício. Essa associação anunciou, durante quinze anos, que daria um prémio de cem dólares a quem provasse haver ao menos um erro, cientificamente comprovado, na Bíblia Sagrada. Depois a entidade resolveu aumentar o prémio para mil dólares e continuou o desafio.

Em outubro de 1939, um velho inimigo da Bíblia, aproveitou-se do anúncio feito pela sociedade num grande jornal e exigiu legalmente o prémio. Era o senhor William Floyd, editor de um jornal que, apoiado por muitos incrédulos, acionou a Sociedade na pessoa de seu presidente, reverendo Rimmer. A princípio apresentou ele "51 erros científicos" na Bíblia. As coisas correram os trâmites legais e o acusador resolveu reduzir o caso para cinco pontos que ele considerava erros no texto bíblico.

Estes cinco pontos entraram em juízo. O advogado do opositor chamava-se Wheles e o da defesa, era o causídico evangélico doutor James Bennet. Foram admitidos, para ambas as partes, testemunhas constituídas de eruditos e sábios que foram ouvidos nas ocasiões oportunas. O juiz nomeou, de acordo com as partes, uma comissão competente para decidir cada ponto, após discussões, réplicas e tréplicas. Ele, o juiz, depois de tudo, decidiria se ficaria provado ou não um erro ao menos na Bíblia. Em caso afirmativo o reverendo Rimmer seria obrigado a pagar o prémio de mil dólares; no caso negativo, o acusador seria sentenciado a pagar as custas do processo.

O julgamento revolucionou toda a América do Norte. Os jornais, revistas e rádios se movimentaram comentando o assunto. Entre outubro de 1939 e fevereiro de 1940, nunca houve tão grande propaganda da Bíblia e de forma gratuita! Formou-se um grande volume de documentos com provas, pareceres, gráficos e textos em hebraico e grego, como nunca houve naquela Corte de Nova Iorque.

As discussões foram acaloradas, com auditórios enormes e uma curiosidade imensa. Cada acusação era examinada a fundo. Cada detalhe dos pretensos erros apresentados pelo senhor Floyd foi pesado, medido e contado. Ocasiões houve em que os acusadores e suas testemunhas caíam em contradições ou revelavam ignorância da Bíblia e produziam situações ridículas que despertavam gostosas gargalhadas dos assistentes e do juiz.

Finalmente, depois de tudo bem examinado, foi dada a sentença legal, a 16 de fevereiro de 1940. Declarava a sentença que o acusador, senhor William Floyd, não conseguira provar um só erro, cientificamente evidenciado, nas páginas do livro intitulado "Bíblia Sagrada", e, assim, ficava condenado a pagar as custas.

A notícia do acontecimento foi publicado na revista" "Sunday School Times", de Filadelfia, U.S.A., de junho e julho de 1940. Também foi contado num livro de 88 páginas, sob o título "That Lawsuit against the Bible" (Aquele processo legal contra a Bíblia), da autoria de Harry Rimmer - Editor: W.B. Erdmans Publishing Co. Grand Rapids. Michigan. U.S.A.

OBS.: Em 1861, a Academia Francesa de Ciências publicou uma lista de cinquenta e um fatos científicos contradizendo alguma declaração da Bíblia. Setenta anos depois, nenhum cientista defendia mais um só daqueles supostos factos, enquanto que a Bíblia continua a mesma. As opiniões dos cientistas vão mudando, mas quando um fato é demonstrado pela ciência, está de acordo com as Escrituras.

Harry Rimmer, In "A Ciência Moderna e as Escrituras Sagradas."

sábado, 17 de julho de 2010

Auto-Reflexão e Meditação na Palavra

Você poderia pensar que já temos mais informação sobre nós mesmos do que sobre qualquer outra coisa. Afinal de contas, estamos sempre junto de nós. Somos totalmente conscientes dos nossos atos. Instantaneamente sabemos tudo o que acontece conosco, e tudo o que fazemos.

Mas, em alguns aspectos, é mais difícil obter um conhecimento verdadeiro sobre nós mesmos do que sobre quase qualquer outra coisa. Portanto, devemos investigar diligentemente no segredo do nosso coração e examinar cuidadosamente todos os nossos caminhos e condutas. Aqui estão algumas diretrizes para ajudar neste processo:

1) Sempre una a auto-reflexão com a leitura e o ouvir da Palavra de Deus. Quando você ler a Bíblia ou ouvir sermões, reflita e compare os seus caminhos com o que você leu ou ouviu. Pondere que harmonia ou desarmonia existe entre a Palavra e os seus caminhos. A Bíblia testifica contra todo tipo de pecado e tem direções para qualquer responsabilidade espiritual, como escreveu Paulo: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." (II Tm 3:16,17). Portanto, quando ler os mandamentos dados por Cristo e seus apóstolos, pergunte-se: Vivo de acordo com essas regras? Ou vivo de maneira contrária a elas?

2) Quando ler histórias da Bíblia sobre os pecados e sobre os culpados, faça uma auto-reflexão enquanto avança na leitura. Pergunte a si mesmo se é culpado de pecados semelhantes. Quando ler como Deus reprovou o pecado de outros e executou julgamentos por seus pecados, questione se você merece punição semelhante. Quando ler os exemplos de Cristo e dos santos, questione se você vive de maneira contrária aos seus exemplos. Quando ler sobre como Deus louvou e recompensou seu povo pelas suas virtudes e boas obras, pergunte se você merece a mesma bênção. Faça uso da Palavra como um espelho pelo qual você examina cuidadosamente a si mesmo - e seja um praticante da palavra (Tg 1:23-25).

Poucos são aqueles que fazem como deveriam! Enquanto o ministro testifica contra o pecado, a maioria está ocupada pensando em como os outros falham em estar à altura. Podem ouvir centenas de coisas em sermões que se aplicam adequadamente a eles; mas nunca pensam que o que pregador está falando lhes diz respeito. A mente deles está fixa em outras pessoas para quem a mensagem parece se encaixar, mas eles nunca julgam necessitar dessa pregação.

Jonathan Edwards (1703 - 1758)

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Dia da Bíblia - 2º Domingo de Dezembro

A Bíblia não é apenas um conjunto de livros. É um livro singular. É composta de 66 livros, 1.189 capítulos, cerca de 31.173 versículos, mais de 773.000 palavras e aproximadamente 3.600.000 letras. Os seus escritores humanos foram inspirados por Deus (isto é, pelo Espírito Santo) para o escreverem. Escribas, sacerdotes, reis, profetas, juízes, poetas, pastores, médicos, pescadores, num total de mais de quarenta, foram escrevendo, num período aproximado de 1.500 anos. E, apesar das diferentes profissões, capacidades e culturas dos seus escritores humanos, a Bíblia denota uma unidade ímpar. Esses textos foram copiados e recopiados de geração para geração em diversos idiomas, partindo das suas línguas originais (hebraico, aramaico e grego). Verificou-se através do método textual, que mais de 99% dos textos mantêm-se fiel aos originais, o que constitui um facto científico inédito, considerando a distância temporal de milhares de anos entre o momento da escrita até aos nossos dias. O menos de 1% restante refere-se simplesmente ao esquecimento de uma letra em uma palavra; a inversão de uma palavra com a que a sucede (como "Cristo Jesus" ao invés de "Jesus Cristo");  algumas podem envolver a ausência de uma ou mais palavras insignificantes como "e", "então", e outros recursos de linguagem  e outros detalhes insignificantes onde nenhuma doutrina da fé Cristã ou qualquer ordem moral é afetada por elas.

As partes mais antigas das Escrituras encontradas são um pergaminho de Isaías em hebraico do século II aC, descoberto em 1947 nas cavernas do Mar Morto e um pequeno papiro contendo parte do Evangelho segundo S.João 18.31-33,37,38, datados do século II dC.

Divisão em Capítulos: A Bíblia em sua forma original é desprovida das divisões de capítulos e versículos. Para facilitar sua leitura e localização de "citações" o Prof. Stephen Langton, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos.

Divisão em Versículos: Até o ano de 1551 dC não existia a divisão denominada versículo. Neste ano o Sr. Robert Stephanus chegou à conclusão da necessidade de uma subdivisão e agrupou os textos em versículos.

Encontra-se traduzida em mais de 1500 línguas e dialetos, o equivalente a 50% das línguas faladas no mundo. Há uma estimativa que já foi distribuído no planeta milhões de exemplares entre a versão integral e o NT. Mais de 500 milhões de livros isolados já foram distribuídos. A cada minuto 50 Bíblias são distribuídas, perfazendo um total diário de aproximadamente 72 mil exemplares!

Mas conhecer dados históricos não o aproxima do Senhor e tão pouco abre seus ouvidos para a voz do Espírito que ensina a Palavra. Isto apenas enriquece-nos intelectualmente. O que realmente precisamos é estarmos aptos para ouvir o Espírito que flui através das páginas do Livro Sagrado e isto só acontece quando lemos e estudamos a Bíblia. Precisamos, em média, de 50 horas (38 VT e 12 NT) para lê-la ininterruptamente ou pode-se lê-la em um ano seguindo estas orientações: três (03) capítulos por dia de segunda a sexta e quatro (04) capítulos nos sábados e domingos, num total de vinte e três (23) capítulos por semana (100 capítulos por mês, em média). O leitor investirá apenas de 30 a 40 minutos diário de seu tempo (cerca de 3% do seu dia).

Comece a ler a Bíblia hoje mesmo!

Doni Augusto

www.pilb.t5.com.br/leia.htm

sábado, 31 de março de 2007

Quero Minha Religião de Volta

Antigamente, as igrejas evangélicas era lugares cheios de pessoas que conheciam a Bíblia de capa a capa, que se portavam reverentemente durante o culto e não raro, as pessoas do mundo admiravam os evangélicos por sua fé e esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. São inúmeros os testemunhos de pessoas que vieram para Cristo após conviver com um crente genuíno. Este, normalmente descrito como alguém humilde, prestativo e sempre com um versículo bíblico na ponta da língua, para qualquer situação.

Os cultos nas igrejas evangélicas era cheios de hinos e coros profundamente inspiradores, refletindo as doutrinas fundamentais da fé cristã. O ofertório era uma demonstração de zelo e gratidão a Deus e o dízimo era um ato alegre de fidelidade ao Senhor. Quando o pastor subia ao púlpito, todos atentamente recebiam edificação através de uma pregação biblicamente fundamentada. A pregação da Palavra era o centro do culto. Mesmo nas igrejas pentecostais, não era muito diferente. As classes de escola dominical estavam sempre cheias de crentes sedentos para estudar e debater temas bíblicos. Esses eram os "crentes" de antigamente.

Hoje as coisas mudaram muito. E como mudaram! Os evangélicos são vistos como mais uma "tribo" urbana, assim como os sufistas ou os hippies, que tem musica própria, gírias e slogans próprios. O culto reverente, virou entretenimento. O momento de destaque no culto, já não é mais a meditação na Palavra de Deus, proclamada por um pastor bem preparado teologicamente, mas sim o momento de "louvor" (momento musical), dirigido por bandas com caros aparelhos de som. As letras dos cânticos só falam em noiva, paixão, e constantes repetições de forte apelo emocional. O dízimo virou "ato profético" e o ofertório barganha com Deus. Não se pede mais nada a Deus. Decretam coisas para ele fazer da maneira mais arrogante possível. Descaracterizaram a igreja, sob a desculpa de "quebrar a religiosidade". O "louvor" não pode ser menos de uma hora, mesmo que a pregação se reduza a 15 minutos ou menos. A doutrina é colocada em segundo plano, pois o que importa é "adorar". A Bíblia já não é tão importante para a pregação, pois o negócio é buscar "novas revelações" ( eles devem achar que a Bíblia está ultrapassada), tornando a hermenêutica e a exegese descartáveis, e consequentemente descartando a boa preparação teológica.

Já chega, quero minha religião de volta! Quero de volta a igreja com cara de igreja. Os cultos reverentes, o povo sedento por aprender a Palavra de Deus, o sentimento de contrição e submissão diante do Deus Soberano e Criador de todas as coisas. Quero de volta o tempo em que cultos racionais eram regra e não exceção. Quero de volta a centralidade da Bíblia e não a busca de "revelações dos ultimos dias". Quero de volta o tempo que ser pastor era ser um religioso consagrado e não um empresário eclesiástico.

Francisco Belvedere

Sou Um Fundamentalista?

"Você é um fundamentalista!" A acusação me foi dirigida quando ainda era um calouro da universidade, recém-saído do serviço militar, em 1947. Da maneira como ela foi feita, com tamanho desprezo, nenhuma explicação foi necessária para compreender que ser rotulado de "fundamentalista" era um dos mais terríveis insultos no orgulhoso mundo acadêmico. Respondi algo como: "Se ser fundamentalista significa aderir aos sólidos fundamentos da matemática, da contabilidade, da química ou de qualquer outra ciência, então aceito alegremente o título. E já que a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus e é inerrante (sem erros), a única escolha inteligente é aceitá-la e permanecer fiel aos seus fundamentos". Essa resposta apenas aumentou a frustração e a ira dos que debatiam acaloradamente comigo já por duas horas.

A ocasião foi o primeiro encontro da "Hora dos Críticos", uma novidade que havia sido criada recentemente por alunos e professores da universidade para ridicularizar e desacreditar a Bíblia. Entre os espectadores havia um bom número de crentes que eu conhecia do grupo cristão do campus, mas nenhum deles disse uma palavra sequer. Fiquei sozinho naquele auditório, sendo alvejado com argumentos de todos os lados, todos favoráveis à evolução e ao ateísmo. Sendo um ingênuo jovem de 21 anos, fiquei chocado com a animosidade tão abertamente demonstrada contra a Bíblia e contra o Deus da Bíblia.

Naquele ponto da minha vida, mal ouvira falar de Harry Emerson Fosdick, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Nova Iorque, uma pessoa-chave no liberalismo/modernismo americano. Tampouco fazia idéia da crescente rejeição da infalibilidade da Bíblia entre muitas pessoas que se chamavam cristãos. O nome de J. Gresham Machen era-me completamente desconhecido. Portanto, nada sabia acerca da batalha perdida que ele sustentara no Seminário de Princeton, na década de 1920, contra as heresias que levaram aquela escola a tornar-se completamente liberal e que alcançaram a maioria das igrejas presbiterianas.

Cristianismo com "roupagem" moderna

Os servos mais eficientes de Satanás são mestres em ambigüidades. Fosdick reivindicava honrar a doutrina, mas ao mesmo tempo advertia sobre o "perigo de dar ênfase demais à doutrina..." Ele afirmou que "nada realmente importa na religião, a não ser aquelas coisas que fomentam o bem individual e público... e o progresso social."1 Fosdick foi reconhecido naquele tempo pela maioria dos cristãos verdadeiros como o incrédulo que realmente era. Mas, Norman Vincent Peale, não menos herege que Fosdick, conseguiu achar aceitação virtualmente em toda parte, bem como seu famoso discípulo Robert Schuller.

O modernista toma as últimas idéias do mundo secular e enganosamente as veste com linguagem cristã. Ninguém tem feito isso com maior perfeição do que os atuais psicólogos cristãos, que de algum modo tomam teorias anticristãs de inimigos declarados do Evangelho e as "integram" à teologia. Peale foi o primeiro a fazer isso. Em 1937, ele fundou uma clínica "cristã" de psiquiatria em sua igreja. A clínica tornou-se modelo para numerosas outras semelhantes, as quais têm gerado fortunas para seus fundadores.

Machen foi exato ao demonstrar que a intimidação pela ciência e o desejo de obter aceitação e respeito na comunidade acadêmica têm resultado em comprometimentos, que na prática descaracterizam o Evangelho. Essa ânsia tem influenciado cada vez mais os seminários e faculdades cristãs. Machen acusou os liberais de "tentar remover do cristianismo todas as coisas que não possam ser aceitas pela ciência."2

Muitos dos evangélicos de hoje em dia parecem pensar que os cientistas sabem mais sobre o Universo do que o próprio Criador. Será que a Bíblia é frágil devido à ignorância de Deus? O resultado é um comprometimento fatal para a verdadeira fé. Temos observado isso na aceitação da evolução teísta por parte da revista "Christianity Today" (Cristianismo Hoje), dos "Promise Keepers" (Guardadores de Promessas) e de muitos seminários e universidades cristãs, mesmo que ela contradiga plenamente a Bíblia e subverta o Evangelho. O mesmo comprometimento ocorre quando se questiona a narrativa bíblica do dilúvio.

Billy Graham, que há décadas abandonou sua posição fundamentalista, recentemente disse não estar certo se o dilúvio de Noé foi realmente de âmbito mundial. O New Bible Commentary da InterVarsity também afirma: "A narrativa (bíblica) não relata diretamente um dilúvio universal..." A Bíblia, ao contrário, não deixa espaço para tais devaneios: "...tudo o que há na terra perecerá" (Gn 6.17). "...e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz" (Gn 7.4). "...e os montes foram cobertos. Pereceu toda carne..., ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gn 7.20-23). As instruções de Deus para Noé, de que trouxesse um par de cada espécie para a arca, só têm sentido se o dilúvio atingiu o mundo inteiro. Deus prometeu não voltar a destruir a terra por água novamente (Gn 9.11), todavia têm havido muitas enchentes regionais desde aquele tempo. A destruição futura do mundo, conforme profetizada por Pedro, seria apenas um incêndio localizado, se o dilúvio com que é comparado foi limitado (2 Pe 3.6-7). Finalmente, Jesus compara Seu futuro julgamento da humanidade ao dilúvio (Mt 24.38-41).

Um cristianismo sem inerrância

Temos que crer na Bíblia inteira. Isto é fundamentalismo bíblico. Se Gênesis não é exato em cada detalhe, em qual parte da Bíblia poderemos confiar, então? Se a Bíblia está errada quanto à origem do homem e seu pecado, como poderemos confiar no que ela diz sobre a sua redenção e seu destino eterno? Na verdade a Bíblia está absolutamente certa em tudo que declara.

Se as últimas descobertas da ciência concordam ou não com a Bíblia, isso não deve inquietar ao fundamentalista. Como confiamos em Deus, não somos intimidados pelos homens. Só um tolo trocaria a Palavra infalível de Deus pelas opiniões mutáveis e falíveis dos homens. Os cientistas cometem erros e muitas vezes são condicionados por preconceitos. No seu livro Great Feuds in Science, o historiador Hal Hellman documenta que até os maiores cientistas têm sido "influenciados por orgulho, ambição, cobiça, inveja e até por evidente impulso de estar certo".3

Tragicamente, diminui gradativamente o número de cristãos que ainda defendem a inerrância bíblica e a sua suficiência, como Harold Lindsell documenta em The Battle for the Bible. O Seminário Teológico Fuller é um exemplo citado por ele. Podemos dizer com certeza que para as multidões envolvidas no atual movimento evangélico a inerrância raramente se constitui num problema, pois tais pessoas se apóiam em experiências e emoções mais que em doutrina. Para muitos atualmente, o amor por Jesus é um maravilhoso sentimento, divorciado completamente da verdade que Jesus afirma ser. No livro The Bible in the Balance, Lindsell confessa que "a palavra 'evangélico' tem se tornado tão desonrada que perdeu sua utilidade... Talvez seja melhor adotar a palavra 'fundamentalista', mesmo com todos os ataques depreciativos que tem sofrido por parte dos seus críticos".

Motivos de rejeição do fundamentalismo

O fundamentalismo tem sido estigmatizado por duas razões: (1) alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e (2) por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os cristãos fundamentalistas, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados com estas mesmas cores de fanatismo.

Um cristianismo de popularidade

Todos que desejam confiar e obedecer à Palavra de Cristo e que querem ser Seus verdadeiros discípulos (Jo 8.31-32), precisam estar prontos a permanecer sozinhos, como Daniel e seus amigos. Com medo de serem diferentes, muitos cristãos seguem a multidão. Famintos pelos louvores deste mundo, eles amam "mais a glória dos homens, do que a glória de Deus" (Jo 12.43). C.H. Spurgeon ficou virtualmente sozinho, abandonado mesmo pelos seus ex-alunos e amigos, quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. A. W. Tozer declarou, pouco antes de morrer: "por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte." Que acusação contra aqueles pastores e igrejas!

Cristo advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26). Ele afirmou que a verdadeira fé em Deus é impossível quando nós aceitamos "glória uns dos outros", e, contudo, não procuramos "a glória que vem do Deus único" (Jo 5.44). John Ashbrook escreve que o "novo evangelicalismo está determinado a impressionar o mundo com seu intelectualismo. Ele tem estado a buscar o respeito da comunidade acadêmica. Determinou ganhar glória nas fontes do ensino secular."4 Carl Henry observou que "em conseqüência da crescente atitude de tolerância... a fé cristã foi embalada de forma a facilitar sua comercialização."5

O único inimigo do liberalismo é a firme adesão do fundamentalismo à autoridade e suficiência das Escrituras. D. Martyn Lloyd-Jones lamenta o fato de que muitos evangélicos mudaram de "pregar" para "compartilhar" a Palavra de Deus, o que sutilmente transfere a autoridade da Palavra de Deus para a experiência e opinião humanas.6 Tal comprometimento, além de não ajudar o incrédulo a enxergar a luz; ainda o deixa mais cego. Essa tolerância estimula a resistência dos homens em se submeterem à autoridade de Deus. O liberalismo, inevitavelmente, endurece cada vez mais contra a verdade. Podemos ver isso atualmente em todo o mundo.

A tolerância quanto ao homossexualismo

A aceitação de homossexuais, em nome da tolerância e do liberalismo, tem produzido uma intolerância cada vez maior contra qualquer outro ponto de vista. O mundo inteiro, que por milhares de anos considerou o homossexualismo como antinatural e vergonhoso, agora está sendo forçado a abandonar tal convicção. Os homossexuais, que reivindicavam tolerância, têm se mostrado totalmente intolerantes na medida em que conquistam poder. Eles atacam com malícia, verbal e fisicamente, qualquer pessoa que queira manter uma opinião independente. O mundo tem sido coagido a garantir privilégios especiais aos homossexuais, apesar do estilo de vida "gay" ser cheio de práticas nocivas, levando à proliferação de doenças que ameaçam a sociedade em geral e reduzem pela metade a expectativa de vida das pessoas. A incurável AIDS, embora se propague em proporções epidêmicas, afetando inocentes e sendo fatal para todos que a contraem, é tratada com um sigilo perigoso e um status privilegiado, devido à sua penetração entre os homossexuais.

A tolerância quanto ao evolucionismo

Vemos a mesma intolerância nos evolucionistas que acusam os criacionistas de pensamento bitolado. A ciência deve promover a liberdade de investigar e aceitar os fatos. Mas, em nome da ciência, a teoria da evolução é ensinada às crianças nas escolas públicas como fato, enquanto as evidências contra ela são omitidas e a alternativa bíblica e racional da criação de Deus não é admitida nem considerada.

A situação na Rússia

Numa recente viagem a Rússia, um dos principais responsáveis pelo sistema educacional nos disse o seguinte: "Por setenta anos vimos os frutos da imposição dogmática de apenas uma opinião aos alunos. Estamos cheios disso e ansiosos para considerar as alternativas". O colapso do comunismo deixou um vácuo moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação que estão banidos das escolas americanas! Não podemos saber quanto tempo isso vai durar. A Igreja Ortodoxa Russa, intolerante e firmemente contrária ao Evangelho, está procurando retomar o monopólio da religião - e alguns evangélicos americanos estão cooperando com esse sistema anticristão. Oremos pela Rússia.

O "cristianismo" foi introduzido em 988 d.C. no país que mais tarde se tornou a Rússia, pelo príncipe Vladimir. Antes ele havia considerado o islamismo, já que suas vinte esposas não causavam problema para aquela "fé". Mas como o islamismo proíbe o álcool, ele acabou abraçando o "cristianismo" da Igreja Ortodoxa, onde o álcool corria livremente (muitos monges e sacerdotes bebem intensamente) e onde a opulência dos rituais tem um apelo misterioso. Ele decretou uma esposa como "oficial", mantendo as outras dezenove como concubinas, enquanto usava o álcool livremente. Foi assim que a Rússia "converteu-se" ao "cristianismo". Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual. Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse: "Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev..."7

A Igreja Ortodoxa, assim como o catolicismo romano, é inimiga jurada do Evangelho. Ela tem mantido o povo russo na escravidão e na superstição, ensinando-o a buscar nela a salvação, beijando seus ícones, pagando por orações e sacramentos. Embora rejeite o purgatório do catolicismo, ensina que, através de nossas orações, as almas podem ser resgatadas do inferno para o céu.

Visitamos, nas proximidades de Moscou, o centro da Igreja Ortodoxa, com seu seminário e muitas igrejas. Monges com quem falei explicaram que a morte de Cristo possibilitou a nossa entrada no céu, desde que fôssemos batizados, participássemos dos sacramentos e "vivêssemos o Evangelho". Para eles, a porta que Cristo abriu está no cume duma alta escada que precisamos subir pelos nossos próprios esforços, obedecendo à Igreja e auxiliados por ela.

Fui um dos preletores numa conferência em Moscou que atraiu pastores e membros de igrejas de toda a Rússia. Havia uma indisfarçável expectativa de que a Palavra de Deus fosse ensinada. Eu expus abertamente os ensinos e práticas não-bíblicas da Igreja Ortodoxa Russa que (como a Igreja Católica no Ocidente) perseguiu e assassinou multidões de verdadeiros cristãos. A Igreja Ortodoxa, que estabeleceu parceria tanto com os czares como com os comunistas que os sucederam, pressionou o presidente Yeltsin a favor da nova lei que suprime a liberdade religiosa (essa lei está sendo atualmente implementada em pequenas cidades fora de Moscou). Centenas de fitas de vídeo e de áudio de nossa conferência estão sendo distribuídas por toda a Rússia. Oremos para que dêem frutos!

Fundamentalismo é não negociar o inegociável

Como avisamos aos irmãos e irmãs da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável.

Dave Hunt - (TBC 8/98 - publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista - União Bíblica Fundamentalista)

O mundo está ficando inabitável

Nos países latinos a violência campeia em toda parte, pois a formação católica desses países deu origem a políticos e clérigos incrédulos e corruptos, servindo eles mesmos de exemplo aos assassinos e traficantes de drogas. Aqui no Brasil isso tem acontecido de modo escandaloso.

E a igreja evangélica, na qual tem sido computado quase 1/3 da população do país, por acaso não está servindo de freio ao banditismo?

A resposta é: deveria estar! Mas somente se as igrejas pregassem o verdadeiro evangelho de Cristo e os seus freqüentadores fossem realmente pessoas "nascidas de novo". Infelizmente, porém, nove entre dez "pastores evangélicos" não têm preparo moral nem espiritual para dirigir os seus rebanhos e, pervertidos pela sua ignorância e cobiça, acabam conduzindo atrás deles um rebanho mal alimentado com grama seca e água poluída.

Os "teólogos" da Fé e da Prosperidade, as quais prometem curas milagrosas e riqueza aos "convertidos", só conseguem formar um rebanho de ovelhas subnutridas, as quais se deixam apanhar em qualquer armadilha doutrinária e, consequentemente, acabam se extraviando e sendo devoradas pelo engodo religioso, na busca desenfreada por bens materiais.

O Senhor Jesus Cristo tem sido tratado como um quitandeiro, que entrega a mercadoria conforme o dinheiro que recebe. Enquanto isso, o Espírito Santo tornou-se um "office-boy", devendo atender a todos os pedidos dos pastores malaquianos, em troca dos dízimos e ofertas que eles exigem (e coletam) dos analfabetos bíblicos.

Na União Européia, agora completando meio século de existência, o Cristianismo foi estrangulado há muito tempo. Os jesuítas labutaram, desde a criação da Ordem de Loyola, com o objetivo específico de neutralizar a Reforma, até que conseguiram reduzir o Cristianismo bíblico a um cristianismo de fachada, no qual a psicologia e o humanismo andam juntos, buscando a maneira mais eficaz de liquidar a fé cristã. Hoje os europeus zombam acintosamente de quem afirma que Jesus Cristo é Deus!

O resultado dessa descrença geral é que a violência (antes constatada apenas nos países latinos) agora está começando a agir no Primeiro Mundo e a juventude transviada no hedonismo e nos vícios, tem sido a maior vítima de toda a desgraça, nos países ricos. A gravidez precoce e a AIDS são apenas duas das tenebrosas conseqüências da liberdade sexual da juventude moderna.

O desemprego alcança cifras astronômicas, o povo vive deprimido e inseguro e ninguém mais encontra a paz que procura, porque simplesmente ela só existe nos corações que têm uma genuína fé em Jesus Cristo. "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11:6) e quando Ele não se agrada do povo, deixa-o mergulhado na própria infelicidade, rumo à perdição total.

O Oriente é um barril de pólvora, pronto a explodir a qualquer momento, enquanto os países ricos do Ocidente já não gozam da segurança que imaginavam possuir, em razão de sua riqueza cultural e industrial.

Vejam como a Inglaterra está ficando perigosa para se viver, conforme notícia hoje colhida no link Terra Notícias:

28.03.2007 - Os britânicos estão comprando coletes à prova de facadas para proteger seus filhos após onda de assassinatos de adolescentes com armas brancas na Grã-Bretanha. Segundo o jornal Daily Mail, a companhia VestGuard UK, que produz coletes à prova de balas e de facadas para funcionários de governos de todo o mundo, recebeu mais de cem pedidos de pais que querem proteger seus filhos após o aumento de ataques de gangues em Londres.

De acordo com a agência ANSA, os coletes em tamanhos pequenos custam de US$ 400 a US$ 800 cada. A procura pelas peças começou como uma resposta aos ataques sofridos pelos adolescentes Adam Regis e Kodjo Yenga, ambos assassinados em Londres nas últimas semanas após serem esfaqueados na rua.

Os pais estão preocupados com o que está acontecendo nas ruas, com o nível de violência", declarou Shaun Ward, diretor de vendas da VestGuard UK ao Daily Mail. "Por isso, começamos a produzir coletes à prova de balas e contra ataques com faca de tamanho muito pequenos, que chegam a pesar a pesar apenas 800 gramas. Os menores são na maioria meninos, mas também houve várias meninas", acrescentou.

Graves distúrbios têm acontecido também na França. "O salário do pecado é a morte (Romanos 6:23) e o maior pecado que existe é a descrença no Criador do universo, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, que veio ao mundo para salvar os pecadores, porém não foi reconhecido pelos judeus nem pelos gentios... A "operação do erro" está se tornando cada dia mais visível e, brevemente, o mundo vai sentir o peso da mão de Deus, nos quatro cantos da Terra.

País que descarta o Rei dos reis e Senhor dos senhores é um país entregue à violência e ao futuro domínio do Anticristo, que está mais próximo de aparecer do que a maioria possa imaginar.

Mary Schultze - 28/03/2007.

Ser igreja hoje

Ser igreja hoje

Muitos cristãos estão desorientados em relação ao compromisso para com a igreja local por não saberem fazer a distinção entre o ser igreja e o estar igrejado.

Ser igreja implica em compromisso efetivo na vivência do cristianismo. Estar igrejado é escudar-se no nominalismo e regalar-se na relativização ética peculiar àqueles que não têm intimidade com Jesus, insistindo numa ortodoxia ultrapassada, em um tradicionalismo estéril ou em uma expressão cúltica anacrônica.

A luz do texto de Atos 11.19-26 depreendemos que ser igreja hoje implica em estarmos intimamente identificados com Jesus Cristo na ideologia eclesiológica, bem como no labor eclesiástico, tendo como propósito prioritário a proclamação do evangelho.

Neste texto, nos versos 19 a 21, percebemos uma mudança radical no referencial histórico-sociológico da igreja, quando constatamos o abandono da perspectiva hierosolimita, adotando-se, a partir daí, uma cosmovisão antioquiana no que concerne a eclesiologia e a missão evangelizadora.

A igreja de Jerusalém era o grande ícone do conservadorismo, da conjugação das tradições judaico-cristãs e de uma estrutura organizacional personalista e piramidal. O modelo de Antioquia se mostra um verdadeiro desafio à contextualização eclesiológica, à contemporaneidade cúltica e à visão missionária horizonal. O padrão antioquiano é uma desafiadora propositura, indicando também a adoção de uma estrutura organizacional flexibilizada e horizontal, Atos 13.1-4, e de uma ação evangelizadora liberta do pernicioso separatismo judeu.

Nos versos 22 a 24, identificamos os sinaléticos da vida cristã que devem ser referenciais da igreja que pretende ser relevante para os dias de hoje, pois quando nos arvoramos na proclamação do evangelho as pessoas para quem pregamos devem visualizar em nós, e a partir de nossas vidas, a graça de Deus. As pessoas devem notar a ação prática efetiva da misericórdia divina e da salvação que proclamamos, sem o que não nos crerão. O mundo precisa ver e sentir Deus agindo através da igreja e não apenas ouvir sobre o que Deus pode realizar.

A informação do verso 23 é a confirmação do que lemos no verso 21 sobre a mão do Senhor agindo efetivamente em Antioquia. Infelizmente isso tem faltado na igreja pós-moderna. Vemos a mão de ferro do tradicionalismo e do denominacionalismo autofágico. Vemos as mãos gananciosas dos pseudo-apóstolos, dos bispos ou dos missionários, ou então vemos as mãos afoitas dos cristãos incautos, ávidos por aplaudir, por tomar posse da bênção ou ávidos por uma unção que os faça cair em êxtase ou em desmedida catarse travestida de batismo espiritual. Membros que mais se comportam como associados corporativistas do que como cristãos verdadeiros.

Ainda no verso 23, devemos observar a mensagem de Barnabé que era uma severa exortação, a partir do chamamento a um compromisso sério com o Senhor Jesus. Exortar é corrigir. É incitar corações para a retidão. A exortação, no texto, era um desafio à santidade, pois perseverar no Senhor com firmeza de coração é lutar intensamente por uma postura e por uma conduta retilínea como cristão em meio a perversidade reinante em nossa geração.

Ser igreja hoje é sublimar na ética cristã para que estejamos intimamente identificados com Cristo, como verificamos nos versos 25 e 26, que falam do trabalho intenso, durante um ano inteiro, na busca de se instruir a igreja para que se estabelecesse com propriedades a identidade cristológica necessária.

A identificação com Cristo sempre impõe a instrução bíblica e sempre há de promover a continuidade histórica da igreja, visto que ser chamado de cristãos como o foram os irmãos pela primeira vez em Antioquia, deveria ser sempre um fato inusitado na história da igreja.

A designação cristãos, christianus no grego, indica que aqueles irmãos estavam afinados ideologicamente com Jesus e que estavam assemelhados ao Senhor no comportamento ético. O sufixo ianus significa "partidário de", indicando que os crentes estavam tão afinados com os ideais de Cristo que foram identificados como partidários de Cristo, como seguidores incondicionais de seus postulados socioculturais, religiosos e, principalmente, espirituais.

A identificação com cristo depende do ministério didático da igreja e da nossa disposição resignada em moldarmos nossas vidas, nossos pensamentos, nossas atitudes e nossos postulados aos ideais de Cristo Jesus. Atualmente, vemos muita gente identificada com o denominacionalismo e com teologismos tais como prosperidade, G12, quebra de maldições, confissão positiva e novo nascimento, mas não vemos interesse efetivo em se estar intimamente e incondicionalmente identificado com Cristo. Muitos nas igrejas querem se tornar verdadeiros sósias do seu apóstolo, do seu bispo, do pastor ou do missionário, imitando a maneira de falar, os gestos e as vestimentas, prescindindo da estatura do varão perfeito, Cristo, que deve ser o único nosso ideal de vida cristã, conforme Efésios 4.11-16.

Ser igreja hoje é nosso desafio. Não é fácil. Talvez tenhamos que renunciar os nossos referenciais históricos e denominacionais para conseguirmos. Por certo, temos que ressaltar os sinaléticos do Reino de Deus em nossas vidas e em nossas igrejas. Mas nada disso é tão significativo e terá eficácia se não estivermos intimamente identificados com Cristo. Se não formos cristãos autênticos jamais seremos igreja.

Que o Deus nos ajude a sermos cristãos verdadeiros e transbordantes no idealismo de implantação dos ideais do seu Reino em meio a esta sociedade que se pauta por um ideário perverso, corrompido e promotor de uma iconografia escravista, a fim de que o evangelho de Cristo seja proclamado por uma igreja relevante, contextualizada e verdadeiramente cristã.

Pr. Fernando Fernandes (Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis / SP e Prof. no Seminário Teológico Batista de São Paulo.

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Confissão positiva: Um bom negócio para os pregadores

Confissão positiva: Um bom negócio para os pregadores

Muito se tem falado sobre a teologia da prosperidade e a tal confissão positiva. Chega a dar nos nervos e derrubar por terra um dos frutos do Espírito, a longanimidade. É muita aberração! Pastores renomados, até então tidos como sérios se entregam às inovações teológicas de corpo e alma.

A confissão positiva nos leva aos princípios esotéricos que norteiam todas as seitas holísticas. Baseados em textos bíblicos isolados, esses teólogos afirmam que há poder em nossas palavras pra tudo.

Tenho um amigo, um colega jornalista, que vive dizendo que vai ganhar o prêmio acumulado da mega-sena. Faz tempo que vem jogando, mas nunca acertou nem um terninho sequer. Ele faz os jogos e depositam tanta confiança e profere tanto positivismo naquilo, que dá impressão que já ganhou outras vezes. Continua ralando na redação e cumprindo cada pauta monstruosa, é de dar dó.

Conheço um cristão fervoroso que há pelo menos vinte anos passa em frente uma casa modesta até, dizendo "esta casa será minha". Dia desses a casa foi demolida e o terreno vendido. E ai? Mais fé que esse amigo só mesmo Abraão. Ele não terá aquela casa mesmo tendo proferido palavras positivas.

Vejo que os pastores que pregam a confissão positiva estão bem. Moram em mansões, desfilam em carrões e só aceitam descer para o interior pregando a mágica das riquezas, caso a igreja banque a viagem aérea e o hotel cinco estrelas. Eles vivem bem mesmo, tendo de tudo, viajando para o exterior e esnobando suas posses no altar. É lamentável!

O segredo da riqueza desses pregadores não está na confissão positiva, e sim, em sua vendas positivas. Como vendem livros, apostilas e palestras. É uma loucura, aff! Mesmo num dia bem negativo esses pregadores vendem suas bugigangas pseudo-teológicas aos incautos que não lêem Bíblia e buscam a solução mágica como meio de sobreviver às dificuldades que o mundo lhes impõe. Isso também é triste. Faltam estudos bíblicos nas igrejas.

Os tais pregadores da confissão positiva saem pelo mundo anunciando a descoberta das Américas no campo das riquezas. Dizem que é fácil ser próspero, bastando para isso, proferir palavras positivas. Fosse assim, as igrejas estariam repletas de gente rica. Os pobres, em geral mais fiéis nos compromissos com a igreja, sustentam a pompa de muitos riquinhos metidos à besta; inclusive alguns pastores pregadores da confissão positiva.

Talvez você esteja questionando agora, o fato de até o momento nenhuma referência bíblica ter sido citada neste artigo. Não se trata de um ensaio teológico sobre prosperidade, e sim, de uma verdadeiro desabafo contra as aberrações teológicas que encontramos nos últimos tempos. Mas, caso queira dar uma olhadinha na Bíblia, com certeza, procurando você encontrará uma porção de textos que contrariam a pregação da confissão positiva.

Thiago, aliás, ao falar da língua com a qual os "positivistas" fazem suas confissões, não deixa nenhuma indicação de que isto seja uma realidade na vida do cristão. Ao contrário, Thiago mostra que a língua é uma arma perigosa. O mesmo Thiago, no capítulo 3, versículo 9, sem rodeios, dá um tremendo "chega pra lá" nas teorias positivistas que enriquecem o cristão.

Dia desses, assistindo ao programa Vejam Só, na Rit-TV (a TV do R.R. Soares) ouvi cada barbaridades que não dá para engolir mesmo. Um dos participantes chegou a afirmar que Jesus era muito rico. Outro afirmou que a mulher do fluxo de sangue foi curada simplesmente porquê fez a confissão positiva, afirmando: "se tão somente eu tocar em seus vestidos serei curada". Os dois pastores venderam uma informação equivocada. Pior; eles sabem que falaram besteiras.

Dizer que Jesus era rico, ou seja, bem sucedido economicamente, não parece nada bíblico. O próprio Jesus afirmou que não tinha onde reclinar sua cabeça. Ele entrou triunfante em Jerusalém sobre o lombo de um jumentinho que não era dele. Usou um local para a última ceia, também emprestado. Jesus, na verdade não tinha nem mesmo onde cair morto. Se José de Arimatéia não tivesse cedido seu túmulo, o corpo de nosso Jesus teria ficado exposto em algum lugar. Definitivamente, ser rico não significa ser abençoado, como também ser pobre não quer dizer que o cidadão está sob maldição. É preciso equilíbrio, só isso.

Afirmar que a mulher do fluxo de sangue foi curada mediante sua confissão positiva, indica que o pastor não leu o texto completo ou simplesmente despreza as palavras e o poder de Jesus. Nessa história, não temos nada de confissão positiva, mas temos a demonstração da soberania e da misericórdia de Jesus.

A mulher pensou que apenas tocando nas vestes de Jesus, seria curada. Negativo, pois se dependesse somente dela, com certeza o fluxo exagerado seria uma realidade todos os meses. Jesus disse a palavrinha "mágica" para aquela mulher: "Sê curada!". Neste momento ela recebeu a cura, pois Jesus determinou sua cura.

Por falar em "determinou sua cura", o verbo determinar é bastante usado pelos pregadores da confissão positiva. Eles dizem que devemos determinar a benção, tomar posse da benção, exigir a benção, trazer à realidade aquilo que queremos. Eles dizem. Mas, Jesus Cristo ensinou diferente, afirmando: "Pedi, pedi...".Em outro trecho, o mesmo Jesus diz, "Tudo o que pedirdes em Meu nome..." Com se vê, nesses dois textos, o verbo determinar não aparece. Só os pregadores da confissão positiva ensinam que devemos determinar. Neste caso, ao menos deveriam lembrar que quem determina, também responde pelas conseqüências daquilo que determinou.

Para encerrar este artigo, quase um tratado, gostaria de lembrar que as igrejas precisam voltar a pregar a mensagem simples e pura do evangelho, ou seja, Jesus salva, cura, batiza e voltará. Quem está em Cristo, nova criatura é, pois as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo.

Se você é pobre e tem certeza de sua salvação, pronto, isto basta. Se você é rico e tem dúvidas sobre o amanhã, então cuidado!

Jornalista Jair Viana - CACP

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Um Bom Desabafo - À igreja neoevangélica brasileira

Um Bom Desabafo - À igreja neoevangélica brasileira

Como Cristão Evangélico no atual contexto brasileiro cheguei a conclusão de que me envergonha o fato de ser conhecido como "missionário" ou "evangélico" nesse país. Não é difícil ouvir piadas e chacotas do tipo: "Ah, você é missionário! Mais um que se aproveita para tirar o dinheiro dos trouxas!?", "evangélico, humm... então é mais um que ta ajudando a enriquecer pastor!?"

Há aqueles crentes que vêem esse tipo de comentário como "perseguição do inimigo". Mas, podem acreditar, com a atual prática daqueles que se dizem evangélicos no Brasil, o inimigo não está tendo muito trabalho. Ele deve mesmo é estar se divertindo com tanta bobagem e mediocridade. Uma vergonha para aquela que deveria ser a igreja do Senhor!

O que está acontecendo? Será a grande tolerância religiosa que existe em nosso país que coopera para o surgimento de tanta esculhambação? Se for isso, então oremos ao Senhor por uma perseguiçãozinha! Peneira Senhor!

Reafirmo o meu compromisso e a minha fé no Deus Pai, Criador de todas as coisas, no Filho Jesus Cristo, Senhor e salvador para todos aqueles que crêem e confessam o Seu nome e, no Espírito Santo, consolador, santificador e que convence do pecado. Tenho na Bíblia o documento base da revelação da vontade de Deus. Creio na salvação pela fé que é graça, repito, graça de Deus. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida para todos que nele crêem.

Assim, repudio toda e qualquer tagarelice crentesca que em nada lembra o amor e doação de Jesus Cristo em favor de uma humanidade em pecado. Repudio ser confundido com os mercenários da fé que usam técnicas enjoativas de marketing para manipular a ingenuidade e a ignorância de um povo sofrido. Repudio a forma como se manipula a Palavra de Deus para faze-la dizer aquilo que interessa a mesquinhez dos gananciosos de púlpito. Repudio a teologia da prosperidade que se revela eficaz, sim, mas somente aos seus proclamadores. Repudio a arrogância daqueles que por gritarem mais alto, fazerem mais barulho e possuírem líderes carismáticos do tipo apresentador de programa de auditório se acham mais espirituais do que a igreja da outra esquina. Repudio a prática que faz da igreja um negócio rentável que vê nas outras denominações apenas uma empresa concorrente. Repudio a mistura mística que se introduziu nos cultos e na vida do neoevangélico, fazendo-o dependente de objetos, símbolos e amuletos defendidos como bíblicos. Repudio o modismo gospel que vive de shows, camisetas e adesivos, enquanto apresenta uma espiritualidade rasa e sem ética. Repudio a prática de pastores que se dizem mais pertos de Deus e por isso mais preparados para conseguir aqueles favores de que o povo precisa. Repudio os que se auto-intitulam apóstolos, bispos e profetas portadores de uma nova revelação divina. Repudio as editoras e gravadoras ditas evangélicas que não possuem mais qualquer critério que não o lucro para publicar seus livros e vender CDs. Repudio a prática que transforma a igreja num mero shoping center de bênçãos a serem colhidas nas prateleiras espirituais. Repudio a ignorância teológica que nega a razão e vive de experiência em experiência...

Haveria ainda muita coisa a repudiar. Mas creio que me fiz entendido. Se for isso que vemos hoje o que chamam de evangélico; se é esse o testemunho dado por missionários e pastores brasileiros, então não faço a mínima questão de ser reconhecido como tal. Alguns vão me chamar de radical, outros de preconceituoso ou intolerante. Ora, se as palavras "evangélico", "crente", "pastor" e "missionário", que deveriam sugerir exemplo de integridade e caráter causam vergonha, talvez outras palavras, antes de conotação negativa, possam retratar aquilo que muitos estão se tornando hoje... Afinal, qual é a alternativa?

A igreja que busca compromisso com o evangelho de Jesus Cristo carece urgentemente de ousadia para algo nada novo: Pregar a Palavra de Deus. E isso sem medo de ouvir o que o próprio Cristo já ouviu após se apresentar como o pão da vida: "Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" (Jo 6:60). E se daquela hora em diante muitos dos seus discípulos voltarem atrás e deixarem de segui-lo (Jo 6:66) querido pastor e missionário, não se preocupe, talvez estivessem interessados somente no pão. Ou, realmente seguiam somente a você e não a pessoa de Cristo que você nunca apresentou antes. Porém, mesmo Cristo foi abandonado e não apelou por isso...

Rodomar R. Ramlow

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sábado, 9 de dezembro de 2006

O Dia da Bíblia

10 de Dezembro de 2006 - O Dia da Bíblia
 
O Dia da Bíblia surgiu em 1549, quando um Bispo chamado Cranmer, que vivia na Grã-Bretanha, incluiu no livro de orações do rei Eduardo VI um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura do Livro Sagrado. A data escolhida foi o Segundo Domingo do Advento (o Advento é celebrado nos quatro domingos que antecedem o Natal). Foi assim que o segundo domingo de dezembro se tornou o Dia da Bíblia.

Hoje, um dia dedicado às Escrituras Sagradas é comemorado em cerca de 60 países. Em alguns desses países, a data é celebrada no segundo domingo de setembro, numa referência ao trabalho do tradutor Jerônimo, na Vulgata, conhecida tradução da Bíblia para o latim.

No Brasil, o Dia da Bíblia começou a ser celebrado pelos primeiros missionários evangélicos que, oriundos da Europa e Estados Unidos, a partir de 1850, aqui vieram semear a Palavra de Deus. Durante o período do Império, a liberdade religiosa aos cultos protestantes era muito restrita, o que impedia manifestações públicas dos evangélicos. Por volta de 1880, esta liberdade foi crescendo e o movimento evangélico, juntamente com o Dia da Bíblia, se popularizando.

Pouco a pouco, as diversas denominações evangélicas institucionalizaram a tradição do Dia da Bíblia, que ganhou ainda mais força com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em junho de 1948. Em dezembro deste mesmo ano, houve um das primeiras manifestações públicas do Dia da Bíblia, em São Paulo, no Monumento do Ipiranga.

Hoje, as comemorações do segundo domingo de dezembro mobilizam, todos os anos, milhares de cristãos em todo Brasil. Em alguns estados e em vários municípios, o Dia da Bíblia é data oficial.

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quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Leitura Pública Ininterrupta da Bíblia

Leitura Pública Ininterrupta da Bíblia
 
Em Marília-SP, organizada pelo Conselho de Ministros Evangélicos, com apoio da Prefeitura Municipal, faremos a Leitura Pública Ininterrupta da Palavra de Deus, iniciando às sete horas (gênesis 1:1) do dia 06/12 (quarta-feira) com final (Apocalipse 22:21) previsto para 19:30/20:30 horas do dia 9/12, quando haverá um culto público interdenominacional, com um coral de aproximadamente mil vozes.
Essa leitura ininterrupta tem sido feita em outras ocasiões no templo da Terceira Igreja Batista de Marília http://www.terceirabatista.org.br em aproximadamente oitenta e cinco horas.
 
 
 

domingo, 22 de outubro de 2006

SBB promove passeio ciclístico em celebração ao Dia da Bíblia

SBB promove passeio ciclístico em celebração ao Dia da Bíblia

Com o objetivo de mobilizar grupos de jovens e comunidades na obtenção de literatura bíblica para famílias carentes da Zona Leste de São Paulo (SP), a SBB programou para 10 de dezembro, Dia da Bíblia, um passeio ciclístico diferente: o Pedalando por Bíblias. Dezenas de igrejas e entidades cristãs estão envolvidas na preparação do evento. A expectativa é reunir perto de 10 mil pessoas, que cumprirão um percurso de 9 Km, ao longo da Avenida Jacu Pêssego, na Zona Leste da capital. A partida dos ciclistas será às 9 horas, na altura do nº 1200 da avenida, no sentido Itaquera - São Miguel, e as inscrições podem ser feitas a partir de 10 de outubro pelo site www.sbb.org.br.

Para participar, paga-se uma taxa de R$ 10,00. O investimento também servirá como fonte de recursos para a distribuição de literatura bíblica a comunidades da região. "Cada inscrito contribuirá, automaticamente, para que um exemplar do Novo Testamento chegue às mãos de uma pessoa", explica o coordenador do projeto e secretário de Comunicação Social da SBB, Erní Seibert.

Sucesso por onde passa, o projeto Pedalando por Bíblias surgiu em 1984, na Austrália, com o ciclista Bob Forrest. Nesta ocasião, ele percorreu os 900 Km que separam Sidney e Melbourne, na companhia de seu filho e de um amigo. Para cumprir esse percurso, o australiano conseguiu patrocinadores e destinou os recursos obtidos a projetos de distribuição de Bíblias.

Replicado em mais de 20 países, como Alemanha, Argentina, Hong Kong, Namíbia, Sri Lanka e Suíça, o projeto também foi adotado no Brasil em um formato que mobiliza milhares de pessoas em torno da divulgação da Bíblia Sagrada. "Este projeto possibilita a reunião de diferentes igrejas e entidades cristãs, em torno de uma mesma Causa: a da Bíblia. Além de celebrar a Palavra, o evento associa a divulgação da Palavra de Deus a uma atividade saudável e de lazer", avalia Seibert.

Pedalando por Bíblias

Data: 10 de dezembro de 2006 (Dia da Bíblia)

Percurso: 9 Km, ao longo da Avenida Jacu Pêssego - Zona Leste - São Paulo

Partida: Altura do nº 1200 - Sentido Itaquera - São Miguel

Chegada: final da Avenida Jacu Pêssego

Horário:

Recepção/concentração: a partir das 8 horas.

Partida dos ciclistas: 9 horas

Inscrições:

Custo: R$ 10,00

Período: De 10/10/06 a 30/11/06

Locais: site www.sbb.org.br ou nas igrejas e entidades parceiras (consulte listagem com endereços no site www.sbb.org.br ou pelo 0800-727-8888).

SBB lança campanha nacional para o Dia da Bíblia

Além da ação especial programada para São Paulo, a SBB está lançando campanha nacional para o Dia da Bíblia. Tendo como tema Bíblia Sagrada: Alimento para a Vida, a iniciativa tem o objetivo de estimular uma reflexão profunda sobre os benefícios proporcionados pelo Livro Sagrado. "Fonte de valores éticos, culturais e espirituais, a Bíblia é um verdadeiro manual para a vida e, portanto, deve estar disponível a todas as pessoas", analisa o secretário de Comunicação Social da SBB e coordenador da campanha, Erní Seibert.

Partindo dessa premissa, a campanha pretende estimular cristãos de todo o país a contribuírem para que esse pão espiritual também esteja acessível àqueles que não tiveram a oportunidade ou condições de recebê-lo. "Queremos sensibilizar as pessoas a doarem recursos financeiros que nos permitam distribuir Escrituras a diferentes segmentos da população que se encontram em situação de risco social e, portanto, não têm como obter os ensinamentos sagrados sem a nossa ajuda", explica Seibert.

A campanha tem como lema o versículo O ser humano não vive só de pão (Mateus 4.4). "Não se trata aqui de tirar a importância do pão físico. Não há dúvidas de que ele é indispensável para a vida humana. O que queremos transmitir é que há outro pão, a Palavra de Deus, que também nos alimenta. E todo ser humano precisa desses dois tipos de pão", enfatiza o coordenador. Para alcançar todo o país, foram produzidos 97 mil cartazes, 30 mil envelopes para contribuições e 12 mil adesivos alusivos às celebrações do Dia da Bíblia. A distribuição desse material ficará a cargo dos membros dos Diretórios estaduais e municipais da SBB, sob a coordenação das Secretarias Regionais da entidade.

Além disso, serão organizadas celebrações regionais e atividades que contribuam para a união de todos os cristãos em torno do Livro Sagrado, como o passeio ciclístico Pedalando por Bíblias, programado para 10 de dezembro, em São Paulo (SP).

Uma tradição de quase 500 anos

O Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu no livro de orações do Rei Eduardo VI, um dia especial para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil, a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu com a fundação da Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

De lá para cá, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Hoje, é comum a programação de atividades ao longo da semana que antecede o segundo domingo de dezembro. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.

Mais informações: http://www.sbb.org.br/noticias/noticia.asp?noticia=214

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A Bíblia só foi traduzida para 2.426 das 7 mil existentes línguas faladas no mundo.
Precisamos nos apaixonar novamente pelas Sagradas Escrituras!

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