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domingo, 22 de janeiro de 2012

A Última Carta de um Soldado

Um soldado mortalmente ferido na Batalha de Bunker's Hill (1775), durante a Guerra da Independência Americana, escreveu à sua esposa na Inglaterra, pouco antes de morrer, a seguinte carta:

Meu querido amor,

Antes que recebas estas linhas, a morte cruel já me terá varrido do palco da vida. Nunca mais repousarás nestes braços; nem estes olhos, que agora mergulham nas sombras da morte, poderão vislumbrar tua gentil figura ou encher-se de encantamento, ao contemplar-te em companhia de nossos queridos filhos.

Ontem, entramos em obstinado e sangrento combate, onde muitos dos nossos foram feridos ou mortos. Recebi dois balaços, um na virilha e outro no peito. Estou tão fraco com a perda de sangue, que mal posso escrever-te estas poucas linhas, último tributo de meu amor imutável por ti. O cirurgião informou-me que três horas são o máximo que poderei sobreviver.

Quando viajava da Inglaterra para a América dispus-me a ler a Bíblia, por ser esse o único livro que possuía. Pela doce atração de sua graça, o Onipotente Pai de toda a humanidade se deleitou em atrair meu coração a Ele mesmo, iluminando, para isso, a minha mente.

Em nosso regimento, havia um cabo que professava a verdadeira fé cristã. Eu não tinha conhecimento de sua existência, até certa noite em que, através de oração fervorosa, pedi a Deus que me guiasse pelos caminhos da paz. Enquanto dormia, sonhei com esse homem e me dirigi a ele, chamando-o pelo nome, que era Samuel Pierce. O sonho impressionou-me tanto, que na manhã seguinte procurei informar-me se no regimento havia alguém com esse nome; e, atônito, fui encontrá-lo. Contei-lhe meu sonho, que o agradou muito. Nasceu entre nós uma forte amizade, e logo ele se deleitava em contar-me do grande amor de Deus pelos homens, em ter dado seu filho Jesus Cristo para derramar o seu sangue e morrer pela humanidade. Ele desvendou, diante de mim, os mistérios da salvação, a natureza do novo nascimento, a grande necessidade de santidade de coração e vida; e, resumindo, tornou-se meu pai espiritual. A ele, pela graça de Deus, devo todo o bem que conheço. Meu querido amor, desejo que conheças este abençoado modo de vida.

Logo que aportamos, aprouve a Deus falar de paz ao meu coração. Oh! Que encantamento, que alegria perene senti, através do sangue do Cordeiro! Agora, anseio contar ao mundo inteiro o que Jesus fez por mim. E como desejo, com grande ardor, meu bem, ser capaz de levar-te a sentir e conhecer o amor de Deus em Cristo Jesus! Daria o mundo para estar contigo e informar-te sobre a pérola de grande preço.

Meu querido amor, como não nos veremos mais neste vale de lágrimas, deixa-me expor-te este último desejo: se algum dia fui querido por ti, suplico-te que não negligencies este último conselho de teu marido, que está morrendo, isto é: rende-te a Deus. Lê a Bíblia e bons livros, freqüenta os cultos de um povo chamado evangélico; e que Deus te guie em seus caminhos.

Esforça-te por criar nossos filhos no temor do Senhor. Não prendas o teu coração às coisas vãs e materiais deste mundo. O céu e o amor de Deus são as únicas coisas que demandam nosso coração e merecem possuí-lo.

És ainda jovem e não posso desejar que, estando eu frio debaixo da terra, não te cases novamente. Mas deixa-me dar-te um conselho: não te cases com alguém, por mais simpático ou rico que seja, que não ame e tema a Deus; esta é a única coisa necessária.

Fui um marido mau para ti, um filho desobediente para meus pais, um rebelde para Deus. Que Deus tenha misericórdia de mim, pecador! Morro em paz com todo o mundo. Morro na plena segurança da glória eterna. Mais uns momentos, minha alma se juntará às fileiras dos espíritos desencarnados, na grande assembléia da Igreja do Unigênito, que está estabelecida no céu. Meu único amor, eu te peço, eu te peço, eu te imploro, eu te suplico que venhas ter comigo no reino da glória! Ó! corre para os braços, uma vez ensangüentados, de Jesus. Clama por Ele, dia e noite, e Ele te ouvirá e te abençoará!

A vida de um soldado é sangue e crueldade; a de um marinheiro, perigo e morte. A vida de uma cidade é cheia de confusão e lutas; a vida de um país é carregada de labor e fadiga, porém, o maior de todos os males provém de nossa própria natureza pecadora. O mundo, por si mesmo, até agora, nunca tornou ninguém feliz. Somente Deus é a ventura de uma alma justa. Ele está presente em toda a parte, e a Ele temos livre acesso em todos os lugares. Aprendei, pois, queridos filhos, quando crescerdes, a procurar a felicidade permanente em Deus, através do Redentor Crucificado.

Meu querido amor, mais eu diria, porém a vida se me esvai. Meus sentimentos cessam de executar suas funções. Anjos de luz rodeiam a relva ensangüentada em que estou deitado, prontos a escoltar-me para os braços de meu Jesus. Santos curvados mostram-me minha brilhante coroa e acenam-me de longe. Sim, penso que meu Jesus me convida a ir. Adeus, adeus, querido amor.

John Randon

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A direção do Senhor, de ano em ano, e até a glória!

"Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória." Salmo 73:24

Dia a dia e de ano em ano, minha fé crê na sabedoria e no amor de Deus, e eu sei que não tenho crido em vão. Nenhuma das suas boas palavras foram em vão, e estou certo que nenhuma cairá em terra.

Me coloco em Suas mãos para que me guie. Eu não sei o caminho que devo escolher: o Senhor terá de escolher por mim minha herança. Preciso de conselho e direção - meus deveres são intrincados e minha condição comprometida. Consulto ao Senhor da mesma forma que antigamente o Sumo Sacerdote consultava seu Urim e seu Tumim. Busco o infalível conselho de Deus acima de meu próprio juízo ou do conselho de amigos. Glorioso Jeová, Tu há de guiar-me!

Prontamente virá o fim: mais uns anos, e terei que partir desse mundo para ir junto de meu Pai. Meu Senhor estará próximo de meu leito. Ele me receberá nas portas do céu: Ele me dará a boa vinda à terra de glória. Não serei um estranho no céu: meu próprio Deus e Pai me receberá na eterna bem-aventurança do céu.

Glória seja dada a ELE, que me guardará aqui e me receberá nELE mais adiante. Amém!

Charles Haddon Spurgeon (1834 - 1892)

sábado, 5 de novembro de 2011

Tempestades nos treinam

Tempestades nos treinam

A fé não provada pode ser fé verdadeira, mas certamente uma fé pequena, sendo provável que permaneça acanhada enquanto não enfrenta provações. A fé prospera muito bem quando todas as coisas são contra ela: As tempestades são suas treinadoras e os raios são seus iluminadores.

Quando reina uma calmaria sobre o mar, estendam as velas como quiserem, o navio não se move pra o seu porto; pois sobre um oceano sonolento a quilha também adormece. Deixemos que os ventos soprem uivando e que as águas se levantem, e então, embora o barco possa balançar, o convés seja levado pelas ondas, e seu mastro possa ranger pela pressão da vela distendida e expandida, ele tomará o rumo do encoradouro desejado.

As flores não ostentam azul tão encantador como aquelas que crescem ao pé de uma geleira; as estrelas que cintilam não o fazem tão brilhantemente como aquelas que faíscam no céu polar; as águas não têm sabor mais doce que as que jorram no meio da areia do deserto; e nenhuma fé é mais preciosa do que a que vive e triunfa na adversidade.

A fé provada traz-nos experiência - "O valor da vossa fé" (1Pe 1.7). Você não poderia ter acreditado em sua própria fraqueza, se não tivesse sido compelido a passar através de rios; e nunca teria conhecido a força de Deus, se não tivesse suportado as correntes de água. A fé aumenta na solidez, certeza a intensidade, quanto mais ela for exercitada com tribulação. A fé é preciosa, e seus testes são igualmente preciosos.

Não permitamos, porém, que isto desanime aqueles que são jovens na fé. Você terá suficiente provações sem precisar procurá-las: a plena porção será medida para você na devida ocasião. Enquanto isto, se você ainda não pode reivindicar o resultado de longa experiência, agradeça a Deus a graça que possui; louve-O por aquele grau de santa confiança que você já alcançou: onde de acordo com aquela regra, e terá ainda mais e mais bênçãos de Deus, até que sua fé remova montanhas e vença os impossíveis.

C. H. Spurgeon  (1834 - 1892)

domingo, 29 de maio de 2011

As Coisas Pequenas

Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.

Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!

Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)

A Bíblia só foi traduzida para 2.426 das 7 mil existentes línguas faladas no mundo.
Precisamos nos apaixonar novamente pelas Sagradas Escrituras!

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