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sábado, 18 de setembro de 2010

Moisés escreveu mesmo o Pentateuco?

Até pouco tempo atrás, afirmava-se que a invenção do alfabeto teria ocorrido pelos séculos 12 ou 11 a.C., sendo esse argumento apresentado para "provar" que Moisés não podia ter escrito o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), visto que em seu tempo não haviam ainda inventado a arte de escrever. No entanto, escavações arqueológicas nas ruínas da cidade de Ur, na antiga Caldeia, têm comprovado que ela era uma metrópole altamente civilizada. Nas escolas de Ur, os meninos aprendiam leitura, escrita, Aritmética e Geografia. Três alfabetos foram descobertos: junto do Sinai, em Biblos e em Ras Shamra, que são bem anteriores ao tempo de Moisés (1500 a.C.).

Estudiosos sustentam que Moisés escolheu a escrita fonética para escrever o Pentateuco. O grande arqueólogo William F. Albright datou essa escrita de início do século 15 a.C. (tempo de Moisés). Interessante é notar que essa escrita foi encontrada no lugar onde Moisés recebeu a incumbência de escrever seus livros (Êx 17:14). Veja o que disse Merryl Unger sobre a escrita do Antigo Testamento: "A coisa importante é que Deus tinha uma língua alfabética simples, pronta para registrar a divina revelação, em vez do difícil e incômodo cuneiforme de Babilônia e Assíria, ou o complexo hieróglifo do Egito."

Deus sempre sabe mesmo o que faz! Pense bem: se o alfabeto tivesse sido realmente inventado pelos fenícios, cuja existência foi bem posterior à de Moisés, e se as escritas anteriores - hieroglífica e cuneiforme - foram decifradas apenas no século 19, como poderia Moisés ter escrito aqueles livros? Se o tivesse feito, só poderia usar os hieróglifos, escrita na qual a Bíblia diz que Moisés era perito (At 7:22). Nesse caso, o Antigo Testamento teria ficado desconhecido até o século 19, quando o francês Champollion decifrou a antiga escrita egípcia. Acontece que, no princípio do século 20, nos anos 1904 e 1905, escavações na península do Sinai levaram à descoberta de uma escrita muito mais simples que a hieroglífica - e era alfabética! Com essa descoberta, a origem do alfabeto se transportava da época dos fenícios para a dos seus antecessores, séculos antes, os cananitas, que viveram no tempo de Moisés e antes dele.

Portanto, foram esses antepassados dos fenícios que simplificaram a escrita. E passaram a usar o alfabeto em lugar dos hieróglifos, isto é, sinais que representam sons ao invés de sinais que representam ideias. Moisés, vivendo 40 anos na região de Mídia, onde essa escrita era conhecida, viu nela a escrita do futuro, e passou a usá-la por duas grandes razões: (1) a impressão grandiosa que teve de usar uma língua alfabética para seus escritos e que se compunha de apenas 22 sinais bastante simples comparados com os ideográficos que aprendera nas escolas do Egito; e (2) a compreensão de que estava escrevendo para seu próprio povo, cuja origem era semita como a dos habitantes da terra em que estava vivendo, e que não eram versados em hieróglifos por causa de sua condição de escravos (De acordo com Siegfried Schwantes, Ph.D em línguas semíticas pela Johns Hopkins University, o vocabulário da última parte do livro de Gênesis e do livro de Êxodo evidencia a influência da língua egípcia sobre o hebraico. A palavra para "linho fino", por exemplo (Gn 41:42), é shesh, e curiosamente em egípcio é shash. Outro exemplo é a palavra "selo" (Gn 38:18, 25). Na forma hebraica é hotam, enquanto seu equivalente egípcio é htm. Um último exemplo (para ficar apenas com três) é o vocábulo hebraico taba'at, cujo significado é "anel" ou "sinete", e parece ser derivado do termo egípcio db't. "É uma palavra rara e denota familiaridade do autor com o meio egípcio", escreveu Schwantes em seu livro Arqueologia (São Paulo: IAE, 1988), p. 28. Estudos mais amplos nessa área têm sido produzidos por James Hoffmeier, do Trinity Evangelical Divinity School, nos Estados Unidos).

Michelson Borges (jornalista e mestrando em teologia pelo Unasp)

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Varrer para baixo do tapete

Varrer para baixo do tapete

Todos conhecem a expressão: "passar a esponja" ou "deixa que o tempo cuida disso; não é tão trágico assim".

Se vivermos dessa maneira, estamos nos enganando a nós mesmos. Ou então quando dizemos: "ufa, consegui mais uma vez" e "passou mais uma vez".

Você não tem idéia do que vem pela sua frente, porque o que você varreu para baixo do tapete, ainda não está resolvido. A Bíblia diz no Salmo 90:8: "Diante de ti puseste as nossas iniqüidade, e sob a luz do teu rosto os nossos pecados ocultos". Dívidas e pecados não são resolvidos ao deixá-los de lado, mas descobrindo e confessando-os.

Quem varre seus pecados e falhas para baixo do tapete, age como a Bíblia diz em Mateus 23:28: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais de hipocrisia e de iniqüidade".

Não adianta tampar e esconder fatos, mesmo quando você já é experiente nisso, como diz em Provérbios 30:20 "Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca e diz: Não cometi maldade".

Sabe por que você não é realmente feliz? Porque está escondendo seus pecados. Diga tudo a Jesus. Na verdade, ele já sabe de tudo e quer ajudar você a ser livrar dessa culpa. Levante o tapete de sua vida e diga tudo que lhe oprime a Ele. Você vai experimentar pleno perdão e poderá seguir seu caminho aliviado e feliz. Provérbios 28:13 diz: "O que encobre suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia".

E.K.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

O Homem sem forma e vazio

 O Homem sem forma e vazio

"... E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas..." (Gn.1:2).

No contexto bíblico esta passagem fala da criação do mundo, após a queda de satanás na terra que veio para deformar o perfeito, todos conhecemos muito bem esta historia que provavelmente foi a primeira que aprendemos, mais eu gostaria de falar obre a criação de um ponto de vista salvífico.

1. A Terra era sem forma: em outra versão também diz, que a terra estava desordenada literalmente fala da terra como o nosso globo terrestre, porém vejamos o homem representado de forma figurativa como a terra:

> O homem sem Deus é sem forma e desordenado, sem personalidade moral, definida, é desfigurada espiritualmente esta apartado dos caminhos do Senhor, e necessita urgentemente de ter forma, pensemos como um homem pode chegar na presença de Deus, se não conhece a Deus, ou ainda se conhece é através da religião e não da convicção que salva.

> O homem sem Deus é sem forma e desordenado, ou melhor é algo inexistente, pois esta morto para Cristo.

2. E Havia trevas: sem Deus o homem vive em trevas por isso o Senhor Jesus disse: que seria como um cego guiando a outro cego "...Deixai-os; são condutores cegos; ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova..." (Mt.15:14). As trevas é a situação que vivíamos quando não conhecíamos esta palavra de salvação para nossas vidas.

3. E o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas: as vezes vivenciamos este drástico momento de vivermos sobre o abismo e ainda em trevas, e víamos que havia pessoas que desfrutavam do espírito de Deus, pois, o Espírito de Deus paira sobre a face das águas.

Mais houve algo ao lermos estes versos e no versículo 3 vemos a ordem de Deus "...Haja Luz...", o que aconteceu então as trevas se foram, chegou a luz e quando a luz não nos enganamos, um dia também vivíamos na escuridão e Deus ordenou para nós que brilhasse esta luz inacessível do Evangelho e sua palavra nos diz: "...O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz..." (Is.9:2), recebemos então o milagre da iluminação sobre nossas vidas.

O próximo passo era então era que houvesse separação entre as águas e a terra seca, pois uma terra seca não pode produzir nada porem a água muito pode produzir, Deus queria e quer uma separação rápida das trevas e da sequidão do mundo, pois para você já brilhou a luz (V.9).

A ordem de Deus é que esta terra produza frutos (V.11), éramos terra seca e desordenada antes da luz do evangelho em nossas vidas, porem após o trabalho de recuperação da terra, vem a ordem produza, recebemos a ordem de produzir, você devera produzir a 30,60 e 100. "...E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem... E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e dão fruto, um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um..." (Mc.4:8,20).

Agora vinha uma nova ordem que produzisse luminares, nós também com nossa vida devemos produzir luz para tirar a outros das trevas, somos chamados através de nosso testemunho para sermos faróis para iluminarmos os que ainda são sem forma e vazio. "...se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa..." (Jó 31:26); "...Temer-te-ão enquanto durar o sol e a lua, de geração em geração..." "...Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua..." (Sl.72:5,7).

E ao final de toda esta mudança que o homem necessita tanto vem a benção do Senhor, e sobre esta benção é que nos estamos firmados, a Igreja do Senhor esta desfrutando destas bênçãos até que se cumpra o tempo determinado por Deus, eu e você não poderemos ser achados por servos infiéis, e sim que já temos as bênçãos do Senhor e devemos usufruir-la: "...E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra..."

Somos abençoados por Deus para darmos frutos nós somos feitos a imagem de Deus por isto devemos servi-lo e ama-lo sempre. "...Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor..." (2Co.3:18).

Você e eu somos chamados para deixarmos Deus nos moldar e nos guiar conforme o seu querer.

Não gostaria você hoje de ser feito a imagem e semelhança de teu criador?

Pr.dr. Wagner Teruel - Phd.Db.Dee.Thb/Lic

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sábado, 6 de janeiro de 2007

Judiar, judiação, judiaria

Judiar, judiação, judiaria

Por: Samuel Szerman

De princípio gostaria de declarar que não sou autoridade em português. Sou apenas um pouco mais curioso e interessado em conhecer o idioma que a média das pessoas. Desde o tempo dos bancos escolares. Sempre tenho a quem recorrer quando surge alguma dúvida ou divergência com respeito á língua portuguesa.

Atualmente, recorro à brilhante professora Dad Abi Chehine Squarisi, libanesa cristã, naturalizada brasileira, minha amiga que, além de editora da seção "Opinião" do Correio Braziliense, tem uma coluna chamada "Dicas de Português", no mesmo jornal. Ela já lecionou na Universidade de Brasília e no Instituto Rio Branco. Hoje, dedica-se exclusivamente ao jornalismo.

Meu maior interesse no estudo de nossa língua é a semântica. Dito isto, passo ao assunto propriamente dito no titulo deste artigo: Judiar, judiação, judiaria. Muitas palavras têm seus significados modificados, transformados e, até adquirem sentido contrário ao original. Passemos a alguns exemplos:

Bárbaro: Significava, para os antigos gregos e romanos, elemento de nação ou raça diferente, estrangeiro. Hoje, é sinônimo de cruel, desumano. Registra-se, também, a acepção de uma coisa ótima, surpreendente.

Crioulo: Antigamente, escravo nascido no continente americano, ou filho de europeus nascido nas Américas. Atualmente tem sentido pejorativo, ou carinhoso, usado para negros em geral.

Esplêndido: Primitivamente, o que brilhava. Por extensão, hoje, em sentido figurado, coisa suntuosa, luxuosa, ótima.

Esquisito: Antigamente, raro, elevado, exótico. Nos nossos dias, tem vários significados, todos negativos. (Estranho, feio, mal-humorado, etc.). No idioma espanhol, conserva o sentido original.

Formidável: O sentido original era: "que ultrapassa as dimensões normais, colossais, gigantescos." Nos nossos dias significa ótimo, excelente, fantástico. As formas paralelas formidando e formidoloso conservam o sentido primitivo. Em francês e espanhol, a palavra "formidable" sofreu a mesma transformação semântica.

Loja: Antes do sentido atual, o pavimento térreo de uma construção. Por extensão, casa térrea. Baseados nisto, os maçons denominam "lojas", seus lugares de reuniões. Atualmente, tem o sentido de estabelecimento comercial.

Vagabundo: Outrora, significava quem levava vida errante, vagava, perambulava. Hoje, quem vive no ócio e, por extensão, pessoa ou coisa de má qualidade. Na forma feminina, adquire o sentido pejorativo e preconceituoso de mulher de "mau comportamento" sexual, prostituta. Pode ser, até, uma grande trabalhadora.

Finalmente analisemos os termos judiar, judiação e judiaria. Poucos sabem disso, aí incluindo os próprios judeus, mas o primeiro significava "maltratar os judeus". Era um verbo intransitivo. O objeto direto estava subentendido. Hoje, judiar, pela semelhança do vocábulo com judeu, judia, Judas e Judá, cria uma natural associação de idéias, considerando o judeu como o agente da crueldade. Curiosidade: Tornou-se verbo transitivo indireto. "Judiaram dele". É claro que, se o verbo pede um complemento, na afirmação, está subentendido o agente. A palavra já está tão arraigada no uso popular que há quem nem faça a associação. Entretanto, a ofensa aos judeus permanece. É subliminar. Contribui enormemente para incrementar o anti-semitismo.

Judiação pede menos explicação. É um derivado gramaticalmente correto de judiar. Gramaticalmente. Politicamente, NÃO!

Judiaria: Outra forma gramaticalmente correta que pode significar um sinônimo de judiação, ou coletivo de judiações! Já li e ouvi estes sentidos. Não me senti bem. Pouquíssimas pessoas, judias ou não, têm ciência que Judiaria era o nome dado, na Península Ibérica ao bairro Judeu, tal como Mouraria era o dos mouros.

Aqui explico que a discussão sobre o sentido pejorativo ou não dos termos na berlinda não é uma questão doutrinária ou religiosa. É do idioma. É gramatical. Para se obter uma base, não se consulta o rabino, e sim, o professor ou o entendido em português. Por maiores que sejam meu respeito e minha consideração pelo rabino Henry Sobel, lembro que ele, apesar de lisboeta de nascimento, é americano e sua língua materna é o inglês. Em questões de português, fico com meus conselheiros professores, entre eles, alguns latinistas. Estas afirmações reportam-se a um pronunciamento do referido rabino, muito bem respondido por José Júlio Rozental.

Creio que, com esta exposição, consegui também explicar minha luta, que reconheço quixotesca, contra o uso de tais ofensas subliminares. Não tenho a pretensão de elidir do vocabulário popular esses verdadeiros palavrões. Quero, sim, suprimi-los dos principais meios de comunicação de massa. Vários jornais de elevado conceito proíbem este uso em suas páginas.

Fernando Levisky, Z'L, grande brasileiro, grande judeu, grande advogado e, também, vereador no Rio de Janeiro, fez uma campanha que foi vitoriosa para eliminar termos pejorativos e/ou injuriosos contra grupos étnicos, profissionais, regionais, religiosos, etc. Se muitos de nós vigiássemos, reagindo imediatamente a esta verdadeira provocação, ainda que, às vezes, inconsciente eliminaríamos o mau uso de tais palavras no rádio e na televisão.

Finalizo dizendo que as palavras valem pelo seu sentido atual, e não, pelo histórico ou primitivo. Só se entende o significado anterior em texto da respectiva época. Ex.: "e foi logo empurrado para uma grande sala que a vastidão de uma mesa opípara enchia com esquisitos manjares, faisões, cristais cantantes (João Ribeiro, Floresta de Exemplos, p. 224)".

PS. As definições foram baseadas no dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. A citação é do Novo Aurélio.

* Samuel Szerman é Relações Públicas da Petrobrás aposentado, ex-professor de Relações Públicas das faculdades no Rio de Janeiro: Hélio Alonso, Estácio de Sá e Faculdade de Filosofia de Campos, conferencista convidado esporadicamente da Gama Filho; em Brasília: UPIS (União Pioneira de Integração Social) e CEUB (Centro Universitário de Brasília); ex-membro do Conselho Regional de Relações Públicas – RJ; ex-membro do Conselho Federal de Relações Públicas; atual presidente da ACIB - Associação Cultural Israelita de Brasília.

http://www.visaojudaica.com.br/Fevereiro2005/artigos/15.htm

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terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Previsões que se cumpriram

Previsões que se cumpriram

Quando nos aproximamos do final do ano, ficamos bombardeados com as pseudo-previsões feitas pelos videntes desta nação, que sempre atiram no escuro com o intuito de, caso seus prognósticos dêem certo, alcançarem notoriedade e acesso à mídia, para assim aumentarem o preço das consultas e atraírem ainda mais a atenção daqueles que são capazes de gastar qualquer quantia para saber do amanhã.

Contudo, cristão verdadeiro não se preocupa com o amanhã, pois sabe que o seu futuro está no controle de Deus. Acerca disso, Jesus disse para não nos preocuparmos com o dia de amanhã, mas acreditarmos que Deus está cuidando de nós. Disse Jesus: "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal." (Mateus 6:34).

Quando estudamos a Bíblia, descobrimos que este livro sagrado está cheio de previsões, em sua maioria, em nível mundial e de comportamento, muitas das quais ainda se cumprirão. No livro de Isaías capítulo 53, por exemplo, o profeta previu a vinda do salvador Jesus 700 anos antes e informou com detalhes a sua missão que foi literalmente cumprida. O mesmo profeta Isaías previu há 2406 anos que Deus faria renascer um país em um dia e que esse país seria Israel: " Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos." (Isaías 66:8 RC). Essa previsão se cumpriu quando foi aprovada a Resolução 181 de 29/11/1947, que permitiu a instalação do Estado de Israel na sua Eretz Israel, cujo presidente da Assembléia Geral da ONU – na época o brasileiro Osvaldo Aranha – mesmo a contragosto bateu o martelo para a existência do Estado de Israel, muito embora todo o mundo árabe fosse terminantemente contra.

Os profetas Amós e Ezequiel, previram a reconstrução de Israel e a edificação de cidades no deserto, bem como a ação para trazê-los das nações onde estavam espalhados até suas terras, a fim de serem tratados e restaurados por Deus (Amós 9:14-15 RC e Ezequiel 36:24-35 RC).

O profeta Isaías também previu que as terras secas de Israel exportariam frutos para o mundo inteiro: "Dias virão em que Jacó lançará raízes, e florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo." (Isaías 27:6 RC). Hoje todos tentam copiar a tecnologia de irrigação de Israel, que faz com que eles plantem e colham frutos no deserto rendendo grandes lucros na exportação.

De igual maneira, o profeta Daniel previu que a ciência se multiplicaria vertiginosamente: "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará." (Daniel 12:4 RC).

Ademais, é mister lembrarmos também daquelas que foram feitas pelo maior profeta de todos os tempos: o Senhor Jesus Cristo. Conforme as Sagradas Escrituras, no momento em que os judeus pediram que o sangue de Jesus caísse sobre eles e seus filhos, Jesus disse que não ficaria em Jerusalém pedra sobre pedra que não fosse derribada e que a cidade seria cercada por trincheiras (Mt. 27:25). Essa previsão se cumpriu no ano 70 da era Cristã, quando legiões do exército romano cercaram Jerusalém sob o comando do general Tito e fizeram uma verdadeira carnificina. A história conta que Jerusalém se tornou um mar de sangue (Lc. 19:43,44). Além disso, existem também as previsões de Jesus que falam de guerras, rumores de guerras, terremotos, fome, esfriamento da fé etc. (Mt 24)

E as previsões do Apóstolo Paulo? Entre tantas, a maior previsão aguardada pelos cristãos de todo o mundo: O RETORNO DE JESUS CRISTO à Terra. Paulo mencionou que antes do cumprimento dessa previsão aconteceria primeiramente a apostasia (abandono da fé) de muitos para ser revelado o filho da perdição, o anticristo que vai dominar o mundo antes de Jesus voltar para arrebatar, ou seja, levar consigo Sua igreja (registro em II Tessalonicenses capítulo 2, versículos de 1 a 6).

Vale ressaltar que essa previsão da volta de Jesus pode ser presenciada por nós, pois os acontecimentos que precisavam se cumprir antes da volta, praticamente já se cumpriram quase todos. Dentre os tais, como se vê, está a pregação do evangelho no mundo inteiro, fato que praticamente está consumado, tendo em vista que atualmente o evangelho é pregado não somente em todos os meios de comunicação, mas também em lugares que dantes não havia sequer entrada, como nos países classificados em regiões do globo como janela 10x40. Existe um empenho extraordinário dos trabalhos missionários para chegarem neste lugar (Mt. 24:14). Tal qual acontece naquela região da Ásia onde aconteceu o Tsunami. Depois da tragédia, os missionários chegaram naquela região para levar ajuda humanitária e propagar os ensinamentos de Jesus, através dos evangelhos, fato este que antes era absolutamente proibido. Nos dias atuais, os países islâmicos já não conseguem impedir a mensagem do evangelho, que vem acompanhada de muitos milagres.

Entrementes, é imprescindível citar que outra previsão declinada na Bíblia é a manifestação do anti-Cristo, um líder político que vai dominar o mundo inteiro, este por sua vez já dividido em blocos comerciais e políticos. E o bloco europeu? Eles já têm uma só moeda e já admitem a idéia de um líder único. E a previsão dos carros atuais, profetizado pelo profeta Naum (Naum 2:4)?

Diante do exposto, posso garantir a você, caro leitor, que todas essas previsões são apenas algumas de tantas registradas na Bíblia que já alcançaram cumprimento. Abra os olhos para as previsões da Bíblia Sagrada e deixe que Jesus tome conta do seu futuro, afinal de contas, de todas as palavras que foram preditas, a única que tem o poder de resistir diante do tempo, dos homens e das mudanças mundiais é a Palavra de Deus, pois acerca dela está escrito: "Seca-se a erva e caem as flores, mas a palavra do nosso Deus subsistirá eternamente." (Isaías 40:8).

Feliz ano novo para todos com Jesus!

Paulo Guilherme

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sábado, 16 de dezembro de 2006

O Natal declara reconciliação

O Natal declara reconciliação
 
Perdão é o maior presente que podemos receber e oferecer

O pecado fez o homem morrer para Deus: No dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn. 2.17). É isto o que a traição faz, faz com que os grandes amigos morram um para o outro e vivam em inimizade. O pecado fez Deus romper com o homem, e este com Deus. Tornou-se impossível o relacionamento entre eles, distanciando-os e separando-os. Com isto, o homem foi expulso por Deus do "Paraíso" e, por sua vez, expulsou Deus da sua vida e do seu coração.

Com esta inimizade que passou a existir entre o homem e Deus - Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus (Rm. 8.7); Qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tg. 4.4) -, os relacionamentos humanos também foram abalados e se tornaram doentios, passando a haver inimizade mútua, desavenças, ódio, traições, rompimentos.

Embora o amor divino desejasse reatar o relacionamento e perdoar, a justiça impedia exigindo julgamento e punição, afinal, o homem foi quem tomou a iniciativa de desobedecer a Deus, de ofendê-lo, de rebelar-se contra ele, transgredir sua lei, tornando-se assim passível de juízo.

Da sua parte, porém, o homem jamais seria capaz (uma vez envenenada a sua natureza) de voltar-se para Deus arrependido em busca de perdão e reconciliação. Foi Deus, o ofendido, quem tomou a iniciativa de vir até o ofensor, na pessoa de Jesus, para acabar com a distância que os separava, reconciliar e restabelecer a comunhão perdida, oferecer o perdão e, conseqüentemente, a volta ao "Paraíso" com a única condição de que o homem lhe devolvesse o coração. É isto o que nos anuncia o Natal - a chegada do perdão, da reconciliação, da salvação. Ele nasceu para nós, para que pudéssemos renascer para Ele.

Mas como satisfazer o amor - que desejava perdoar - e a justiça - que exigia juízo -, respectivamente, sem pender para um ou para o outro lado sem que Deus se tornasse injusto ou cruel? Houve um plano, estabelecido pelo próprio Deus, onde Ele receberia em si mesmo a punição devida ao pecado humano para satisfazer assim sua justiça e demonstrar seu amor.

Então, na pessoa de Jesus, veio Deus com seu infinito amor estabelecer a sua justiça. Veio para, em si mesmo, receber a punição que era devida ao homem, pois o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Deste modo, foi feito a justiça e o amor divino. Este é o sentido da vinda e morte de Cristo na cruz; ele estava demonstrando sua justiça e seu amor. Ele se propôs a receber o castigo que nos era devido para satisfazer a justiça e em amor poder nos oferecer o perdão. É isto o que nos anuncia o Natal - a chegada do amor e da justiça divina. Ele veio para morrer por nós, para que pudéssemos viver com Ele.

Mas o homem precisava ser informado de que a justiça de Deus fora satisfeita, de que ele continuava a amá-lo, de que havia sido mediado o perdão, a reconciliação. Não bastava realizar a propiciação, era necessário fazer chegar ao homem esta Boa Nova. Era preciso procurar o ofensor para dizer-lhe que o perdoara, que o aceitara de volta, era mister proclamar este ato divino. Este é o sentido do Evangelho - a proclamação das Boas Novas de Deus ao homem, informando que já não precisa mais haver inimizade e separação. O Natal nos anuncia o Evangelho.

E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc. 2.9-11.)

Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação (2Co. 5.19.) Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade... e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto (Ef. 2.14,16,17).

Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados (1Pe. 2.24). Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Rm. 5.10). Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus (Col. 1.20).

Se a vinda de Jesus a este mundo anuncia e mostra que Deus procurou o homem, seu ofensor, para possibilitar e oferecer-lhe perdão, reconciliá-lo consigo, trazê-lo de volta, desfazer a inimizade existente, reatar o relacionamento e a comunhão rompida pelo pecado, e sem que este merecesse ou desejasse, este é o sentido da graça. O Natal nos anuncia e declara a graça divina.

Então, se o Natal significa, declara e anuncia tudo isto - amor, justiça, perdão, reconciliação, renascimento, Evangelho e graça - deveria ser assim comemorado e festejado. Aliás, a oferta do perdão de Deus a nós, por meio de Jesus, exige da nossa parte que ofereçamos perdão aos nossos ofensores. Jesus nos ensinou a perdoar perdoando para que pudéssemos aprender a fazer o mesmo. Seu perdão nos capacita a perdoar.

Natal deveria ser assim entendido e comemorado, pois, uma vez que fui procurado por aquele que eu ofendi para ser perdoado sem que merecesse ou desejasse, não posso me omitir de procurar aqueles que me ofenderam para oferecer-lhes perdão, ainda que não mereçam ou desejem. Deveria ser o momento de anunciar a Boas Novas, de decidir pôr fim às inimizades, restaurar os relacionamentos quebrados e reconciliar.

Natal fala da chegada do perdão de Deus ao homem, conseqüentemente, deste ao próximo. Fala de ofendidos que tomam a iniciativa de perdoar; fala da graça, da justiça e do amor. Jamais deveria ser comemorado pelos que ainda abrigam ódio no coração, desejo de vingança, inimizades. Que ainda têm relacionamentos rompidos e não reatados, mesmo que seja por iniciativa do ofendido, e apesar do ofensor e da ofensa cometida.

Natal fala de nascimento e de renascimento; nascimento da esperança, do perdão, da restauração, da reconciliação, da alegria, da comunhão; renascimento das amizades e relacionamentos que um dia tiveram fim. Renascimento daqueles que um dia morreram para nós.

Permita, portanto, nesta data, àqueles que um dia 'morreram' para você, que um dia foram 'expulsos' da sua vida, que se separaram de você, renasçam e recebam o seu perdão. Deixe aquele que nasceu para os que estavam mortos para ele, viver em seu coração.

Saiba que a maior prova de que Jesus nasceu para você está na capacidade que você tem de perdoar. Ninguém que tenha recebido dele o perdão será capaz de negar perdão. Se negarmos o perdão, não temos direito de sermos perdoados. Perdão é a principal característica do pecador regenerado; falta de perdão é a principal característica do pecador não regenerado. Se Deus nos perdoa não temos porque negar perdão, caso contrário, jamais poderemos orar dizendo: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores (Mt. 6.12).

Aquele que veio para nos oferecer perdão foi quem afirmou categoricamente: Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas (Mt. 6.14-15).

Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
(Mt. 18.21-35.)

Perdão é o maior presente que podemos receber. Perdão é o maior presente que podemos oferecer. Então, você espera receber algum presente neste Natal? Pretende oferecer algum? Como vai comemorá-lo neste ano? Não se esqueça do aniversariante, não se esqueça de incluí-lo nos seus planos!

Jair Souza Leal
Pastor auxiliar na Igreja Batista Memorial do Industrial. Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica das Assembléias de Deus. Pedagogo em formação - PUC/MG. Professor de Introdução à Bíblia no Instituto Teológico Quadrangular
 

sábado, 11 de novembro de 2006

O nome próprio de Deus no Antigo Testamento

O nome próprio de Deus no Antigo Testamento

Nas Sagradas Escrituras, o nome de Deus é significativo, e deve ser. E inconcebível pensar em assuntos espirituais sem designação própria da Deidade Suprema. Assim, o nome mais usado da Deidade é Deus, tradução do original Elohim. Um dos nomes de Deus é "Senhor", que é uma tradução de Adonai. Há outro nome, ainda, particular, que designa o nome próprio de Deus e se expressa pelas quatro letras YHWH (Êx. 3:14 e Is. 42:8). Os judeus ortodoxos não pronunciam esse nome, em virtude da grande reverência que prestam ao santíssimo nome divino. Por essa razão, sistematicamente esse nome foi traduzido por Senhor, com a única exceção dos casos em que YHWH encontra-se nas proximidades do nome Adonai. Nesse caso, todas as vezes foi traduzido por Deus para evitar confusão. Sabe-se que durante muitos anos YHWH aparece na transliteração Yahweh; porém não existe nenhuma certeza de que esse pronúncia seja correta.

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sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Um Breve Histórico do Textus Receptus

Um Breve Histórico do Textus Receptus

O Textos Receptus refere-se ao texto em grego usado por João Ferreira de Almeida para traduzir a Bíblia na língua Portuguesa e, ainda, pelos reformadores e pelos tradutores da famosa "English Authorized Version", de 1611. Sua relação com outras edições do texto grego, impressa nos séculos 16 e 17, está exposta nos parágrafos seguintes:

A primeira edição publicada do texto grego, foi a de Desidério Erasmo, impressa em Basle, em 1516, seguida da sua edição de 1519 que foi usada por Martinho Lutero em sua tradução para o alemão. Erasmo também publicou edições em 1522, 1527 e 1535. As duas últimas incluíram algumas mudanças da Poliglota Complutensiana. O Novo Testamento dessa Bíblia, Poliglota de Compluto, ou Alcalá, na Espanha, foi, na verdade, impresso em 1514. Porém, não esteve em circulação até 1522. Cristóvão Plantin reimprimiu, com pequenas alterações, o texto em grego Complutensiano, em Antuérpia, em 1571, 1572, 1573, 1574, 1583 e 1584. O mesmo texto foi também impresso em Genebra, em 1609, 1610, 1612, 1619, 1620, 1622, 1627 e 1628.

Simão Colineo (Sino Colinaeus), um impressor em Paris publicou, em 1534, uma edição baseada nas edições de Erasmo e do Novo Testamento Grego Complutensiano. Esse trabalho de Colineo nunca foi reimpresso, mas foi superado pelas edições mais famosas do seu enteado Robert Stephens, publicadas em Paris em 1546, 1549, 1550 e 1551. A edição de 1550, conhecida como a edição real "royal edition" ou editio regia, seguiu o texto das edições de Erasmo de 1527 e 1535, com leituras marginais da poliglota Complutensiana. A edição de Genebra, feita em 1551, foi uma reimpressão do texto de 1550, na qual apareceram, pela primeira vez, as divisões atuais de versículos numerados.

Teodoro Beza publicou, em Genebra, quatro edições in-folio, do texto grego de Stephens, com algumas mudanças e uma tradução própria em latim, em 1565, 1582, 1588 e 1598. Durante esse período, Beza também publicou várias edições in-octavo, em 1565, 1567, 1580, 1590 e 1604. As edições de Beza, particularmente e de 1598, e também as duas últimas edições de Stephens, foram as principais fontes usadas para a versão João Ferreira de Almeida, de 1681.

Os irmãos Elzevir, Bonaventure e Abraham, publicaram edições do texto grego, em Leyden, em 1624, 1633 e 1641, seguindo a edição de Beza de 1565, com algumas mudanças nas suas revisões posteriores. O prefácio da edição Elzevir, de 1633, deu nome a essa forma do texto, base da versão João Ferreira de Almeida, da Dutch Statenvertaling (holandesa), de 1637, e a de todas as versões protestantes da Reforma: "Textum ergo habes, nunc ab omnibus receptum...". O Texto Elzevir tomou-se conhecido em toda a Europa como Textus Receptus ou Texto Recebido. Ao longo do tempo esses títulos vieram a ser identificados, na Inglaterra, como o texto de Stephens, de 1550.

As edições de Stephens, Beza e Elzevir apresentam, todas, substancialmente, o mesmo texto. As variações não são de grande significância e raramente afetam o sentido. A edição atual do Textos Recepus, base da versão de João Ferreira de Almeida, segue o texto da edição de Beza de 1598 como autoridade primordial e corresponde ao Novo Testamento no Grego Original, editado por F.H.A. Scrivener, M.A., D.C.L., LL.D., e publicado pela Imprensa da Universidade de Cambridge em 1894 e 1902.

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quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Sola Fide

Sola Fide
 
Um dos grandes pilares da Reforma Protestante do século XVI foi uma volta à doutrina apostólica da salvação pela fé em Cristo Jesus. Os reformadores sublinharam a supremacia da fé sobre as obras para a salvação. O Breve Catecismo de Westminster afirma que fé em Jesus Cristo é uma graça salvadora pela qual o recebemos e confiamos somente nele para a salvação, como ele nos é oferecido no Evangelho. Destacamos alguns pontos para nossa reflexão:

1. A fé salvadora é mais do que mero assentimento intelectual da verdade – Embora a verdadeira fé repousa no conhecimento e não na ignorância, a fé salvadora é mais do que conhecimento intelectual da verdade. Não basta apenas ter informação da verdade, é preciso ser transformado por ela. Os demônios sabem que Deus existe e até tremem diante da sua majestade, mas estão perdidos (Tg 2.19). Jesus diz que alguns o chamam de Senhor, operam milagres, expulsam demônios e até profetizam, mas ao mesmo tempo vivem na iniqüidade e não possuem a fé salvadora (Mt 7.22,23).

2. A fé salvadora não depende das boas obras para nos justificar diante de Deus – O sinergismo que ensina a salvação como somatória de fé mais obras está em total desacordo com as Escrituras. A fé é a raiz e as obras de fé são o fruto. Não somos salvos pela combinação de fé e obras, mas sim, por uma fé que produz obras. Somos salvos exclusivamente pela fé, mas por uma fé que não permanece só (Tg 2.20-22,26). Com respeito à salvação, a fé é a causa instrumental e as obras sua evidência (Tg 2.14- 18). A fé é o meio e a condição da salvação, ao passo que as obras são seu fruto e sua evidência.

3. A fé salvadora é um dom exclusivode Deus e não um merecimento humano – Toda a obra da salvação é concebida, realizada e consumada por Deus. É Deus quem abre o coração para crermos em Cristo. É ele quem dá o arrependimento para a vida. É ele quem chama eficazmente e dá a fé salvadora. É Deus quem justifica e glorifica aqueles que crêem. A fé salvadora não é apenas um conhecimento nem um sentimento inato, mas uma confiança exclusiva e absoluta na Pessoa e obra de Cristo em nosso favor.

4. A fé salvadora é o instrumento mediante o qual recebemos a vida eterna – A fé não é a base da nossa salvação, mas o seu instrumento de apropriação. A fé é o elo de ligação entre o crente e Cristo (Gl 3.26; Jo 3.16; At 16.31). A fé é a causa instrumental da justificação (Rm 5.1). Somos salvos pela obra expiatória de Cristo, mas apropriamo-nos dos resultados dessa obra pela fé. A fé é como a mão estendida de um mendigo recebendo o presente de um rei. Como a fé recebe Cristo, ela nos leva à posse de todas os seus benefícios.

5. A fé salvadora tem uma importância fundamental em nosso relacionamento com Deus – A fé vem pela pregação do evangelho (Rm10.17) e por meio dela nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12). Logo, aquele que se aproxima de Deus deve crer que ele existe (Hb 11.6), pois o justo vive pela fé (Rm 1.17), é justificado mediante a fé (Rm 5.1) e pela fé ele toma posse da vida eterna (Jo 3.36). Pela fé estreitamos nosso relacionamento com Deus e tornamo-nos como Abraão, o pai da fé, amigos de Deus.
Rev. Hernandes Dias Lopes

A Reforma Protestante

A Reforma Protestante
 
Eu sou de tradição protestante muito embora, para permanecer protestante, eu tenha me desligado das igrejas protestantes. É preciso esclarecer que a tradição protestante nada tem a ver, absolutamente nada, com esses movimentos religiosos que se denominam 'evangélicos'.

A tradição protestante não promete milagres, cultiva a razão, estimula a ciência, é profundamente ética, e a ela estão ligados nomes como Leibniz, Kant, Hegel, Kierkegaard, Albert Schweitzer, Martin Luther King Jr., Dag Hamarkjoeld, Dietrich Bonhoeffer, Mondelaine.

Em que consiste essa tradição? A Reforma, contrariamente ao nome, não foi um movimento que visava 'reformar' a Igreja Católica do século XVI: não se coloca remendo de pano novo em tecido podre. Não é um conjunto de doutrinas teológicas diferentes como justificação pela graça e sacerdócio universal das pessoas. Não é uma nova organização da Igreja. Quem só sabe essas coisas não viu o que é essencial.

Para dizer o que foi o espírito da Reforma, vou me valer de uma peça musical, a 2a sinfonia de Gustav Mahler (1860 - 1911), chamada Sinfonia da Ressurreição. Eis como ele mesmo descreve o último movimento da sinfonia: 'Chegou o dia do julgamento final. O terror cobre a terra. A terra estremece, as sepulturas se abrem, os mortos ressuscitam, poderosos e humildes, reis e mendigos, justos e injustos.

Um grito terrível enche o universo com um pedido de perdão que enche o espaço. Ouvem-se as trombetas apocalípticas. É hora do ajuste de contas, débitos e créditos, céu e inferno, inferno tão bem pintado nas telas horrendas de Hieronimus Bosch. Então, em meio a um silêncio sinistro, ouve-se o canto de um rouxinol distante. Uma grande tranqüilidade invade tudo.

E eis, surpresa! Não há julgamento, não há débitos e créditos, não há justos e pecadores, não há poderosos e humildes, não há vinganças e recompensas, não há condenações! Um sentimento de amor perfuma o mundo.' A Reforma foi o canto de um rouxinol nesse horror de culpa e medo. Não há julgamento. Deus é todo bondade.
 
Rubem Alves

terça-feira, 31 de outubro de 2006

31 de outubro - Dia da Reforma

31 de outubro - Dia da Reforma
 
A Reforma Protestante foi um movimento que começou no século XVI com uma série de tentativas de reformar a Igreja Católica Romana, e que culminou com a divisão e o estabelecimento de várias igrejas cristãs, das quais se destacam o Luteranismo (de Martinho Lutero), as igrejas reformadas e os Anabaptistas. A Reforma Protestante tem um intuito moralizador, colocando em plano de destaque a moral do indivíduo (conhecedor agora dos textos religiosos, após séculos em que estes eram o domínio privilegiado dos membros da hierarquia eclesiástica). O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreve: "Com o Concílio de Trento (1545-1563)... trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada indivíduo". A Igreja havia criado um meio de salvação no qual para ser salvo, o homem deveria passar por uma série de passos e rituais nos quais, além de Jesus, havia a intercessão de santos e a necessidade de penitências. A Reforma redescobriu o papel de o próprio indivíduo poder se achegar a Deus, e obter o perdão e a sua salvação.
 
Martinho Lutero aos 46 anos (Lucas Cranach o Velho, 1529)Um elemento comum às igrejas que surgem da Reforma Protestante é esta centralização na salvação do indivíduo. Bernard Cottret: "A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na teologia da salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade". Este aforismo de Lutero do ano 1531 caracteriza bem a importância da história pessoal de cada um para a causa reformadora. Lutero não é nenhum fundador de um império, ele é um monge em busca da sua salvação. Como Pierre Chaunu mostrou de forma extraordinária, "não se trata de uma questão da Igreja mas de uma questão da salvação".
 
O resultado deste movimento religioso é uma mais fervorosa observação dos princípios morais cristãos tais como eles estão expressos na Bíblia. Os movimentos de zelo religioso que têm lugar na Europa do século XVI são para ser entendidos no contexto do efeito multiplicador iniciado pela invenção da imprensa por Gutenberg. Se a bíblia não estivesse agora acessível a cada um, traduzida nas línguas e dialetos locais, compreensível aos Europeus, tal como ela começou a surgir no século XVI, tal zelo religioso não teria sido possível. Anteriormente ao século XVI, a bíblia era um manuscrito em Latim, (uma língua dominada por uma minoria) do qual havia poucas cópias, que se encontravam fechadas nos conventos e nas igrejas, lida por uma elite eclesiástica. A grande maioria da população nunca a tinha lido. No século XVI, ela está disponível em grandes números e nas línguas e dialetos locais. Não é de admirar pois que a religião se torne um tema polêmico.
 
 

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Pastores e lobos

Pastores e lobos

Pastores e Lobos tem algo em comum: Ambos se interessam e gostam de ovelhas e vivem perto delas, mas muitas vezes pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Então, aprenda a discernir Pastores de Lobos:

Pastores buscam o bem das ovelhas,
lobos buscam os bens das ovelhas.

Pastores gostam de convívio,
lobos gostam de reuniões.

Pastores vivem à sombra da cruz
lobos vivem na luz dos holofotes.

Pastores choram pelas suas ovelhas,
lobos fazem suas ovelhas chorar.

Pastores tem autoridade espiritual,
lobos são autoritários e dominadores.

Pastores tem esposa,
lobos tem coadjuvante.

Pastores tem fraquezas,
lobos são poderosos.

Pastores tem senso de humor,
lobos se levam a sério.

Pastores são ensináveis,
lobos são donos da verdade.

Pastores tem amigos,
lobos têm admiradores.

Pastores se extasiam com o ministério,
lobos aplicam técnicas religiosas.

Pastores vivem o que pregam,
lobos pregam o que não vivem.

Pastores vivem de salários,
lobos enriquecem.

Pastores sabem orar no secreto,
lobos só oram em público.

Pastores vão para o púlpito,
lobos vão para o palco.

Pastores buscam discrição,
lobos se autopromovem.

Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus: "Guardai-vos dos falsos profetas que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são devoradores." (Mateus 7:15)

Osmar Ludovico da Silva

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sábado, 23 de setembro de 2006

Doces Consagrados - Entendendo a verdadeira história de Cosme e Damião

Doces Consagrados - Entendendo a verdadeira história de Cosme e Damião

Foi numa tarde bem bonita do dia 27 de setembro que Leandro recebeu a visita do seu amigo Juninho. Ele veio convidá-lo para juntos apanharem saquinhos de doces de "Cosme e Damião".

- Juninho, você sabe que eu gosto de sair com você, mas para pegar doces de Cosme e Damião, eu não vou.

- Ué, você tem alguma coisa contra Cosme e Damião?

- É claro que não, Juninho! Eles eram seguidores de Jesus Cristo, assim como eu sou. Você sabia disso?

- Pra falar a verdade, eu nunca ouvi falar isso antes.

- Então posso contar só um pouco da vida deles?

- Claro que sim, você me deixou curioso. Pode contar!

- Bem, eles nasceram na Arábia no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram crentes em Jesus. Quando cresceram, foram estudar num lugar chamado Síria, e lá se tornaram médicos. Mas eles tinham um apelido muito interessante: "ANARGIROS".

- O que isto significa?

- Quer dizer "INIMIGOS DO DINHEIRO", pois eles não cobravam nada, nenhum centavo pelo trabalho deles. E já que eles trabalhavam de graça, começaram a ser muito conhecidos, atraindo assim muita gente para ouvir a mensagem que eles pregavam sobre o Salvador, Jesus Cristo, nosso Senhor.

- E tem mais! Havia um homem muito mau, que odiava os cristãos. O nome dele era Diocleciano, o Imperador Romano. Esse homem perverso, mandou para a cidade de Egéia, aonde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Então, sob o comando de Lísias, começaram a torturar Cosme e Damião. Finalmente, depois de torturá-los bastante... cortaram suas cabeças. E foi assim que eles morreram no ano de 283 depois de Cristo.

- Que coisa triste! Mas, eles foram mortos só porque trabalhavam de graça como médicos?

- Não, Juninho, não foi isso. O motivo foi outro! Vou lhe contar: Diocleciano, o Imperador Romano, odiava os cristãos porque eles eram fiéis a Jesus Cristo e não adoravam os ídolos fabricados por mãos humanas. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante de algumas imagens. Porém, como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso. A Bíblia diz: "Não farás para ti imagens de esculturas, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus Zeloso". (Êxodo, 20: 4,5). Então, por obedecerem as ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens, é que eles foram mortos.

- Você me deixou confuso, Leandro.

- Por que, Juninho?

- É que lá em casa tem imagens de São Cosme e São Damião. E, minha mãe sempre ensina a gente a rezar pedindo proteção a eles.

- E você acha que isso é certo? Você acha que Cosme e Damião se ajoelhariam ou rezariam para uma imagem pedindo proteção ou ajuda?

- Eu acho que não! Pois eles morreram justamente por não fazer o que eu e minha família estamos fazendo.

- Como você acha que eles se sentiriam vendo vocês fazendo isso?

- Acho que ficariam muito tristes.

- E quem mais ficaria triste?

- Será que JESUS CRISTO também ficaria triste?!?

- Isso mesmo, Juninho! Pois foi Jesus quem falou: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João, 14:6). Portanto, não adianta pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro "santo" qualquer. Devemos buscar somente a JESUS, o FILHO DE DEUS. Foi Ele quem morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a DEUS por nós (I Tim. 2:5; I João, 2:1).

- Isso quer dizer que comer doce de Cosme e Damião está errado?!

- Bem, Juninho, gosto muito de doce. Se eu quiser comer, compro um. Eu não como os doces de Cosme e Damião porque quem distribui doces nesse dia faz isso porque fez promessas a eles. E você sabia que esses doces são oferecidos aos "SANTOS" em algum terreiro de macumba ou centro espírita como pagamento de promessas? Se eu comer, estarei apoiando e concordando com o erro deles. A Bíblia diz que não pode haver amizade entre luz e escuridão, nem entre Jesus e o diabo (II Corintios, 6:14-16). E a Bíblia diz mais: "DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVAS NENHUMA." Além disso, esses que parecem ser "santos" nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo) que estão enganando as pessoas. (I Cor. 10:19 a 21). Viu, porque não como os doces, balas e salgados de Cosme e Damião? Pois a Bíblia diz em Romanos, 10:11 que aquele que crê em JESUS nunca fica confundido ou em dúvidas nesses assuntos.

- Agora entendi, Leandro. E resolvi que não vou mais pegar esses doces. Gostei da verdadeira história de Cosme e Damião, e quero saber mais de Jesus.

- Que bom, você agora tomar esta decisão!

- Mas, conte-me Leandro, onde você conseguiu estas informações?

- Minha mãe fez a pesquisa na Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana (Volume 15, páginas 1140-1142).

- Que bom! Mas o melhor foi saber que Jesus é o Filho de DEUS, amigo das crianças e Salvador dos que crêem Nele.

Colaboração de Rosemary Carneiro da Silva (www.jesussite.com.br)

 

A verdadeira história de Cosme e Damião*

Seguidores de Jesus Cristo, nasceram na Arábia, no terceiro século depois de Cristo, eram gêmeos e seus pais eram cristãos. Estudaram na Síria, e se tornaram médicos. Eram "Anargiros" (inimigos do dinheiro), e não cobravam nada pelo trabalho que exerciam. Como trabalhavam de graça, começaram a ser muito conhecidos, atraindo muita gente para ouvir a mensagem que pregavam sobre o Salvador Jesus Cristo. Naquele mesmo tempo, Diocleciano era o Imperador Romano, homem perverso que nutria forte ódio por cristãos e mandou para a cidade de Egéia, onde estavam Cosme e Damião, um representante de nome Lísias. Sob o comando deste homem, começaram a torturar Cosme e Damião até degolá-los. Desse modo foram mortos no ano 283 depois de Cristo, não porque trabalhavam de graça como médicos, mas porque eram cristãos e por sua fama tornaram alvo do imperador Diocleciano. Lísias mandou que eles adorassem ou se ajoelhassem diante de algumas imagens. Porém, como seguidores de Jesus, nunca poderiam fazer isso. A Bíblia diz: "Não farás para ti imagens de esculturas, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas de debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás, porque Eu sou o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso." (Êxodo 20.4,5) Foi então por obedecerem às ordens de Deus e não se encurvarem ou rezarem às imagens, que eles morreram. Que ironia diabólica, fazer imagens de Cosme e Damião para se curvar diante delas e pedir bênçãos e proteção.

Jesus disse "Eu sou o Caminho e a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14.6) Portanto sabemos que não adianta pedir nada a Cosme e Damião, a São João, São Paulo, Santa Maria ou outro "santo" qualquer. Buscamos somente a Jesus, o Filho de Deus! Foi Ele quem morreu por nós numa cruz, ressuscitou ao terceiro dia e hoje roga a Deus por nós (I Timóteo 2.5; I João 2:1). Pegar doces nesse dia torna-se um laço porque a maioria das pessoas que fazem essa distribuição estão presas à promessas feitas à estas imagens e esses doces são oferecidos aos "santos" em algum terreiro de candomblé ou centro espírita como pagamento dessas promessas. Esses que parecem ser "santos" nos terreiros ou centros, são na realidade demônios (ajudantes do diabo que estão enganando tais pessoas) I Corintios 10.19,21).

* Enciclopédia Universal Ilustrada Europeo-Americana -Volume 15, páginas 1140-1142.

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sábado, 16 de setembro de 2006

Conhecendo Deus

Conhecendo Deus

Uma coisa é ouvir falar de Deus. Outra é conhecê-lo pessoalmente. Vejamos como a diferença se aplica ao considerarmos alguns dos atributos de Deus.

O pensamento que Deus está pre-sente em todo o lugar é estarrecedor. Mas estar consciente da sua presen-ça quando precisamos nos dá confor-to e esperança.

Pensar que Deus conhece tudo, é assustador. Mas ter a confiança que nenhum detalhe da nossa vida esca-pa de sua atenção, é desfrutar a paz que resiste a qualquer provação.

Pensar que o Senhor é Todo-Po-deroso nos deixa maravilhados com sua grandiosidade. Mas tê-lo realmente operando em nós, através de nós e para nós, nos encoraja a descansarmos em seus braços poderosos.

Pensar que Deus é imutável é reafirmar a verdade. Mas conhecê-lo como um redentor por meio da nossa fé em seu Filho, Jesus Cristo, traz a alegria do perdão dos pecados.

O autor do Salmo 96 conhecia Deus, e essa relação se refletia nas suas palavras. Seu coração se derramou em lou-vores e ele desejou que outros conhecessem o Senhor e o adorassem também.

Você conhece Deus pessoalmente? Demonstra isso?

Richard W. De Haan

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domingo, 27 de agosto de 2006

O que a Bíblia diz, a verdadeira ciência confirma

O que a Bíblia diz, a verdadeira ciência, como uma serva obediente, confirma: (Texto Chave: Salmos 19)

a) Isaías 40:22: "Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra". Isaías fez esta afirmação em 700 a.C. A ciência SÓ descobriu este fato em 1519 quando Magalhães navegou ao redor do mundo, 2200 anos depois. Como Isaías sabia disto 2200 anos antes da ciência???!!!

b) Jó 26:7: "... e suspende a terra sobre o nada". O livro de Jó é o mais antigo da Bíblia, tendo sido escrito por volta de 2000 a.C. Mesmo quando Isac Newton explicou como a gravidade do sol era equilibrada pela a força centrífuga da rotação da terra em 1687, ele nada acrescentou a esta afirmação científica proferida por Jó!!! Como Jó sabia disto 3600 anos antes da ciência???!!!

c) Gênesis 2:7: "E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente". Será que devemos levar o livro de Gênesis a sério? Desde o final do séc. XVIII, cientistas vêm desenvolvendo técnicas para analisar os minerais. Comparação entre as análises químicas da composição do corpo humano e do pó da terra mostram os seguintes elementos em comum: cálcio, ferro, magnésio, oxigênio, carbono, nitrogênio, fósforo, sódio, potássio, cloro, hidrogênio, enxofre... E mais: em 11/1982, Seleções Reader’s Digest incluiu um artigo entitulado "Como a vida na Terra começou", onde diz que cientistas da NASA declararam que os ingredientes necessários para formar o ser humano estão no BARRO. O artigo disse ainda: "O cenário descrito pela Bíblia quanto à criação da vida vem a ser NÃO MUITO DISTANTE DO ALVO" (PÁG. 116). Não, a Bíblia não "passou não muito distante do alvo" – ela atingiu exatamente o alvo!!! Como Moisés sabia disto 3000 anos antes da ciência???!!!

d) Eclesiastes 1:6: "O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento e volta fazendo os seus circuitos". O vento apresenta alguns fenômenos, dentre os quais: circular entre o equador e os dois pólos, descoberto por Hardley no séc. XVII; girar, evidenciando a força Coriolis, descoberta no séc. XIX e apresentar circuitos específicos, descoberto apenas recentemente. Como Salomão sabia disto 1000 a.C.? Quem contou isso para ele???!!!

e) Eclesiastes 1:7: "Todos os rios vão para o mar e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr". Acrescentar Jó 36:27-29; Salmo 135:7 e Amós 9:6. Como todos estes escritores bíblicos, que escreveram entre 2000 a.C. e 800 a.C. sabiam sobre o ciclo hidrológico (evaporação, condensação e precipitação pluviométrica) e a decorrente formação e manutenção de rios, lagos, mares e oceanos por causa deste ciclo, se isto só foi reconhecido pela ciência quando foi descoberto por Galileu em 1630 d. C.???!!! Quem contou isto a eles???!!!

f) Provérbios 6:6-9: "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio. Pois ela, não tendo chefe, nem guarda, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono?". Na Life’s Nature Library, em "Os insetos" (pág. 163) diz: "Um dos enigmas entomológicos do último século diz respeito a esta observação por Salomão. Não havia nenhuma evidência de que formigas, realmente, faziam colheitas de grãos. Em 1871, entretanto, um naturalista britânico mostrou que Salomão, afinal de contas, tinha estado certo" Como Salomão detalhou este fato científico em 1000 a.C.? Quem contou isto a ele???!!!

g) Levítico 15:13: "Quando, pois, o que tem fluxo, estiver limpo do seu fluxo, contar-se-ão sete dias para a sua purificação, e lavará as suas roupas, e banhará a sua carne em águas CORRENTES; e será limpo". Até fins do século XVIII todos os médico de um hospital lavavam suas mãos em uma mesma bacia, dia após dia (disseminando os germes com velocidade, facilidade e mortandade igual a de fogo em capim seco). Até cirurgiões eram sujos, e 17% das grávidas que entravam no melhor hospital do mundo (em Viena, Áustria) morriam de infecção. Isto até que com Pasteur e Koch e os avanços em microscopia e bacteriologia é que os médicos começaram a lavar as mão em águas CORRENTES, provando-se que a purificação salva mais que todos os remédios juntos. Como Moisés sabia disto em 1490 a. C.? Quem contou isso a ele???!!!

h) Salmo 8:8: "... as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo que passa pelas veredas dos mares". Matthew Fontaine Maury, ministro da marinha americana, em 1860 aproximadamente, lançou-se ao empreendimento de encontrar estes curiosos "caminhos nos mares" e descobre que os oceanos têm caminhos que fluem através deles. Ele descobriu as correntes marítimas. Davi escreveu o Salmo 8 por volta de 1000 a. C. Quem falou isto a Davi 2800 antes da ciência???!!!

i) Levítico 17:11: "Porque a vida da carne está no sangue...". Durante séculos os cientistas discutiram sobre a "vida da carne" e sugeriram que vários órgãos no corpo humano tinham esta responsabilidade. O sangue nunca esteve na lista. Só em 1628, Harvey provou que o sangue circula do coração e volta para ele, alcançando todas as partes do corpo através de artérias e veias. A partir daí, descobriu-se que é o sangue que dá continuidade a todos os processos da vida, no corpo; que é o sangue que causa o crescimento, constrói novas células e faz o transporte de substâncias vitais (como oxigênio, glicose, aminoácidos...) e remove os metabólitos tóxicos (dióxido de carbono, lactato, uréia...), que se não forem removidos das células, elas morrem; que é o sangue que faz crescer osso e carne, armazena gordura, faz cabelo e até unha... Por milhares de anos, os médicos tratavam as pessoas com uma prática chamada de "sangria", pensando curar doenças com a extração de sangue. Em 1799, George Washington foi sangrado até a morte. Os médicos sem saberem estavam na verdade, retirando a vida dele. Só no início dos anos 1900 é que o Dr. Lister descobriu que o sangue provê o sistema imunológico aos corpos, motivo pelo qual uma vacina é aplicada na corrente sangüínea. Como pode aquele livro maravilhoso, escrito milhares de anos atrás e por homens com conhecimento científico muito limitado, estar tão à frente do melhor que a humanidade pôde produzir nos últimos 4000 anos???!!!

Jesus e Moisés

Semelhanças entre Jesus e Moisés

Êxodo 1:22; 2:1-10

Moisés foi levado para o Egito, um livramento de morte, as crianças estavam sendo mortas pelo rei do Egito.

Mateus 2:13,14; 16

Jesus semelhante a Moisés foi levado para o Egito, um livramento de morte. As crianças estavam sendo mortas por Heródes.

Êxodo 4:6,7

Moisés tinha o poder sobre as doenças.

Mates 8:1-3

Jesus semelhante a Moisés tinha o poder sobre as doenças.

Êxodo 7:14-21

Moisés fez seu primeiro grande sinal, com esse sinal, iniciou-se poderosamente o seu ministério, diante do povo.

João 2:7-11

Jesus semelhante a Moisés, transformou a água em vinho e o vinho no ministério de Jesus simboliza o sangue. Jesus semelhante a Moisés, com esse sinal, iniciou-se poderosamente o seu ministério, diante do povo.

Êxodo 10:22,23

Através de Moisés ouve trevas sobre toda a terra por três dias.

Mateus 27:45

Semelhante a Moisés através de Jesus ouve trevas sobre toda a terra, antes da morte foi de três horas. Da morte até a ressurreição, foram três dias, podemos entender que toda a terra estava em trevas e a luz da palavra de Deus estava somente com Israel, mas na ressurreição, que ocorreu no terceiro dia, (o que importa aqui é a semelhança, mesmo até nos dias e nas noites, simbolizando a luz nos dias e os três dias de trevas), a luz do evangelho é para todos.

Êxodo 12:1-13

Por ordem de Deus Moisés matou o cordeiro e o sangue do cordeiro foi por sinal para que o destruidor não entrasse nas casas dos hebreus.

João 1:29

Jesus semelhante a Moisés, mas sendo o cordeiro, o seu sangue foi por sinal para que o destruidor não venha tocar naquele onde o sangue é passado.

Êxodo 14:21,22;28-31

Moisés libertou o povo através do poder de Deus da escravidão do Egito.

João 8:36

Jesus semelhante a Moisés libertou o povo através do poder de Deus da escravidão do pecado.

Deuteronômio 18:18

Eu lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, porei as minha palavras na sua boca e ele lhes falará tudo o que lhe ordenar.

Jesus é esse em que o Senhor prometeu, Jesus é o messias, Glorias ao Deus eterno.

Daniel Filho

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Carta ao Apóstolo Paulo

Carta ao Apóstolo Paulo
 
Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Agência Missionária de uma certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Após algumas semanas, o Secretário da Agência escreveu-lhe esta carta, justificando porque não poderia aceitá-lo.

Ao pastor Saulo Paulo

Missionário Independente

Roma, Itália

Caro Irmão Paulo:

Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Agência como missionário na Espanha. Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos.

Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente. Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa.

Nossa Agência requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras. Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude. Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento.

Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas. É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Agência tenha folha corrida na polícia. O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo".

Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto. Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego. Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de uma certa idade.

Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática. Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.

O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes. Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus. O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz. O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo.

Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância. Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho. Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas. Seus sermões são muito longos.

Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida. O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte. A Agência prefere enviar somente homens casados aos campos missionários.

Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo. Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão? Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Agência de Missões. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.

Sinceramente,

O. K. Bessudo

Secretário da Agência de Missões
Autor: Anônimo
Tradução e adaptação: Jeremias dos Santos
COMIN - Correio Missionário Internacional

sexta-feira, 16 de junho de 2006

O Pai Nosso

O Pai Nosso

Que oração completa, plena. Tem tudo de que precisamos nela:

Pai nosso que estás nos céus... para lembrarmos que Ele é Pai, um Pai que se compadece dos Seus filhos. Para lembrar que quando oramos, estamos conversando com um Pai, pois a todos quantos receberam ao Senhor Jesus, Ele deu-lhes o poder de serem chamados Seus filhos. Que privilégio!

Santificado seja o Teu nome... para lembrar que Ele é Santo e perfeito nos Seus caminhos. Na mitra do sacerdote Dele, estava a placa de ouro: 'Santidade ao Senhor'. Portanto, devemos a Ele a santidade devida como Seus filhos, pois está escrito: Sêde santos como Ele é Santo.

Venha o Teu reino... para lembrar que o reino dele prevalecerá e jamais será destruído. Devemos orar para que o reino Dele venha aqui, onde, por enquanto, quem reina é outro. Para lembrar que Ele deseja que manifestemos em oração, que é nosso expresso desejo, ter aqui um outro reino, o Dele.

Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu... para lembrar que no céu, tudo é perfeito porque lá, a vontade Dele é feita. Para lembrar que a vontade Dele deve prevalecer em nossas vidas. Para lembrar que Ele nos deu exemplo no Getsêmani quando orou, dizendo: Pai, se possível, tira de Mim esse cálice, mas não seja como Eu quero, mas como Tu queres. Para lembrar que nesse mundo, nossa vida deve ser uma sucessão de Getsêmanis.

O pão nosso nos dá hoje... para lembrar que Ele é o Supridor, e nada nos faltará. Para lembrar a palavra: Fui moço e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado e a sua descendência a mendigar o pão. Para lembrar que o pardal é alimentado, e que valemos mais que pardais. Para lembrar que todo dia, devemos pedir o pão saúde, o pão presença, o pão graça, o pão Espírito Santo, o pão maravilhas, o pão salvação dos queridos, e o pão pão.

Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos a quem nos deve... para lembrar que, se não perdoarmos, também não seremos perdoados. Para lembrar que Ele nos pediu para sermos misericordiosos como Ele é Misericordioso, e amoroso como Ele é Amoroso.

E livra-nos da tentação e do mal... para lembrar que Ele venceu a tentação, e foi vencedor para nos dar o exemplo. Para lembrar que Ele quer nos livrar, não só do mal que está lá fora, mas daquele mal que está dentro de nós, do mal que podemos fazer a nós mesmos.

Porque Teu é o reino, e o poder e a glória... para lembrar e deixar bem fixado nas tábuas de carne de nosso coração, e na nossa mente esquecediça, que o poder que emana para que aconteçam maravilhas na igreja, é Dele, e que portanto, a Glória devida, também é Dele.

Amém... para lembrar que é assim que deve ser.

Pr. Sinval

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sexta-feira, 9 de junho de 2006

Palmadas Proíbidas

Palmadas Proibidas

Acabo de ler, eu, que nunca fui espancado, mas sempre levei uns bons tapas quando necessário, que foi aprovado um projeto de lei que proíbe aos pais dar palmadas nos filhos, sob quaisquer propósitos, ainda que de caráter pedagógico: o projeto é de 5 petistas. Não poderia ser diferente. Como foram apanhados com a boca na botija agora querem proibir qualquer tipo de punição a quem quer que seja, a começar pelas crianças: precisamos formar novos corruptos, transgressores da lei, pessoas que possam fazer o que bem entenderem tendo em vista que extintas as mínimas formas de punição o que adiantará proibir?

Indiretamente estamos voltando ao: é proibido proibir.

Possivelmente o próximo projeto venha retirar todos os marginais das prisões do país para que não fiquem traumatizados, serão proibidos quaisquer tipos de castigos ou punições: todos nós só teremos direitos.

É comum as pessoas reivindicarem seus direitos.

Lembrando Clarice Lispector: Porque há direito ao grito. Então eu grito.

Direitos humanos, direitos autorais, direitos da mulher, direitos trabalhistas, direitos lingüísticos, direitos do consumidor, direitos da criança, direitos, direitos e mais direitos.

E os deveres?

Alguém já ouviu falar no Instituto dos Deveres Humanos, ou na Faculdade de Deveres; deveres da mulher, da criança, do jovem, do idoso?

Na dúvida, entrei na Internet e fui atrás dos sites de busca. Talvez eu estivesse errado nos meus conceitos, ou pré-conceitos.

No Google, encontrei 19.700.000 fontes de consulta para o item "direitos" e somente 1.720.000 para "deveres".

No Cadê, encontrei 37.600.000 fontes de consulta para o item "direitos" e somente 759.000 para "deveres".

No Yahoo, 38.200.000 fontes de consulta para "direitos" e 780.000 sites para "deveres".

É importante frisar que, mesmo quando encontrei informações sobre "deveres", a palavra vinha acompanhada dos "direitos": direitos (em primeiro lugar) e deveres disso ou daquilo, desse ou daquele.

Não é à toa que alguns jovens, por exemplo, no colégio, só exigem. Exigem professores com paciência ilimitada, exigem tolerância nos seus atrasos, exigem tolerância nos esquecimentos na entrega de tarefas, trabalhos e pesquisas, exigem conceitos ou notas maiores do que aqueles que realmente fizeram por merecer. Esquecem-se porém de que não cumpriram seus deveres. Não estudaram, não pesquisaram, não ficaram atentos durante as aulas, não acordaram a tempo de ir para o colégio, não dormiram cedo para acordar cedo, não fizeram suas tarefas.

O que nossos petistas vão colocar em lugar das palmadas? Pagarão eles tratamentos especializados, como sugere a lei, para todos as crianças ditas problemáticas?

Não é à toa que alguns funcionários exigem maiores salários, melhores condições de trabalho, direitos trabalhistas, tolerância para suas faltas constantes e até incompetência. Mas não participam de cursos de reciclagem, não fazem nenhuma tarefa além do estabelecido em contrato, não procuram ficar algumas horas a mais ou trabalhar algum dia extra para compensar os dias perdidos.

Não poder dar umas palmadas, ou seja, não corrigir de uma forma um pouco mais contundente, quando as palavras não bastarem, é ajudar na formação de políticos que, como eles, assaltam a nação de forma desavergonhada e despudorada: talvez, se tivessem levado umas palmadas quando crianças, lembrar-se-iam delas quando fossem agir como estão agindo.

O presidiário matou, roubou, estuprou, corrompeu, aleijou, fez órfãos e viúvas que nunca mais verão seus entes queridos. Na prisão, durante os motins, queima colchões, destrói cozinhas, arrebenta tudo o que encontra pela frente, ou seja, não cumpre e nem cumpriu seus deveres. Mas, ao ficar na prisão, exige direitos: boas condições de higiene, comida da boa e na hora certa, colchões para dormir, visitas semanais. Eles têm ao seu lado os Direitos Humanos.

E os necessitados de transplantes de órgãos? Ficam nas filas exigindo seu órgão, forçando as autoridades, exigindo o direito de continuar vivendo? E eu pergunto: durante suas vidas, foram doadores? Doaram sangue? Propuseram-se a doar órgãos? Cumpriram o dever de cidadãos? Tenho certeza de que a maioria não o fez.

Onde estão os defensores dos Deveres Humanos?

Assim não dá .

É por isso que tudo está como está . Mas não consigo aceitar que "...é assim porque é assim".

Se todos cumprissem seus deveres, e fossem punidos com umas boas palmadas quando não o fizessem, não haveria necessidade de Defensores de Direitos de quem quer que seja.

É preciso mudar essa mentalidade. Não podem existir direitos sem os respectivos deveres. Não podem esses políticos, que nem bons exemplos dão para a nação, tirar o direito de nós, os pais, educarmos de acordo com nossas convicções, os nossos filhos: ninguém está defendendo espancamentos irracionais.

Sugiro que os cinco petistas sejam encaminhados a programas de proteção à população, tratamento psicológico, cursos e programas de orientação de como encaminhar melhor as coisas públicas - afinal, foram eleitos para tal - e deixem aos pais a educação de seus filhos.

Antônio Carlos Tórtoro
Presidente da Academia Ribeirão Pretana de Educação

Link para o artigo: http://www.reescrevendoaeducacao.com.br/modules/artigosenviados.php?a=visualizar&artigoid=5

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Um novo modismo evangélico

Um novo modismo evangélico

Eu estava no culto em que um pastor alardeou que obturações de ouro seriam dadas por Deus. Em instantes, as pessoas passaram a examinar umas às outras e pasmas, choravam afirmando que muitos dentes estavam divinamente restaurados. Presenciei um evangelista norte americano soprando – pretensamente como Jesus fez em seu ministério – e pessoas sendo jogadas no chão. Assustei-me com a trivialidade com que alguns pastores relataram seus encontros com anjos. Estupefato ouvi um novo modo de orar entre os evangélicos; as preces, agora vinham entrecortadas com ordens, exorcizando demônios. Inquietei-me com uma geração de evangélicos amedrontados com maldições e pragas. Imperativos que "amarravam" demônios me deixaram desassossegado.

A igreja evangélica brasileira é muito frágil teologicamente. Por isso sofre com os mais diversos modismos. Lembro-me que, em um congresso para líderes, fui desafiado a falar sobre qual seria a próxima moda que varreria a igreja nacional. Recordo-me que precedi minha palestra afirmando que primeiramente, seria necessário entender que as forças do mercado agem com muita força na elaboração teológica. Qualquer movimento vindo do exterior e que tenha sido bem sucedido lá, será copiado. As lideranças evangélicas querem achar o método que alavancará suas comunidades. Se uma determinado estratégia mostra-se eficaz no exterior, aqui dificilmente se questionará a teologia que a alicerça. Segundo, o brasileiro é culturalmente místico. Tendemos aceitar acriticamente propostas teológicas que promovam experiências sobrenaturais. O brasileiro fascina-se pelo mistério e pela magia. Afirmei naquela palestra também, que, como o mundo pós-moderno, a igreja busca estratégias de resultado imediato.

Acredito que os modismo não podem ser detectados com antecedência. Mas qualquer que seja a próxima onda, a igreja precisa estabelecer alguns princípios. Eles ajudarão que se embarque em novidades sem discernimento crítico.

A teologia da Cruz.

Paulo escreveu a sua epístola aos Gálatas, preocupado que houvesse acréscimos à cruz. Os fariseus convertidos queriam que, além da doutrina da redenção, se acrescentassem alguns preceitos essenciais ao judaísmo, como a circuncisão. Sua carta procurava enaltecer a total suficiência do sacrifício de Cristo. Ele acreditava que qualquer acréscimo à expiação de Cristo não apenas enfraquecia as bases do Cristianismo, como anulava-as. "Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo está desfeito o escândalo da cruz"– Gálatas 5.11.

Não seriam os movimentos de "Cura Interior" que se alastram nas igrejas evangélicas um enfraquecimento da doutrina do novo nascimento? Recebi de um leitor do Ultimato um formulário com quatorze páginas de um seminário de cura interior ministrado em várias igrejas pelo Brasil. O seminário é para cristãos que ainda carregam seqüelas do passado de pecado. A pessoa passa por uma longa sabatina, revolvendo toda a sua vida e procurando encontrar aberturas espirituais no passado que tragam maldições no presente. Buscam ser exaustivos e chegam às raias da paranóia. Indagam se a pessoa comeu cocada no dia em que se celebra Cosme e Damião, se os seus pais ou avós freqüentaram reuniões de cultos afro brasileiros. Querem saber se a pessoa sonha freqüentemente com "negros" em um flagrante preconceito que fere, inclusive a Constituição. Há encontros em que se praticam regressões até a vida intra uterina. Pede-se à pessoa que visualize o esperma do pai encontrando-se com o óvulo da mãe e que detecte sinais de maldição que tenha desdobramentos em sua vida presente. Mesmo aceitando que haja escolas da psicologia que advoguem a regressão como técnica terapêutica. Ela é inaceitável como prática espiritual. Não há como negar que uma pessoa convertida ainda pode carregar seqüelas emocionais, traumas psicológicos e até desequilíbrios psíquicos. Entretanto, é inadmissível que um cristão nascido de novo ainda necessite "quebrar" maldições de sua vida passada. A Bíblia contém inúmeros textos afirmando o contrário: "Não vos lembreis das cousas passadas, nem considereis as antigas...Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e de teus pecados não me lembro"- Isaías 43.18,25. "Pois perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei"- Jeremias 31.34. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres"- João 8.36. "E assim, se alguém está Cristo, é nova criatura, as cousas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo"- 2 Coríntios 5.17. Mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus"- Filipenses 3.13-14. Sessões de cura interior são inócuas para preservar qualquer pessoa espiritualmente, danosas na gestação de autênticos discípulos e um horror como cura psicológica. Alguém que se submeteu a uma sessão de "Cura Interior" corre o risco de entrar em uma paranóia espiritual e descobrir que continua sofrendo com seus traumas psicológicos, e pode facilmente se desesperar pois foi-lhe prometido que Deus a curaria instantaneamente.

O Evangelho Antropocêntrico.

Desde a Modernidade e com o apogeu do Iluminismo, homens e mulheres subiram em um pedestal. O mundo ocidental acredita que merecemos ser felizes e que tudo deve gravitar em torno de nos tornar plenos. Inclusive Deus. Devido a essa visão, aprendemos um conceito religioso egoísta. Entendemos como evangelho o anúncio de um Deus que nos faça bem. Que esteja ao nosso dispor. Assim, nossas preces se resumem a pedir. Queremos que nosso louvor seja agradável a nós mesmos. Compreendemos conversão como uma descoberta que nos fez mais felizes. Hoje, muitos evangélicos aprenderam a "reivindicar" direitos e "decretar" bênçãos. Recentemente vi um adesivo colado no vidro do carro de um crente que pedia: "Dê uma chance para Deus." Quem será que necessita de uma chance? Deus ou homens e mulheres que se rebelaram contra Deus que é amoroso e bom? Estarrecido, soube que há encontros evangélicos onde as pessoas aprendem a "liberar" perdão para Deus. É o cúmulo! Inverteram-se os papéis. Deus agora precisa ser perdoado? Urge voltar ao anúncio do Reino em que ele é Senhor Soberano e amorosamente estende sua graça para todos.

Atalhos.

Tanto as forças do mercado como a tecnologia pós moderna condicionam esta geração ao imediatismo. Acredita-se que tudo pode ser resolvido no estalar de dedos. As propagandas na televisão conseguem solucionar os problemas de limpeza de uma casa, garantem seguro médico, prometem férias felizes, dão-nos prestígio. Tudo em 30 segundos. Buscamos também resolver nossos dilemas espirituais em rápidos momentos de um culto. Infantilmente acreditamos que bastam alguns momentos de êxtase espiritual para subirmos os penosos degraus da maturidade cristã. Paulo admitiu que necessitava mais do que surtos de adrenalina espiritual: "mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado"- I Coríntios 9.27. Não há atalhos na escola de Deus. Nada substitui o discipulado. Nenhum método suplantaria a igreja como comunidade terapêutica. Experiências com Deus se acumulam com amargas derrotas e felizes triunfos. Dia a dia aprende-se a fidelidade de Deus. Devemos olhar com cautela ministérios que prometem que em um simples final de semana os imaturos serão transformados em líderes capazes. É potencialmente desastroso montar uma estrutura eclesiástica em técnicas tão velozes.

Os modismos são sinais dos tempos. Para não sermos levados por todo vento de doutrina, portemo-nos como os bereanos, conferindo com as escrituras todas as novidades que surgem no cenário religioso. Acreditemos que passarão os céus e a terra, mas a sua Palavra permanecerá.

Soli Deo Gloria

Pr. Ricardo Gondim Rodrigues

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