Mostrando postagens com marcador Carnaval. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carnaval. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval é alegria?

O carnaval tornou-se uma festa tão grande e tão popular, que as pessoas passaram a aceitar tudo o que se fala sobre ele como verdade indiscutível. E uma dessas afirmações é que se trata de uma manifestação de pura alegria. Porém, os que somos crentes no Senhor Jesus duvidamos dessa afirmação. Para nós, ela não resiste a três questionamentos básicos:

Pode ser verdadeira uma alegria que dura apenas quatro dias?

Esta questão é freqüentemente colocada pelos próprios compositores carnavalescos nas letras dos seus sambas, como, por exemplo, Vinicius de Morais na frase "prá tudo se acabar na quarta-feira", da famosa música "Manhã de Carnaval". Por que as pessoas têm que esperar um ano inteiro para estar alegres novamente? Ora, a verdadeira alegria dura o tempo todo.

Por que uma festa pretensamente alegre traz tanta tristeza e desgraça?

Após o carnaval os jornais publicam aquelas estatísticas horrorosas, mencionando um número enorme de pessoas mortas (quase sempre assassinadas), feridas ou desaparecidas em meio à festa. Isto sem falar nos incidentes provocados pelas bebedeiras, crimes sexuais, adultérios, separações de casais, promiscuidade sexual, drogas, etc. Há os que se aproveitam das máscaras para cometer homicídios e outros crimes. É isto alegria verdadeira? Parece mais uma festa macabra. A verdadeira alegria produz vida e não morte ou desgraça.

Para ser verdadeiramente alegres precisamos ser libertinos?

O carnaval se caracteriza pelo desregramento e pela desordem. As mulheres ficam quase, se não totalmente, nuas, os homens se vestem com roupas femininas e todos se embebedam ou se drogam. O sexo é praticado livremente e o desrespeito às mínimas regras de cidadania é geral. Em outras palavras, vale tudo, porque é carnaval. A verdadeira alegria, porém, é pacífica, ordeira e promove o bem, a paz e a harmonia, e não a libertinagem desenfreada. A verdadeira alegria é dom (presente) do Pai e está em Jesus, seu Filho, e não no deus Momo. É fruto do Espírito Santo (Gl.5:22).

É comum as pessoas pensarem que o crente em Jesus é uma pessoa sisuda, de cara fechada, sem alegria. Alguns chegam a criticar os evangélicos, afirmando que eles praticam uma religião triste. Nada, contudo, é mais enganoso que essa idéia. Os crentes em Jesus são um povo muito alegre, e a prova disso é que estão sempre cantando; cantam até nos enterros. É verdade que alguns parecem estar sempre de mau humor, pois ainda não aprenderam que a alegria deveria ser parte do fruto do Espírito Santo em suas vidas, mas estes são minoria.

Temos muitas razões para ser alegres, e a primeira, e maior delas, é sermos livres das obras da carne, como diz Gálatas 5. Há maior alegria que ter sido escravo e ter sido libertado? Entretanto, há outras razões. Uma das experiências que mais trazem alegria ao ser humano é ser perdoado sinceramente pela pessoa contra quem tenha cometido uma falha. Pois Deus nos perdoou de tudo o que nós fizemos contra a sua vontade e contra as suas leis. Outra fonte de alegria é a ausência de preocupações, ansiedade, medo e insegurança. Quando estas coisas não nos afetam temos razões para estarmos alegres. Pois o crente está livre de todas elas quando crê na misericórdia de Deus e aceita a sua vontade.

O problema é que as pessoas confundem alegria com bebida, música mundana, dança, agitação. Isto tudo há no carnaval, mas infelizmente ele não produz, como fruto, a verdadeira alegria. É uma atividade que se enquadra perfeitamente naquilo que a palavra de Deus diz: "Não participeis das obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as; pois é vergonhoso até mesmo mencionar as coisas que eles fazem às escondidas" (Ef.5:11,12).

As obras das trevas, obras satânicas, que nunca produzem bons frutos, são caracterizadas por atos praticados sob disfarce ou em segredo, tão condenáveis que dá vergonha só de falar neles. Os crentes em Cristo não devem participar delas nem envolver-se com elas de maneira que isso possa ser visto como uma aprovação ou uma concordância, por mínima que seja. Mais que isto: os filhos de Deus, sendo filhos da luz, devem condenar francamente essas obras, expressar claramente sua discordância delas.

O carnaval sempre foi uma festa de mascarados e travestidos, de gente que se disfarça para dar vazão aos seus mais baixos instintos. Eles próprios admitem, e até defendem, que se trata de uma ocasião propícia para fazer tudo aquilo que está reprimido na sua intimidade, e que normalmente seria condenável, mas nesses dias é aceito pela sociedade. O carnaval só produz frutos podres, e, portanto, nossa posição quanto a ele é não somente de não participação, mas também de franca condenação.

Pr. Sylvio Macri
Pastor da IB Central de Oswaldo Cruz-RJ

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A criança e o Carnaval

Num Estado onde existe o maio vários blocos carnavalesco, grandes escolas de samba, é praxe entre as várias escolas públicas ou particulares formar seu bloco e cair na folia. Aliás, este procedimento também ocorre nas festas juninas, nas quais muitas escolas decoram suas salas com adereços alusivos às festas. Inclusive, algumas escolas obrigam o aluno a participar de tais festas como parte do currículo escolar, sob pena de perda de pontos. O aluno deve não apenas participar dos grupos, como se caracterizar para a festa.

Ocorre que no meio das festas estão os alunos cristãos. E aí a coisa complica, porque tais pais, não sabendo dos direitos que têm, imaginam que poderão sofrer retaliações e liberam com resignação seus pupilos. Eu pergunto: É lícito ao pai cristão deixar suas crianças brincar Carnaval?

Analisando as origens de tal festa, primeiro pagã, depois católica, não temos dúvidas que o cristão, não apenas o adulto, não deve participar de tal festa. É mundana, devassa, corrompe a alma, destrói os relacionamentos, pois baseia-se na licenciosidade. É fora de dúvida sua inspiração maligna. Chegaríamos a esta conclusão sob qualquer prisma. E não é necessário ser cristão para não gostar dela.

E com as crianças? Bem, as crianças também são salvos. São nossos filhos a quem devemos ensinar valores e o Carnaval não se enquadra, nem de longe, no quesito. O que fazer? Saiba que você está resguardado de qualquer ação que vá de encontro à sua liberdade e à de seus filhos pela Constituição de nosso País, tanto quanto um aluno islâmico, numa escola pública ou privada, não confessional (aliás, até elas devem se submeter, apenas duvido que seja uma situação possível), pode se recursar a recitar o Pai Nosso.

A escola tem o direito de fazer o bloco, mas não pode obrigar seu filho a participar dele, nem subtrair pontos por causa de sua ausência. A obrigação do aluno é com a sala de aula e com o aprendizado. A menos que você ache bonitinho sua fantasia?! É isso que você vai deixar de mais precioso para seu filho?

Para os cristãos em folia, eu lamento que tão depressa vocês hajam se distanciado do objetivo da graça de Deus. Se querem sambar, que seja, mas não por serem cristãos, mas porque na dureza do coração não percebem que tais práticas dizem respeito ao velho homem, que deve estar crucificado. Ou Cristo ou o velho homem. Sem negociatas, nem meio-termos. O mais não vem de Deus!

Professor Evangelista

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sem máscara

Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (II Co 3:18)

Apesar de estar em outro contexto, este versículo é apropriado para uma reflexão sobre a relação do crente com o carnaval. Paulo está dizendo, em outras palavras, que o crente em Cristo Jesus não usa máscara, não usa disfarce, pois tendo uma experiência poderosa com Deus através da fé em Jesus, tornou-se uma pessoa liberta de tudo aquilo que a impede de viver em comunhão com o Senhor e com seu semelhante; uma pessoa livre dos vícios e das paixões mundanas; uma pessoa vivendo em plenitude de vida, em paz com Deus, com o próximo e consigo mesma.

Alguém assim pode mostrar a sua face livremente, pois reflete a presença gloriosa de Jesus em seu coração, e os que estão em volta percebem nele a existência da resplandecente luz, que é o próprio Jesus. Tanta luz, evidentemente, não permite, não admite, nenhuma comunhão com as trevas infernais que imperam no carnaval. Trata-se de um violento contraste com a necessidade que têm os carnavalescos de se mascararem e se fantasiarem, exibindo algo que de fato não são.

Apesar de todo brilho dessa festa, até os próprios carnavalescos sabem que tudo é falso, que tudo é máscara. Afinal foram eles mesmos que compuseram várias músicas dizendo exatamente isto. A falsidade do carnaval mostra-se não só nas máscaras, disfarces e fantasias, mas também na ilusão de uma alegria que dura poucas horas, na perda de coisas preciosas como a pureza do sexo, a relação familiar, e muitas vezes na perda da própria saúde ou da própria vida.

É impossível imaginar uma pessoa cada vez mais parecida com o Senhor, como diz o versículo, envolvida com o carnaval. Pelo contrário, à medida que o crente é dominado pelo Espírito, vai sentindo um nojo crescente por essa festa, a ponto de não suportar nem sequer ver a sua propaganda na TV; a ponto também de não ter nenhum prazer em ouvir colegas de trabalho, parentes ou vizinhos falarem sobre o assunto.

Meu irmão, examine bem o seu coração: você sente alguma atração, ainda que mínima pelo carnaval? Veja bem se não está perdendo a sua semelhança com Jesus.

Pr. Sylvio Macri
IB de Oswaldo Cruz - RJ

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O papel da Igreja durante o Carnaval

Epêneto era o presbítero responsável pela Igreja em Roma, desde que Priscila e Áquila tiveram que deixar a cidade em busca de novos campos missionários. Epêneto foi um dos primeiros a se converterem através do trabalho realizado por Paulo nessa cidade.

Aquela Igreja era muito ativa, sempre aberta a acolher as pessoas. Quando havia algum cataclismo, fome ou guerra, os cristãos se mobilizavam para socorrer as vítimas. Por causa de seu envolvimento com a dor humana, ganhou a simpatia de todos, inclusive de funcionários do palácio de César.

Num belo dia, ouviu-se o clangor do clarim. Todos se reuniram para ouvir o que o mensageiro do império tinha para anunciar. Em duas semanas, o exército romano estaria chegando de uma campanha militar bem-sucedida. O próprio César o receberia com uma Parada Triunfal, que seria seguida de um feriado prolongado dedicado aos deuses Marte e Saturno, também conhecidos como Apolo e Baco, divindades da guerra e do vinho, respectivamente. Seria uma grande festa, regada a bebidas alcoólicas e todo tipo de luxúria. A população sairia às ruas para assistir ao desfile das tropas romanas, dando-lhes boas-vindas, e assistiriam à execução de milhares de prisioneiros. Ninguém trabalharia naqueles dias.

Epêneto ficou preocupado com a notícia. Qual deveria ser o papel da Igreja durante essa festa pagã? Ainda inexperiente como líder, reuniu alguns dos mais antigos membros da Igreja para discutir o que fazer.

Um deles, chamado Narciso, pediu a palavra e deu sua sugestão:

- Amados no Senhor, por que não aproveitamos o ensejo para promover um desfile paralelo, onde demonstraremos ao mundo a nossa força, revelando a todos nossa lealdade ao Rei dos reis, Jesus Cristo? Podemos até copiar algumas de suas canções, adaptando-as à nossa fé. Em vez de exibirmos prisioneiros, exibiremos testemunhos daqueles que foram salvos. Vamos montar nosso próprio bloco, quer dizer, nossa própria parada triunfal. Pode ser uma grande oportunidade evangelística.

Epêneto, depois de algum tempo pensativo, respondeu:

- Caro Narciso, a idéia parece muito boa. Porém, quem ouviria nossa voz durante os momentos de folia? Nosso modesto bloco se perderia no meio de toda aquela devassidão. Ademais, a maioria das pessoas estará embriagada, incapaz de entender nossa mensagem. Também não estamos preocupados em dar uma demonstração de força. Jesus disse que nosso papel no mundo seria semelhante à de uma pitada de fermento, que de maneira discreta, sem chamar a atenção para si, vai levedando aos poucos toda a massa. Por isso, acho que sua idéia não é pertinente. Quem sabe em gerações futuras, haja quem a aproveite?

Levantou-se então Andrônico, que gozava de muito prestígio por ser parente de Paulo, e sugeriu:

- Amados, durante o Desfile Triunfal e as Saturnais, a situação espiritual da cidade ficará insuportável. Divindades pagãs serão invocadas, orgias serão promovidas em lugares públicos à luz do dia. Não convém que estejamos aqui durante essa festa da carne. A melhor coisa a fazer é nos retirarmos, buscarmos um refúgio fora da cidade, e aproveitamos esse tempo para nos congratularmos, sem nos expormos desnecessariamente às tentações da carne.

Todos acenaram com a cabeça, demonstrando terem gostado da idéia. Já que seria mesmo feriado, ninguém precisaria trabalhar. Um retiro parecia a melhor sugestão.

O velho presbítero ficou um tempo em silêncio, meditando. Todos estavam atônitos esperando sua palavra, quando mansamente respondeu:

- Irmãos, não nos esqueçamos de que somos o sal da terra e a luz do mundo. Se no momento de maior trevas nos retirarmos, o que será desta cidade? Por que a entregaríamos ao controle das hostes espirituais das trevas? Definitivamente, nosso lugar é aqui. Não Precisamos de exposição, como sugeriu nosso irmão Narciso, nem de fazer oposição à festa, retirando-nos da cidade, como sugeriu Andrônico. O que precisamos é estar à disposição para acolher aos necessitados, às vítimas da violência, aos desassistidos, aos marginalizados. A propósito, não temos estado sempre disponíveis para atender as pessoas durante as tragédias que tem abatido o império? E o que seriam tais desfiles, senão tragédias morais e espirituais? Saiamos às ruas, mesmo sem participar da folia, e estendamo-los as mãos, em vez de apontar-lhes o dedo, oferecendo compaixão em vez de acusação, amor em vez de apatia. Que as casas que usamos para nos reunir estejam de portas abertas para receber quem quer que seja, e assim, revelaremos ao mundo Aquele a quem amamos e servimos. Afinal, o Reino de Deus se manifesta sem alarde, sem confetes, sem barulho, mas perturbadoramente discreto.

Depois dessas sábias palavras, ninguém mais se atreveu a dar qualquer outra sugestão.

Parábola escrita por Hermes Fernandes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval: Isso não é para quem é cidadão do Céu

Mais uma vez o Brasil se prepara para o Carnaval e reafirma a entrega do mundo ao maligno e afronta o único e verdadeiro Deus. A festa mais popular do Brasil, o Carnaval, originalmente, era festa popular oriunda de ritos e costumes pagãos.

Caracteriza-se pela alegria falsa e pela eliminação da repressão e da censura, da liberdade de atitudes eróticas. Como espelho de uma sociedade decadente e dominada pelo misticismo, tornou-se uma festa religiosa onde os sambas enredo, na maioria, glorificam os deuses pagãos, entidades e orixás. Todo o desejo da carne se torna lícito, toda repressão e censura devem desaparecer.

Veja o que a Bíblia diz sobre quem e o que devemos imitar: "Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Co 4.16); "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (1Co 11.1); "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados" (Ef 5.1); "Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam" (Fp 3.17); "E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo" (1Ts 1.6); "Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que, na Judéia, estão em Jesus Cristo; porquanto também padecestes de vossos próprios concidadãos o mesmo que os judeus lhes fizeram a eles" (1Ts 2.14); "Para que vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência, herdam as promessas" (Hb 6.12).

O caminho do cristão é inverso: ao encontrar com Cristo quem se converte ao Senhor passa pela experiência do arrependimento e começa a viver uma vida de alegria que não se resume a quatro dias.

Amado, fique com a certeza de que Jesus veio ao mundo para destruir as obras do Diabo (1Jo 3.8).

José Ricardo Pimentel
Pastor da PIB Nova Jerusalém, Rio de Janeiro (RJ)

www.pilb.blogspot.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Carnaval: A Festa Da Carne

A palavra carnaval vem do termo "carnevalle" (no dialeto milanês, "o tempo em que se tira para o uso da carne".). Ela é sinônimo de uma festa onde todo o desejo da carne é considerado realizável. Ao longo dos séculos tem sido o carnaval uma festa onde a liberação dos desejos carnais proporciona todo o tipo de pecado. O carnaval é uma mascara para os participantes se entregarem a todo o tipo de perversidade sob o lema: neste dia vale tudo.

O Primeiro Centro do Carnaval foi no Egito. Dez mil anos antes de Cristo, homens, mulheres e crianças se reuniam no verão com os rostos mascarados e os corpos pintados para espantar os demônios da má colheita. As origens do carnaval têm sido buscadas nas mais antigas celebrações da humanidade, tais como as Festas Egípcias que homenageavam a deusa Isis e ao Touro Apis.

Os gregos festejavam com grandiosidade nas Festas Lupercais e Saturnais a celebração da volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. Na Pérsia, festas da deusa da Fecundidade Naita e de Mitra, deus dos Pastores. Na Fenícia, Festa da deusa da Fecundidade Astarteia. Em Creta, festa da Grande Mãe, deusa protetora da terra e da fertilidade, representada por uma pomba. Na Babilónia, as Sáceas, festas que duravam cinco dias e eram marcadas pela licença sexual e pela inversão dos papéis entre servos e senhores, e pela eleição de um escravo rei que era sacrificado no final da celebração. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia. Na Grécia havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega, Dionísio era o deus do vinho e das orgias ou Bacanal. "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração.

O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a Dioniso na Grécia, no século VII a.C. e, termina, quando a Igreja Católica adota, oficialmente, o carnaval, em 590 d.C. e adquire as suas características básicas, na Renascença. Termina no século XVIII, quando um novo modelo de carnaval (pós-moderno) começou a delinear-se.

Um outro centro do Carnaval fixou-se nas cidades de Nice, Roma e Veneza e passou a irradiar para o mundo inteiro o modelo de carnaval que ainda hoje identifica a festa, com mascarados, fantasiados e desfiles de carros alegóricos e que muitos autores consideram o verdadeiro carnaval. As características deste carnaval dito "cristão" (católico) é constituído pelo uso de costumes e práticas que fora dele são considerados pecado.

A origem do carnaval no Brasil

O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já era acentuado no país por causa da influência francesa. Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.

O deus do Carnaval

De origem greco-romana, Momo é a figura mais tradicional do carnaval. Segundo consta a lenda, ele foi expulso do Olimpo, habitação dos deuses, por causa de sua irreverência. Nas festas de homenagem ao deus Saturno, na antiga Roma, o mais belo soldado era escolhido para ser o rei Momo. No final das comemorações, o eleito era sacrificado a Saturno em seu altar.

O carnaval traz em si uma manipulação do subconsciente coletivo dos súditos do rei Momo, que os leva a viver quatro dias livres de regras - todas as regras. Aliás, a única regra no carnaval é que não existem regras. E isso faz com que os foliões vivam os dias da festa, desculpe a dureza das palavras, como animais, cedendo a todos os estímulos carnais, saciando todos os loucos desejos, dando vazão aos devaneios da alma. E vão assim, dormindo apenas se desmaiar de cansaço, comendo quando a fome aperta, bebendo muito além da conta (se é que existe uma conta aceitável), fazendo muito sexo e dando muito beijo na boca. Usando e abusando de tudo e de todos de acordo com a conveniência. E a multidão vai, alucinada, tratando pessoas como objetos ou mercadorias e correndo atrás de suas canções pagãs que, conduzem a massa com os seus cortejos carnais. Feito zumbis, seguem com os rostos desfigurados pelo oportunismo do anonimato, obedecendo cegamente as ordens dos seus sacerdotes que pregam o que todos querem ouvir, que comandam a todos de cima dos trios elétricos, para desfrutar dos prazeres transitórios, do lança-perfume, do "eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também" e de "o que importa é curtir até a última gota de energia". É o reino dos prazeres, o império dos sentidos, o fim dos limites, a morte da razão. É como já diziam os versos do poeta popular: "carnaval é tomar banho no chuveiro da ilusão". É a manipulação do inconsciente coletivo que encontra acolhida nos ouvidos ávidos pela palavra de ordem que estabeleça o estado do vale tudo.

Esta festa profana tem estatísticas aterradoras. Dos mortos nas estradas brasileiras nesses dias, a maior parte foi provocada por ingestão de bebidas alcoólicas. A grande maioria dos homicídios tem suas vítimas entre 15 e 25 anos de idade e, durante o carnaval, as vítimas crescem assustadoramente. O carnaval é o período de maior movimento do tráfico de drogas e da propagação de doenças veneras, inclusive a AIDS.

Quantos jovens e adolescentes são iniciados nas drogas ou em tantos outros vícios? Quantos abortos acontecerão na semana seguinte, no mês seguinte? Quantas mortes por overdose? Quantos casamentos desfeitos? Quantos mortos, vítimas de balas perdidas que encontram suas vítimas em golpes certeiros? Quantos mortos em brigas de bêbados? Aliás, só para perguntar, há alguma coisa boa no carnaval?

É triste constatar que as pessoas fazem durante o carnaval o que não têm coragem de fazer nos outros dias do ano. E mais triste ainda é saber que muitos cristãos participam desse verdadeiro culto ao prazer. O prazer é o deus do carnaval. Vale tudo para alcançá-lo, mesmo que por um momento, mesmo que a pesada conta seja apresentada depois.

Posição do cristão e da igreja no período do carnaval

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por isso, de uma manifestação popular manchada de obras da carne, condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas.

É realmente impressionante como alguns cristãos conseguem participar tão confortavelmente, como se fossem de casa, de uma festa em que a influência demoníaca é tão densa, tão direta e tão óbvia. Eu fico me perguntando se poderia passar pela cabeça de algum cristão alguma simpatia por essa festa chamada de festa da carne. O carnaval é uma festa que Deus não participa. É a festa da carne que conspira contra o Espírito. É uma festa em que a influência do Espírito Santo não está. É uma festa que celebra a ausência de Deus e da influência do Espírito.

O carnaval tem o seu deus. O deus do carnaval é o hedonismo, a busca do prazer como razão maior. O carnaval legitima tudo o que ofende a Deus. E o deus do carnaval não é um deus neutro. Não dá para participar sem se envolver e sem ser contaminado. Ele é, na verdade, um deus rival que disputa com o nosso Deus, o nosso coração. E qualquer pessoa que se dobre diante de um deles não poderá se dobrar diante do outro. O nosso Deus exige exclusividade absoluta. Ele não aceita corações divididos. Ele só aceita se for 100%. Nós não devemos concordar de modo algum com essa comemoração que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos.

Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos a oportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4)?

Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.

Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que é uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?

Assim, devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para a nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval. A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão, sabendo que: Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Ef 2.2-6).

Conclusão

O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explicita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes. O apóstolo Paulo declara inequivocamente que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).

No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram; continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras. Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus: Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito (Rm 8.5-8). Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20).

Neste período de carnaval, onde muitas pessoas estarão entregues a carne e suas paixões, vamos orar para que Deus se compadeça de nossa nação, especialmente dos grandes centros urbanos, onde milhões de vidas estarão se entregando a uma festa aparentemente alegre, mas cujo fim , sem dúvida é caminho de morte.

Talvez você não concorde comigo, mais veja o que diz a palavra de DEUS:

  • "Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o ESPÍRITO para as coisas do ESPÍRITO. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do ESPÍRITO é vida e paz. (Rm. 8:5-6).

Você pode está se perguntando a inclinação da carne leva a morte? De que morte ele está falando? Estou falando da morte eterna; o homem morre quando permanece longe de DEUS, e o que afasta o homem de DEUS é o pecado, que é manifesto justamente pelas obras da carne. E vivendo na prática do pecado, ou seja, se inclinando para a carne não poderá herdar a vida eterna que DEUS em JESUS CRISTO preparou para nós.

Temos um texto na Palavra de Deus que nos explica com muita clareza esse assunto:

  • "Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a cerca das quais vos declaro, como já, antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de DEUS. (Gl. 5:19-20)."

O que você acabou de ler está presente na festa da carne (carnaval), e todas essas praticas e também as que são semelhantes a essas nos afastam de DEUS, ou melhor, nos tornam inimigos de DEUS.

  • "Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra DEUS, pois não é sujeita à lei de DEUS, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a DEUS. (Rm. 8:7-8)".

Para o verdadeiro cristão o carnaval não tem lugar em sua agenda. A Palavra de Deus revela claramente a necessidade de se combater, tudo àquilo que provoca a ira de Deus e recomenda a viver uma vida de estreita comunhão com o seu Senhor (Cl.3.1-15). E isso, eu creio, termina com qualquer discussão sobre participar desta profana, maligna e depravada festa da carne.

No Amor e na Graça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo,

www.obereano.blogspot.com

A Bíblia só foi traduzida para 2.426 das 7 mil existentes línguas faladas no mundo.
Precisamos nos apaixonar novamente pelas Sagradas Escrituras!

Siga por Email

Cadastre seu email

Delivered by FeedBurner

Seguidores