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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Que Presente Você Receberá?

No livro Crescendo na fé com Billy Graham, Grady Wilson escreveu o capítulo "Uma lágrima corajosa". Ele conta que foi com Billy Graham à Coréia, em 1951, e lá foram a um hospital cirúrgico para visitar enfermos. Um soldado fora ferido nas costas e estava deitado de bruços. Billy deitou-se de costas no chão, para poder falar-lhe, e perguntou ao rapaz se ele queria que Billy orasse por ele. O soldado aquiesceu, e Billy Graham orou por ele. Finda a oração, o rapaz disse: "Obrigado e feliz Natal, senhor Graham", e chorou. Uma lágrima caiu na bochecha do evangelista. Do lado de fora, Graham disse a Grady Wilson: "Esta lágrima é o melhor presente de Natal que eu ganhei".

Neste Natal haverá gente em hospitais, em velórios, no desemprego, na orfandade ou viuvez recente. Pais não darão presentes a seus filhos por falta de recursos (papai noel não se dá bem com pobres). Pessoas passarão o Natal na fila do SUS. Nas grandes cidades alguns passarão o dormindo nas calçadas ou revirando lixo em busca de algo para comer. Chocante? Deprimente demais para constar de uma pastoral no dia do Natal? Bem, somos cristãos, não somos? É justo pensarmos no nosso bem-estar e conforto, raiando ao desperdício, enquanto pessoas sofrem?

Haverá lágrimas de dor, de pessoas sofredoras. A dor não pára no Natal. Pelo contrário, o Natal a agrava. Mas haverá lágrimas de gratidão, como a do soldado por quem Billy Graham orou. Após ler esta história, eu me comovi. Decidi que nada compraria para mim, mas investiria o que comigo gastaria com alguém necessitado. Não estou apregoando virtude, mas estou contando até com vergonha, porque deveria ter pensado nisto antes. Foi preciso que o Espírito me incomodasse, mostrando meu egoísmo. Pequei, sendo egoísta, pensando apenas em mim e nos que amo, e que sempre têm algo. Deus me perdoe pela minha mesquinhez. Mas gostaria que alguém fosse abençoado por mim.

Neste Natal, presenteie um necessitado. Billy Graham recebeu uma lágrima de presente. Se ele fosse tão pequeno como eu, iria se guardar para passar o Natal com sua família, e não na Coréia, num hospital. Faça alguém feliz. Será um grande presente que você se dará, se tiver espírito cristão.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

sábado, 17 de dezembro de 2011

Mudaria o Natal, ou mudei eu?

O maior romancista brasileiro, Machado de Assis, era também poeta bissexto (pessoa cuja alma poética ressurge raramente; quem faz poesia de vez em quando). E escreveu um lindo soneto, que encerra com a seguinte pergunta: "Mudaria o Natal, ou mudei eu?".

Hoje responderíamos que na verdade nós é que mudamos todo o sentido do Natal. Mudamos toda aquela humildade e simplicidade maravilhosa de um menino nascendo no lugar mais desprezível da desprezível cidadezinha de Belém da Judéia. E um menino que era o próprio Deus encarnado. Mudamos toda aquela sensação no ar, da graça de Deus atuando, derramando amor sobre toda a humanidade. Mudamos toda aquela maneira santa e espontânea de festejar dos anjos e pastores.

"Não gosto do Natal", foi o que ouvi de um colega de trabalho em meados de um mês de dezembro. "Por que?", perguntei. "Porque é uma ocasião em que se vê muito fingimento", respondeu. E completou: "Pessoas que não se falam o ano inteiro, no Natal se abraçam e até se beijam, e depois só se falam novamente em uma outra data especial". Uma colega que estava na mesma sala disse: "O Natal sempre traz a mim, e ao meu filho, uma lembrança muito triste, pois foi quando me separei do meu marido, há seis anos atrás".

Esta atitude com respeito ao Natal não me surpreendeu. Boa parte das pessoas que, por exemplo, bebem muito no Natal, o fazem para esquecer fatos tristes do passado que lhes vêm à mente nessa data, ou bebem para relaxar e superar seus constrangimentos ao ter que relacionar-se com pessoas que não apreciam ou que não conhecem.

Creio que a explicação disso é que as pessoas criam uma expectativa errada a respeito do Natal. Pensam numa época mágica, em que tudo tem que ser alegria, harmonia, paz. Seria muito bom se os problemas escolhessem ocasião para acontecer, e que não fosse no Natal, mas sabemos que não é bem assim. Por outro lado, é uma atitude egoísta pensar que o Natal tem que representar apenas bem-estar pessoal.

Que tal "re-mudarmos" o Natal? Que tal considerarmos a sua verdadeira natureza e o seu verdadeiro objetivo? O Natal se originou no coração do Deus que ama, que perdoa, que não leva em conta o nosso pecado, mas deu o melhor que tinha, seu próprio Filho, em sacrifício por nós. É o Natal do Deus-homem que esvaziou-se de toda a sua glória pessoal para tornar-se um de nós, sofrer como nós, morrer por nós. A salvação é o dom maravilhoso do Natal, mas representou desprendimento, humilhação, dor e sofrimento. O Natal tem a finalidade de comemorar o amor que dá, não o amor que recebe; o altruísmo, não o egoísmo.

Que tal separarmos esse dia para a sincera adoração àquele a quem verdadeiramente pertence o Natal? Que tal dedicarmos esse dia a orações e ações de graças por tão grande bênção que Deus nos deu? Que tal empregarmos esse dia em humilde meditação sobre a nossa condição de pecadores perdidos e sobre o amor que Deus nos demonstrou, dando-nos o seu próprio Filho? Que tal recebermos esse maravilhoso e maior de todos os presentes que nos oferece na pessoa bendita de seu Filho?

E, então, mesmo que não sejamos poetas, ainda que bissextos, esse será para nós para nós um momento de intensa poesia, pois teremos a sensação de estarmos aninhados nos poderosos braços do Pai de amor, e seremos serenamente felizes.

Mudemos nossa expectativa e o Natal mudará!

Pr. Sylvio Macri
ADIBERJ

www.leiabiblia.webnode.com.br

domingo, 12 de dezembro de 2010

Natal: Nasceu o Salvador!

Esta é a época mais festiva do ano. Chegaram as férias escolares, aproximam-se os dias de reencontros familiares e ainda há outros que preparam sua viagem. Mas, qual é a relação de tudo isto com o Natal de Cristo? Para entendermos o real significado do Natal precisamos recorrer à Bíblia. A Palavra de Deus declara que Ele criou o Universo e todas as demais coisas.

O homem, a sua obra-prima, foi criado à sua imagem e semelhança. Deus estava em inteira comunhão com toda criação sua. Porém, a Bíblia também descreve que esta comunhão de Deus com a criação, especialmente com o homem, foi interrompida. A partir deste horrível momento não haveria mais perspectiva de vida senão pela promessa de Deus: eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo. As pessoas passaram a confiar nesta promessa. Era a única esperança que elas tinham de restabelecer a comunhão com o Criador. Por meio do pecado de Adão, toda a raça humana tornara-se afastada de Deus. Fomos todos condenados à morte espiritual, afastados da presença de Deus. Foi exatamente desta situação de separação que Cristo veio nos livrar. Entretanto, é preciso lembrarmos de que o ato do pecado foi cometido pelo homem. Esta, pois, foi a necessidade de Deus fazer-se homem, sem pecado, porém, para realizar o sacrifício de que o homem pecador e afastado de Deus era incapaz de realizar.

Lendo a história do nascimento de Jesus Cristo, conforme o texto de Mt 1.18-25, somos logo lembrados de que tal nascimento foi obra do Espírito Santo. O anjo que visitou Maria, lhe disse que o propósito da sua visita era o de que ela conceberia um filho por obra do Espírito, para restaurar toda a criação de Deus. O anjo também lhe disse que todo este acontecimento tratava-se do cumprimento da promessa de Deus anunciada pelo profeta: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e ele será chamado pelo nome Emanuel (que quer dizer: Deus conosco, Is 7.14. Portanto, o nascimento de Jesus Cristo é também compreendido como o nascimento do Salvador do mundo, restaurador de toda a criação de Deus. Desta forma, o Natal não possui outro significado senão a chegada de Cristo entre nós, redundando na nossa libertação do jugo da escravidão do pecado. Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Contudo, infelizmente, o comércio vem por longas datas entorpecendo a mente do povo cristão e das pessoas, acerca do real significado do Natal de Cristo. Este período de celebração cristã vem sendo convertido em oportunidade para se acumular dividendos. Não devemos ser radicais, ao ponto de nos negar às festividades diversas desse período, mas, não podemos perder o foco de que a festa e celebração fundamentais para nós cristãos é o nascimento de Jesus Cristo, Salvador do mundo. Nenhuma festa ou celebração terá motivo mais importante do que esse; se assim o for, não se trata do verdadeiro sentido do Natal. Quanto aos demais motivos festivos que giram em torno do Natal de Cristo, que são reunião da família, dos amigos, troca de presentes, confraternização e tudo mais, devem ser conseqüência da alegria que o povo cristão tem por crer e fazer parte do povo redimido e purificado pelo sangue do Cordeiro. Que neste Natal, Jesus Cristo seja o centro de sua celebração e comemoração do espírito natalino.

Rev. Adilson de Souza Filho

www.pilb.t5.com.br

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Verdadeiro Natal

"E, vendo eles a estrela, regozijaram-se muito com grande alegria. E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra." (Mt 2.10-11). Se dizemos "verdadeiro", é porque admitimos a existência do falso. Há tantas maneiras de se comemorar o Natal, que acaba perdendo o seu verdadeiro sentido. Mas queremos colocar em evidência o verdadeiro Natal.

Para muita gente, Natal é comercio: vender muito, ganhar bastante. É por isso que as lojas estão enfeitadas e pela televisão há propagandas de várias maneiras; cada um quer ser mais criativo do que o outro. As músicas natalinas ficam ecoando em nossos ouvidos. Poderíamos chamar a isso de o verdadeiro Natal? Estaríamos honrando a Deus? Estaria Jesus alegre com esse tipo de Natal? Responda o próprio leitor.

Para outros, o Natal é Papai Noel; e já se criou também a Mamãe Noel. Para as crianças, é alegria, porque esperam que o bom velhinho gordo, de barbas longas e brancas, lhes traga presentes. Se perguntarmos a uma criança o que é Natal, ela responderá exatamente isto, "Papai Noel". Que pena que nenhuma delas diz: "Natal é o nascimento de Jesus Cristo Nosso Salvador". Se não o dizem, é porque não lhes foram ensinadas as verdades bíblicas; não lhes contaram a verdadeira história do Natal. Elas não sabem adivinhar; dizem só o que aprendem. A responsabilidade recai sobre seus pais, e especialmente sobre seus guias espirituais, que também, certamente ignoram a verdade, ou não estão interessados em contá-la para a humanidade. Pobre mundo! Pois vive mergulhado nas densas trevas da ignorância! Então qual é o verdadeiro Natal?

Natal verdadeiro é a grande alegria de saber que é chegado o Desejado das nações, o Prometido dos profetas. Portanto não é a alegria provocada por coisas efêmeras, coisas transitórias, cuja duração só serve para endoidecer o homem. Alegria verdadeira é saber que os nossos pecados são perdoados, e que agora estamos vivendo uma nova vida. É saber que Ele voltará para nos levar para junto de Si. O Verdadeiro Natal é fazer como os magos, que meteram a sua mão no seu tesouro e deram para Jesus ouro, incenso e mirra. Quantos dos que festejam o Natal, fazem isto? Quantos sentem esta grande alegria? Quantos têm certeza de que serão levados para a Glória de Deus? Não basta dizer que Ele é o Salvador; mas dizer: ELE É O MEU SALVADOR!

O verdadeiro Natal é adorar a Deus em espírito e em verdade, como nos ensinou Jesus, em João 4.23; e também como fizeram os magos do Oriente. Infelizmente a palavra adorar perdeu o seu verdadeiro sentido, como por exemplo, dizer: "Eu adorei a comida; eu adorei o carnaval; eu adorei a viagem; eu adoro a minha namorada; eu adoro os meus pais" etc. Jesus disse a Satanás: "Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele servirás" (Mt 4.10). Jesus era Divino e os magos, pelo seu estudo, chegaram a esta conclusão e vieram de uma terra distante, exclusivamente para adorar a Jesus, e só a Jesus. Então, distinto leitor, é assim que você comemora o Natal? Contribui para o crescimento do Reino de Deus na terra? Adora Deus em espírito e em verdade? Se nada disto você faz, então não está comemorando dignamente o Natal de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Portanto faça uma reavaliação de sua fé.

Pr Timofei Diacov

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Noite de Paz

Aquela noite era diferente, era para todos participarem. Os anjos se revelando aos humildes pastores, que ao receberem a mensagem angelical, abandonam tudo para adorarem ao Salvador. Será que naquela noite não havia lobos para atacar as ovelhas? Sim, claro que havia, porém era a Noite de Paz, onde até o inimigo de nossas almas ficou sem ação naquela noite. Por quê? Porque nasceria Aquele que nos resgataria de todos os nossos pecados. Deus, naquela noite, calou o mundo, parou o tempo, a maldade e todas as coisas se curvaram ao nascimento do Rei, pois era a Noite de Paz.

Nós nem sabemos a data certa. Mas sabemos que antes do nascimento do Salvador Jesus existia um calendário e depois do Senhor Jesus passou a existir o novo calendário, anulando o outro, dividindo a historia em antes e depois de Cristo. Porque Jesus veio trazer uma Nova Vida para todas as nações, um Novo Tempo chegou naquela Noite de Paz.

É Noite de Paz, é Dia de Paz, quando Jesus nasce em nossos corações. O céu baixou até nós e não adianta comemorar o Natal se o verdadeiro sentido não existir, ou seja, o Nascimento do Senhor Jesus Cristo em nossos corações. Sim, a partir daquela noite Ele veio até nós, trazer-nos a Sua paz, a única Paz que satisfaz.

Aproveitemos o Natal para mostrarmos as pessoas que elas também podem ter as mesmas bênçãos que nós temos desde aquela noite, a noite especial do Nascimento do Salvador, a Noite de Paz.

Profª. Suely Pimentel Valentim Martins

www.pilb.blogspot.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

A quem enviar as cartas de natal?

Essa foi a noticia que nos chamou a atenção outro dia, em que os carteiros de Jerusalém haviam recebido tantas cartas endereçadas a Deus e ao Senhor Jesus, e não sabiam o que fazer com elas. O mais interessante é que havia cartas do continente africano, bem como de países do primeiro mundo, como a Itália e a Suíça, e até de países muçulmanos, como o Marrocos.

Diante de tal situação, o que fazer? O que fez milhares de pessoas crerem que suas cartas deveriam ser enviadas a Israel, especificamente a Jerusalém? A agencia de correios da cidade "santa" achou isso muito estranho, e não tendo como entregá-las a Deus as colocou no muro das lamentações.

Por outra parte, imaginemos as pessoas que enviaram estas cartas, os seus corações, os seus motivos, as suas crenças, as suas buscas, as suas esperanças. Pois, de certo elas descobriram que seus deuses não lhes têm de nada resolvido, e que de repente, o de Jerusalém poderia ser a solução. E nós, o que temos a ver com isso? Temos muito, pois somente através da ação missionária estas pessoas poderão saber que Deus também está em seus países, e é através de nossas orações e ofertas que elas serão alcançadas pelos nossos missionários.

Resta-nos orar para que aquelas cartas sejam respondidas, e que principalmente, aquelas pessoas possam conhecer o Salvador Jesus, e experimentarem da Sua Provisão, da Sua Presença e do Seu Poder, e possam escrever cartas àqueles que precisam conhecer do Amor de Deus.

Amados, oremos pelo mundo que ainda escreve cartas, e as destinam ao papai NoeI, aos ídolos da televisão, do esporte e do cinema, e a tantos outros que não podem dar solução, que de certo não perderão seu "precioso tempo" em lê-Ias, quanto mais a respondê-las, pois são incapazes de cuidarem de seus próprios problemas, os quais também necessitam do Salvador e Senhor Jesus Cristo, o Único que poderá responder e satisfazer o vazio do coração do homem.

No amor do Senhor Jesus,
Profª Suely Pimentel Valentim Martins

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Você já encontrou o Rei?

As pessoas estão preocupadas em encontrar muitas coisas: parentes, algo no comercio para este Natal, uma pessoa para compartilhar sua vida, e outras coisas mais. Existem algumas pessoas que viajam para a terra que chamam "santa", para verem o lugar que nasceu o Rei. Alguns aqui no Brasil chamam todos que não são rei de rei: é a "rainha dos baixinhos", o "rei da canção popular", o "rei do futebol", etc., e cada tempo surge mais um, pois, são tantos "reis" que nosso país deveria ser uma monarquia, mas não é.

Certa vez durante um show lotado do cantor Elvis Presley, um grupo de fãs levantaram uma enorme faixa com grandes letras que dizia: "Elvis is the King!" [Elvis é o rei!]. O artista, que fora criado no Evangelho, parou a musica, apontou para o grupo de fãs e disse: - "Abaixem esta faixa! Eu não sou o rei. Jesus Cristo é o Rei". [um exemplo que deveria ser seguido por muitos "cantores gospel" e "levitas" que estão por aí, que têm o "rei" na barriga].

E você? Já encontrou o Rei? O Rei já nasceu no seu coração? Você tem reverenciado na sua vida o Rei Jesus? Onde está o Rei?

Quando realizamos um culto de Natal, onde a palavra Natal significa nascimento, de quem estamos celebrando o nascimento? É do Rei Jesus? Ele está no centro de nossas atenções? Ele realmente tem sido o Rei de nossas vidas? Porque se nós ainda não tivemos um encontra com o Rei Jesus, se nossos corações ainda não pertencem a Ele, de nada adiantará as nossas comemorações, mesmo que viajemos para a cidade "santa", Jerusalém, pois o lugar santo é o lugar onde Jesus está, e este lugar é o nosso coração.

Não existe outro Evangelho. Na Bíblia aprendemos que o nosso Rei nasceu em Belém, viveu e morreu por nossos pecados, e ressuscitou e está a destra do Pai, aguardando a hora de voltar para buscar todos os salvos espalhados em todas as partes da terra. E Ele se torna o nosso Rei quando abrimos os nossos corações e o convidamos a entrar e fazer morada.

Façamos de Jesus o nosso Rei, dando-lhe o primeiro lugar em nossas vidas. Como Igreja, anunciem a Sua Salvação; vivam o Seu Amor, celebrem o Seu Nascimento através de nossas vidas, e com certeza muitos encontrarão o Rei, e o Senhor reinará em seus corações.

No amor do nosso Rei Jesus,

Profª. Suely Pimentel Valentim Martins
www.pibitupeva.rg3.net

domingo, 23 de dezembro de 2007

Cuidado com o Natal

No Natal relembramos o nascimento glorioso do Salvador. Todos deveriam se sentir felizes com essa relembrança. No entanto, na prática não é assim. Nesta quadra do ano muitos sofrem por causa do Natal. Que cuidados deveríamos tomar para que celebremos esta data com alegria?

Se a festa é de alegria devemos ter cuidado para não ficarmos tristes. Embora tenhamos no Natal motivo para ficarmos alegres, há pessoas que se entristecem. São pessoas que seguem o modelo de comemoração estabelecido pela sociedade pagã e sem Deus.

Essa sociedade coloca em nossa mente que Natal significa adquirir coisas. A TV diz que devemos comprar roupas, jóias, eletrodomésticos, carros, etc. As pessoas devem comprar todas estas coisas, não porque é Natal, mas pela necessidade de suprir a falta delas.

Além disto, o Natal serve até para falsas reconciliações. Há muitos que vivem às turras durante o ano, um presentinho qualquer conserta tudo nesta época, findo o Natal, as coisas voltam à estaca zero no relacionamento. Essas coisas entristecem o verdadeiro espírito natalino, que é alegria pelo nascimento de Jesus (Mt 1,18-25).

Cuidado para não ficarmos doentes é uma outra preocupação no Natal. Há pessoas que levam uma vida saudável durante o ano, quando chega esta época liberam geral no hábito de comer, por isso adoecem. As doenças surgem por causa da qualidade de alimentação que é acrescentada ao cardápio, atacando o aparelho digestivo.

Algumas sugestões alimentares são de países frios, quando os produtos são trazidos para cá, estamos em pleno verão de 40 graus, com o sol a pino, não há organismo que suporte. Por isso, avelãs, passas, nozes e bebida alcoólica, nem sempre caem bem no organismo. Não fique doente neste Natal.

Cuidado para não pecar deve ser outra preocupação de nossa parte. Os festejos do Natal no mundo sem Deus seguem o modelo de festas romanas em honra ao deus Saturno. Era uma festa promíscua, com muito sexo, comida e bebida.

A tudo isto, o mundo moderno chama de Natal. Devemos ter cuidado para não sermos contaminados pelo espírito mundano desse Natal. Qual seria a nossa atitude se alguém comemorasse o nosso aniversário triste, doente, e com pecado? Por certo não gostaríamos, nem Jesus em seu aniversário. Reflita! O Natal é alegria, não é tristeza.

Pr. Antonio Carlos de Lima

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Porque não gosto do Natal

Sou cristão, mas não gosto do Natal.

Não gosto do Natal porque é aquela época em que a solidariedade se transforma numa obrigação, cumprida sem o sentimento que deveria alimentá-la. Por isso, os orfanatos podem se encher de presentes, geralmente velhos e quebrados, e os hospitais podem ver trocado o perfume dos seus corredores e repletas de maçãs as mesinhas de cabeceira dos internos e os asilos podem se encher de netos, reais ou postiços, e lembranças materiais, sem que os gestos sejam filhos da verdadeira solidariedade, aquela que jamais nasce da culpa.

Não gosto do Natal porque é aquela época em que a fraternidade se transforma numa espécie de abertura geral do carnaval seguinte, com luzes fortes, decorações bonitas e mesas belamente compostas. Por isso, a música pode tocar no volume que se quiser, as gargalhadas podem ultrapassar os salões e os cumprimentos podem ser ruidosos, sem que ali estejam irmãos verdadeiros, cujo interesse desinteressado um pelo outro se manifesta sem que se tenha à mão um calendário.

Não gosto do Natal porque é aquela época em que a generosidade se transforma na espera, por vezes ansiosa, do que se vai receber, o que aniquila completamente o espírito do dom. Por isso, é legítimo duvidar que os presentes sejam dádivas, porque desde cedo se aprende a esperar o presente que, no dia seguinte, será posto na rua para a contemplação dos vizinhos, numa concedida auto-invasão de privacidade, numa exibição mórbida das possibilidades financeiras de quem deu e recebeu, numa afirmação cabal de que ter é semelhante a ser.

Não gosto do Natal porque é aquela época em que aqueles que não participam das festas gordas podem ampliar no coração o abismo que separa sua realidade do nada ou pouco ter da realidade do tudo ou quase tudo ter. Por isso, é honesto perguntar se a grande festa da humanidade não foi transformada numa afirmação de que as diferenças não existem e que não devem ser superadas, uma vez que fica a impressão de que toda mesa tem, ignorando-se que umas têm demais, outras têm pouco e outras simplesmente não têm.

Também não gosto do Natal porque, para preservar a minha vida, não devo sair tranqüilo com minha família por ruas, avenidas e estradas, obrigado a me refugir dos volantes bêbados.

Igualmente não gosto do Natal porque, para preservar a razão, não devo sair pelas manjedouras e convidar todos os pobres para participar do meu banquete, de carnes nobres e bebidas fartas.

Do mesmo modo não gosto do Natal porque, em nome do bom-senso, não devo usar nas festas de famílias a mesma roupa com que vou trabalhar todos os dias.

Definitivamente, porque sou cristão, não gosto do Natal, um aniversário muito esquisito: o aniversariante não comparece e seu nome raramente é mencionado.

Porque sou cristão e não gosto do Natal, reconheço que ele é a oportunidade da vivência das utopias da solidariedade, da fraternidade e da generosidade e da inclusão. Reconheço e espero que elas sejam postas em prática.

Porque sou cristão e não gosto do Natal, reconheço que ele é a oportunidade da lembrança da vida dAquele que nasceu para que essas utopias fossem possíveis. Reconheço e espero que essa lembrança ilumine mais as vidas do que as lâmpadas dos arcos das ruas e dos castiçais das casas.

Porque sou cristão e não gosto do Natal, não posso esquecer a parábola de Dostoievsky: um homem apareceu numa cidade e se pôs a ensinar a verdade, a pregar o Evangelho e a curar. Sua verdade contrariava a verdade dos que se achavam cristãos. Seu evangelho contrariava o Evangelho dos que se achavam evangélicos. Sua cura contrariava o cânone estabelecido da razão.

Para não pôr em risco a segurança da comunidade, foi preso. À noite, a autoridade maior da cidade foi visitá-lo. Abriu os ferrolhos da cadeia e mandou que fosse embora. O prisioneiro tentou argumentar que era Jesus Cristo. A autoridade maior não mudou sua decisão:

- Eu sei que o senhor é Jesus Cristo, mas nós vivemos muito bem sem o senhor. Por favor, não nos atrapalhe.

Eu queria um Natal em que o aniversariante atrapalhasse a festa, feita (sic!) em Seu nome.

Israel Belo de Azevedo

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sábado, 16 de dezembro de 2006

O Natal declara reconciliação

O Natal declara reconciliação
 
Perdão é o maior presente que podemos receber e oferecer

O pecado fez o homem morrer para Deus: No dia em que dela comeres, certamente morrerás (Gn. 2.17). É isto o que a traição faz, faz com que os grandes amigos morram um para o outro e vivam em inimizade. O pecado fez Deus romper com o homem, e este com Deus. Tornou-se impossível o relacionamento entre eles, distanciando-os e separando-os. Com isto, o homem foi expulso por Deus do "Paraíso" e, por sua vez, expulsou Deus da sua vida e do seu coração.

Com esta inimizade que passou a existir entre o homem e Deus - Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus (Rm. 8.7); Qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tg. 4.4) -, os relacionamentos humanos também foram abalados e se tornaram doentios, passando a haver inimizade mútua, desavenças, ódio, traições, rompimentos.

Embora o amor divino desejasse reatar o relacionamento e perdoar, a justiça impedia exigindo julgamento e punição, afinal, o homem foi quem tomou a iniciativa de desobedecer a Deus, de ofendê-lo, de rebelar-se contra ele, transgredir sua lei, tornando-se assim passível de juízo.

Da sua parte, porém, o homem jamais seria capaz (uma vez envenenada a sua natureza) de voltar-se para Deus arrependido em busca de perdão e reconciliação. Foi Deus, o ofendido, quem tomou a iniciativa de vir até o ofensor, na pessoa de Jesus, para acabar com a distância que os separava, reconciliar e restabelecer a comunhão perdida, oferecer o perdão e, conseqüentemente, a volta ao "Paraíso" com a única condição de que o homem lhe devolvesse o coração. É isto o que nos anuncia o Natal - a chegada do perdão, da reconciliação, da salvação. Ele nasceu para nós, para que pudéssemos renascer para Ele.

Mas como satisfazer o amor - que desejava perdoar - e a justiça - que exigia juízo -, respectivamente, sem pender para um ou para o outro lado sem que Deus se tornasse injusto ou cruel? Houve um plano, estabelecido pelo próprio Deus, onde Ele receberia em si mesmo a punição devida ao pecado humano para satisfazer assim sua justiça e demonstrar seu amor.

Então, na pessoa de Jesus, veio Deus com seu infinito amor estabelecer a sua justiça. Veio para, em si mesmo, receber a punição que era devida ao homem, pois o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Deste modo, foi feito a justiça e o amor divino. Este é o sentido da vinda e morte de Cristo na cruz; ele estava demonstrando sua justiça e seu amor. Ele se propôs a receber o castigo que nos era devido para satisfazer a justiça e em amor poder nos oferecer o perdão. É isto o que nos anuncia o Natal - a chegada do amor e da justiça divina. Ele veio para morrer por nós, para que pudéssemos viver com Ele.

Mas o homem precisava ser informado de que a justiça de Deus fora satisfeita, de que ele continuava a amá-lo, de que havia sido mediado o perdão, a reconciliação. Não bastava realizar a propiciação, era necessário fazer chegar ao homem esta Boa Nova. Era preciso procurar o ofensor para dizer-lhe que o perdoara, que o aceitara de volta, era mister proclamar este ato divino. Este é o sentido do Evangelho - a proclamação das Boas Novas de Deus ao homem, informando que já não precisa mais haver inimizade e separação. O Natal nos anuncia o Evangelho.

E um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor os cercou de resplendor; pelo que se encheram de grande temor. O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor (Lc. 2.9-11.)

Pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação (2Co. 5.19.) Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade... e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto (Ef. 2.14,16,17).

Levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados (1Pe. 2.24). Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida (Rm. 5.10). Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus (Col. 1.20).

Se a vinda de Jesus a este mundo anuncia e mostra que Deus procurou o homem, seu ofensor, para possibilitar e oferecer-lhe perdão, reconciliá-lo consigo, trazê-lo de volta, desfazer a inimizade existente, reatar o relacionamento e a comunhão rompida pelo pecado, e sem que este merecesse ou desejasse, este é o sentido da graça. O Natal nos anuncia e declara a graça divina.

Então, se o Natal significa, declara e anuncia tudo isto - amor, justiça, perdão, reconciliação, renascimento, Evangelho e graça - deveria ser assim comemorado e festejado. Aliás, a oferta do perdão de Deus a nós, por meio de Jesus, exige da nossa parte que ofereçamos perdão aos nossos ofensores. Jesus nos ensinou a perdoar perdoando para que pudéssemos aprender a fazer o mesmo. Seu perdão nos capacita a perdoar.

Natal deveria ser assim entendido e comemorado, pois, uma vez que fui procurado por aquele que eu ofendi para ser perdoado sem que merecesse ou desejasse, não posso me omitir de procurar aqueles que me ofenderam para oferecer-lhes perdão, ainda que não mereçam ou desejem. Deveria ser o momento de anunciar a Boas Novas, de decidir pôr fim às inimizades, restaurar os relacionamentos quebrados e reconciliar.

Natal fala da chegada do perdão de Deus ao homem, conseqüentemente, deste ao próximo. Fala de ofendidos que tomam a iniciativa de perdoar; fala da graça, da justiça e do amor. Jamais deveria ser comemorado pelos que ainda abrigam ódio no coração, desejo de vingança, inimizades. Que ainda têm relacionamentos rompidos e não reatados, mesmo que seja por iniciativa do ofendido, e apesar do ofensor e da ofensa cometida.

Natal fala de nascimento e de renascimento; nascimento da esperança, do perdão, da restauração, da reconciliação, da alegria, da comunhão; renascimento das amizades e relacionamentos que um dia tiveram fim. Renascimento daqueles que um dia morreram para nós.

Permita, portanto, nesta data, àqueles que um dia 'morreram' para você, que um dia foram 'expulsos' da sua vida, que se separaram de você, renasçam e recebam o seu perdão. Deixe aquele que nasceu para os que estavam mortos para ele, viver em seu coração.

Saiba que a maior prova de que Jesus nasceu para você está na capacidade que você tem de perdoar. Ninguém que tenha recebido dele o perdão será capaz de negar perdão. Se negarmos o perdão, não temos direito de sermos perdoados. Perdão é a principal característica do pecador regenerado; falta de perdão é a principal característica do pecador não regenerado. Se Deus nos perdoa não temos porque negar perdão, caso contrário, jamais poderemos orar dizendo: E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores (Mt. 6.12).

Aquele que veio para nos oferecer perdão foi quem afirmou categoricamente: Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas (Mt. 6.14-15).

Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete. Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
(Mt. 18.21-35.)

Perdão é o maior presente que podemos receber. Perdão é o maior presente que podemos oferecer. Então, você espera receber algum presente neste Natal? Pretende oferecer algum? Como vai comemorá-lo neste ano? Não se esqueça do aniversariante, não se esqueça de incluí-lo nos seus planos!

Jair Souza Leal
Pastor auxiliar na Igreja Batista Memorial do Industrial. Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica das Assembléias de Deus. Pedagogo em formação - PUC/MG. Professor de Introdução à Bíblia no Instituto Teológico Quadrangular
 
A Bíblia só foi traduzida para 2.426 das 7 mil existentes línguas faladas no mundo.
Precisamos nos apaixonar novamente pelas Sagradas Escrituras!

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