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sábado, 21 de abril de 2007

Quem é apaixonado, marcha... Quem ama, caminha...

Quem é apaixonado, marcha... Quem ama, caminha...

Há tempos pretendia escrever sobre a tal "Marcha Para Jesus". Na verdade, desde o ano passado, mas acabei perdendo o "tempo", a marcha se foi... e esse ano voltou, como todo ano volta. E cá estou eu, finalmente escrevendo sobre o "grande evento gospel" do Brasil (sei que a marcha acontece em outros países, mas quero falar de nós, brasileiros).

Fiquei pensando nas grandes mudanças ocorridas nesse intervalo de um ano entre uma marcha e outra. Sim, a "Marcha Para Jesus" é um "ato profético". Pelo menos foi o que ouvi de um auto-denominado "apóstolo", marido da "bispa" que é um dos promoters da grande manifestação gospel de nossa igreja genuinamente brasileira. Deve ter mudado alguma coisa, ou então essa profecia é meio estranha. Pelo tempo que a marcha acontece (13 anos) alguma coisa deve ter mudado, e para melhor. Ou não mudou?

O ato profético ao qual a marcha se agarra é o de que "todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado..." (Josué 1.3). Pelo menos isto foi o que ouvi do tal "apóstolo" num debate em uma rádio gospel.

A Marcha Para Jesus é o ponto de encontro dessa geração apaixonada. Vi na Tv a empolgação da grande massa que dançava freneticamente ao som eletrizante dos trios que me fizeram lembrar os trios da Bahia em época de carnaval. Muita dança, muita festa, pouco conteúdo! O grande problema é que gente apaixonada marcha, grita, canta e dança... mas só ENQUANTO está apaixonada. Mas fica a pergunta: e quando a paixão acabar? Sim, paixão é coisa que acaba um dia. Por mais que digam o contrário.

Sinceramente não tenho nada CONTRA a Marcha Para Jesus. Só a considero infantil. Coisa de criança. E em São Paulo toma ares de disputa com a Parada do Orgulho Gay. Quem tem a maior multidão? Quem consegue levar mais gente pra dançar atrás do trio? E aí, segundo a lógica dos organizadores se a MPJ tiver mais gente, é sinal que o nosso exército é maior que o do inimigo. Ô turma pra gostar de números... não é à toa que nossas estatísticas evangélicas costumam ser mentirosas. Mentimos vergonhosamente nos números de membros de nossas igrejas.

Voltando ao "ato profético". O que a marcha profetizava? O que ela simbolizava? O domínio do território onde os pés "santos" pisaram? Não creio, pois menos de uma semana depois os homossexuais conseguiram colocar mais gente em sua "Parada do Orgulho(?) Gay". Significava o senhorio de Cristo sobre o Brasil? Sinceramente não creio nesse senhorio "abracadabra", onde bastam as palavras mágicas (aqui no caso o chavão "O Brasil é do Senhor Jesus") e num passe de mágica o Brasil inteiro se converteria... bobagem... infantilidade... coisas de gente sem profundidade.

Richard Foster começa seu livro "Celebração da Disciplina" com uma frase que me marca até hoje: "A superficialidade é a maldição do nosso tempo". Concordo plenamente com ele. E eu iria mais longe. Pior do que a superficialidade é a celebração dessa superficialidade. O povo comemora o fato de não ter profundidade. Essa pra mim é a maior mensagem da Marcha Para Jesus: a celebração da superficialidade evangélica brasileira. É a "rave" dos apaixonados extravagantes, ou como diria Karl Marx, o "ópio do povo".

Mas em contrapartida ao viver raso dos apaixonados está o amor. Amor é coisa pra gente grande com alma de criança (a pureza que Cristo vê nas crianças, não a superficialidade dos infantis). Paulo parece entender isso quando em sua majestosa poesia sobre o amor, em 1 Coríntios 13: "Quando eu era menino, falava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino." O contexto é o amor. O amor nos torna gente grande, sem perder a doçura de criança.

Quem é apaixonado, marcha, grita, pula, dança... mas quem ama caminha, com vigor e serenidade, com força e sabendo ser fraco, com entusiasmo e ponderação. O amor se constrói no caminho... e não tem fim.

Quem ama não precisa marchar um dia, porque em todos os dias toma a sua cruz e segue aquele que o amou primeiro. Quem ama não precisa gritar que Jesus é Senhor do Brasil porque todos os dias fala do amor de Deus de forma tranqüila, para que, ao converterem-se as pessoas, o Brasil venha realmente a ser uma nação santa. Quem ama não precisa pular tanto porque sabe que pular muito "cansa as pernas" e difere muito de um caminhar sadio, onde as "juntas" são muito melhor aproveitadas.

Enfim, quem ama sabe que não há "ato profético" nenhum se não houverem profetas verdadeiros que estejam dispostos a, em suas atitudes, denunciarem o distanciamento do povo de Deus e anunciarem de verdade as boas-novas. Então serão, não "atos proféticos" sem eficácia alguma, mas "atos dos profetas", que por sua vida e verdade no que dizem e vivem desafiarão o povo ao maior privilégio que poderiam ter: caminhar com Jesus. E essa "Caminhada COM Jesus" só terminará na glória, quando ele, justo juiz, vier buscar os que com ele caminharam.

Quando eu era menino, marchava como menino, pulava como menino, gritava como menino, fazia coreografias como menino, mas agora que me tornei homem, descobri o quão gostoso é caminhar, em amor, com aquele que me chamou para caminhar com Ele.

José Barbosa Junior

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Salvemos a próxima geração

Salvemos a próxima geração

Preocupo-me com os futuros pastores. Quase diariamente recebo pedidos de socorro de seminaristas já confusos antes de começarem suas atividades ministeriais. Não conseguem se encaixar nos modelos mais populares de serviço cristão, não sabem quais sendas trilharão.

O contexto oferece poucas opções ao jovem pastor. Caso pertença a uma grande denominação, pode ambicionar as estruturas de poder. Sabendo manter-se politicamente correto, conquistará estabilidade financeira. Se for de uma denominação pequena, se lançará numa feira livre religiosa. O mercado religioso é inclemente; nele impera a máxima "quem não tem competência não se estabelece". Sem o amparo de uma grande denominação, terá de fazer sua igreja acontecer valendo-se de carisma e empreendedorismo. Lamentavelmente, muitos sucumbem, partindo para a manipulação inescrupulosa do sagrado; outros se concentram em estratégias de marketing, e há os que importam modelos de igrejas estrangeiras bem-sucedidas.

Cabe aos seminários o desafio de nortear futuros pastores; reitores e professores precisam questionar seus modelos; e mais: discutir os propósitos do ensino e saber se respondem aos desafios da seara.

Atrevo-me a oferecer algumas recomendações aos docentes que formam novos ministros.

Aconselho que alguns livros passem a ser obrigatórios. Quem lê romance capta, mesmo em narrativas fictícias, a imensidão humana. Para se inteirar da cultura brasileira, todo aluno deveria ler O Quinze, de Rachel de Queiroz, e Fogo Morto, de José Lins do Rego; para conhecer as raízes da pátria, recomendo O Cortiço, de Aluísio de Azevedo. Todos colariam grau apreciando Machado de Assis e seu "Eclesiastes": Memórias Póstumas de Brás Cubas.

As grades curriculares deveriam incluir poesia. Cada seminarista aprenderia a esboçar alguns poemas, para não se contentar em apregoar a verdade, mas enaltecê-la com graça. Um poeta não se satisfaz em ser coerente; quer dar ritmo e formosura à sua fala. O pastor não deve buscar incutir em suas ovelhas apenas valores morais, intelectuais e espirituais. Ele deve suscitar admiração e espanto diante da majestade Divina. Sugiro que os professores omitam o nome dos grandes poetas. Sem preconceitos, seus estudantes aprenderiam a gostar de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Adélia Prado e outros.

Aconselho o retorno da meditação bíblica, de aulas em que se leriam as Escrituras em silêncio. Aulas com o objetivo de inocular nos alunos o amor pela Palavra sem terem de tirar verdades práticas para um próximo sermão. Eles descobririam a riqueza de aquietar a alma e ouvir a inaudível bruma com a voz do Espírito Santo. Os professores incentivariam que suas classes se familiarizassem com os pais do deserto. Aconteceria uma revolução, pois teríamos preces menos utilitárias e jejuns sem tentar coagir a Deus.

Sugiro que os seminaristas façam estágio em três instituições: Hospital Infantil do Câncer, Associação de Paralisia Cerebral do Brasil e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. A única exigência seria que não se envolvessem com burocracias, mas estivessem em contato com as crianças. Depois, os professores pediriam uma monografia sobre cura divina. Há pouco, ouvi um pastor prometer que todos seriam curados de suas doenças. Abismei-me com sua inconseqüência. Ele provavelmente nunca conviveu com pais que lutam com deficiências genéticas.

Outra idéia, é que se exija dos alunos não viverem em países do Primeiro Mundo sem antes morarem, por pelo menos dois anos, em regiões de extrema pobreza. Sugiro que se mudem para comunidades ribeirinhas do Amazonas, Sertão Nordestino ou favelas de alguma metrópole. Se alguém se sentisse vocacionado para missões transculturais, antes se obrigaria a morar em um país africano, trabalhando em alguma clínica pública para aidéticos ou num campo de refugiados de guerra. Acredito que essa medida estancaria o enorme fluxo dos que desejam emigrar para países mais abastados alegando um chamado divino.

O cristianismo não precisa advogar tanto a ortodoxia. O mundo já não se interessa pela defesa de verdades, quaisquer que sejam elas. Existe um fastio quanto a dogmatismos — ideológicos ou religiosos. O anseio é por coerência entre discurso e vida.

Importa que líderes cristãos encarnem sua humanidade. Em um mundo sem ternura, precisam-se de homens solidários. Numa época em que a vida perdeu seu valor, necessitam-se de pastores que amem a justiça. Jesus nunca almejou fundar uma igreja liderada por técnicos desprovidos de alma. Ele jamais vislumbrou seu corpo resumido a auditórios lotados, e jamais aceitaria discípulos parecidos com aqueles que conspiraram sua morte.

Os seminários não podem resignar-se a gerar profissionais da religião, mas servos que vivam a fé de maneira íntegra, solidária e justa. Se quisermos salvar a próxima geração de pastores, uma nova reforma precisa acontecer imediatamente. E que comece pelos seminários.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim

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Ctrl C + Ctrl V = Quando Crer é Copiar!!!

Ctrl C + Ctrl V = Quando Crer é Copiar!!!

Hoje meu dia de trabalho foi cansativo. Daqueles que a gente fica torcendo que chegue logo o final do expediente, por não agüentar mais fazer a mesma coisa. Entre as muitas tarefas que tinha para fazer, uma me ocupou quase o dia todo... copiar dados de uma planilha para outra, uma por uma, no velho esquema ctrl C + ctrl V (copiar e colar).

Como não consigo fazer diferente, enquanto trabalhava... pensava; e enquanto pensava... via claramente na minha rotina o quadro de grande parte da igreja cristã no Brasil: copiar e colar... sem refletir.

Comecei a pensar nas coisas que tenho ouvido e visto... unções novas... adoração extravagante... profetadas... messianismo político... e não tive como não comparar com nossa realidade: cópias e mais cópias sendo preparadas e jogadas no nosso imenso circo eclesiástico, sem espaço para o mínimo de reflexão.

Nosso povo é treinado para não pensar. Pensar tornou-se uma espécie de "pecado mortal". Se usar a mente é pecado sem perdão, questionar, então, é a própria encarnação do mal. Vejo uma mensagem silente (às vezes nem tanto) camuflada em alguns super-pastores-apóstolos-bispos-semideuses: "Sou inquestionável... a única coisa que resta a você, pobre mortal pecador, é ser uma cópia de mim... este super-homem-divino". E o amém não é dado com palavras, mas com vidas... vidas-secas... vidas-cópias.

Crer hoje é sinônimo de repetir os chavões que se aprendem e proliferam em nosso meio. Crer é o mesmo que repetir as frases de efeito que "manipulam" céus e terra. Crer é usar as palavras de ordem que movem o braço de "deus" ao sabor de quem manda, na terrível inversão de valores a que somos submetidos.

A liberdade que Cristo nos dá é roubada descaradamente pelos líderes que procuram copiar suas pobres imagens em seus ensandecidos discípulos. O que mais me dói é que muita gente sincera se deixa enganar por esses manipuladores... gente sem alma, que se alimenta das almas de suas "ovelhas", que para nada mais servem senão alimentarem suas estatísticas "comprovadoras" do mover de Deus.

Como vejo crescer o número daqueles que lotam igrejas aos domingos, choram apaixonadamente ao ouvirem seus mantras... mas estão vazios de conteúdo. A pior característica do evangelho "ctrl C + ctrl V" é que o que é copiado não tem conteúdo... é forma... é "jeito"... é chavão... e ai daquele que tiver o "documento protegido" contra gravação...

Chega de ver gente sendo enganada! Basta de ver gente boa e honesta de Deus sendo levada por fraudadores do evangelho puro e simples! Não dá mais pra agüentar calado tanta covardia feita em nome de Deus, roubando as mentes das pessoas e submetendo-as aos desmandos dos paipóstolos-superbispos-popastores e quaisquer outras nomenclaturas que possam aparecer.

Evangelho é vida... é conteúdo... é vida em abundância... e é arquivo protegido contra essas cópias piratas da igreja de Cristo.

Crer é também pensar! É questionar! É rever vida, conceitos! Crer não é ficar entregue ao copiar enfadonho de arquivos sem valor.

Em último caso, dê um ctrl + alt + del... e reinicie sua máquina.

Ainda há esperança!!! (http://www.crerepensar.com.br)

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sábado, 14 de abril de 2007

Pacto com o diabo ou "baboseira gospel"?

Pacto com o diabo ou "baboseira gospel"?

É muito comum escutar nos cultos e nas escolas bíblicas de muitas denominações que essa ou aquela marca é do "demo", que fulano e sicrana venderam a alma para o "cão" para alcançarem o sucesso com seus CDs e programas de TV ou empresas que fizeram um pacto com o demônio para tornar o seu produto rentável e bem aceito pelo público e em troca difundir o anti-cristo e o seu reino. Algumas afirmações chegam a ser absurdas e muitas até hilárias, chegando ao ponto de alguns lideres mais exaltados exigirem que seus fiéis queimem suas roupas de determinada marca ou deixem de consumir um determinado produto. Parece até piada (de mau gosto)!

Não estou afirmando aqui que isso não exista ou que eu não creia que haja pessoas e empresas que façam tais pactos, apenas ando muito preocupado com a enxurrada de "baboseiras gospel" que tem invadido nossas igrejas, nossos cultos e nossos lares, sem que os seus propagadores (pastores, lideres, professoras de escola dominical, etc.) tenham o devido cuidado de estudar e pesquisar o assunto antes de sair disseminando bobeiras e dando falsos testemunhos a "torto e a direito", sendo alvos de chacotas por não conseguirem provar o que estão dizendo e desacreditados ao depararem com algum fiel ou aluno mais esclarecido que questionam tais afirmações. Esses irmãozinhos mais esclarecidos são sempre tachados de incrédulos e acusados de estarem cegos e influenciados pelo "poder do inferno" contido nas roupas da tal marca que estão usando ou nos produtos que tem guardado na geladeira, os quais foram "oferecidos e dedicados ao capeta" e que se recusam a queimar ou jogar fora sem uma abordagem mais profunda e sólida, baseadas em fatos e dados, não apenas em "estórias" contadas por beltranos ou publicadas em sites duvidosos (sempre sem a indicação da fonte ou do autor) ou nas imaginações férteis de algumas pessoas que espiritualizam e demonilizam/diabolizam (se não existem essas palavras, então perdão, pois acabei de inventar!) tudo.

Gostaria de apresentar alguns exemplos de tais "baboseiras gospel" que já se tornaram "cult" no meio evangélico brasileiro:

 

1) Maionese Hellmann's

Possível pacto:

O nome Hellmann's significaria "homens do inferno", onde Hell = inferno e mann's = homens.

Refutação:

a) Homem em inglês é man (singular) e homens é men (plural) e não mann's. Outro detalhe está no apóstrofo (') antes da letra "s" ('s) que na língua inglesa indica propriedade ou posse, sendo assim Hellmann's significa "do Helmman".

b) O nome Hellmann's é devido ao sobrenome do imigrante alemão Richard Hellmann que, em 1903, chegou aos Estados Unidos e dois anos depois, inaugurou sua delicatessen em Nova York. O grande diferencial era o molho que Hellmann colocava nas saladas prontas que vendia. Este saboroso molho era a própria maionese fabricada por sua esposa.

Fica claro que a tradução "homens do inferno" é inaceitável, tanto pela semântica da língua inglesa, como por ser um sobrenome de origem alemã (toda a família Hellmann são "homens do inferno"?). Pronto, já não precisa mais jogar fora o seu pote de maionese, a não ser que esteja precisando de um regiminho.

 

2) Fido Dido

Possível pacto:

Fido Dido significa, num dialeto francês antigo, algo equivalente a "filho do diabo". Alguns sites alegam que o guri que estampa as camisetas da moçada seria uma imagem do movimento nova era e significaria o desleixo e a irresponsabilidade da juventude dos últimos tempos.

Refutação:

Fido Dido (pronuncia-se Faido Daido) é um personagem gráfico alto, magricela e com fios de cabelo espetados, trajando tênis, bermuda e camiseta que traduz o jeito excêntrico e descompromissado dos adolescentes. Foi criado em 1985, num guardanapo de bar em Nova York e é uma licença americana que representaria um jovem consumidor.

O primeiro nome viria do latim fidelis (fiel), e Dido foi uma rainha de Cartago, cidade rival de Roma antiga que tinha espírito jovem e alegre.

Fido Dido já foi usado para apoiar campanhas de grandes marcas de consumo, como fez a então Pepsi-Cola Brasil, em 1992, ao relançar no país o refrigerante sabor limão Seven Up, seguindo estratégia global. A empresa esperava conquistar 15% do mercado total de refrigerantes no Brasil em um ano com o apoio do personagem mas não funcionou (será que o tal pacto com o "filho do diabo" falhou?).

Afirmam que Fido Dido é uma expressão de um dialeto francês antigo, equivalente a "filho do diabo" só que ninguém conhecido (e respeitável) assina ou abona essa informação. Além disso, ninguém respeitável conhece o tal dialeto (?!) francês, até porque a língua francesa superou há séculos seus dialetos. Portanto, não precisa queimar e nem deixar de comprar suas roupas onde tem o tal mancebo estampado (a não ser que seja pirata, ok?!), pois trata-se de mais um boato entre tantos nos arraias evangélicos.

 

3) Hello Kitty

Possível pacto:

a) A palavra Hello, em inglês quer dizer olá. A palavra Kitty, é de origem chinesa e quer dizer demônio. Logo, Hello Kitty quer dizer: "olá demônio".

b) A desenhista da Hello Kitty estava grávida e o médico afirmou que o bebê teria várias deformações. A criança nasceu com tudo perfeito, mas com o passar dos dias foi percebido que seria uma criança muda, por isso em homenagem a sua filha, ela fez a Hello Kitty, sem a boca, mas perfeita, e linda.

c) Outra versão da "estória" acima é que a Hello Kitty não tem boca, devido ao caso da garotinha ter nascido com um câncer na boca.

d) A Hello Kitty é um símbolo da nova era. A nova era é uma seita que vai contra todos os princípios de Deus. Ela busca criar símbolos "bonitinhos" para agradar a todos.

e) Hello Kitty vem da palavra "elohit" que em africano quer dizer demônio.

Refutação:

A Hello Kitty (Harokiti) foi criada originalmente pelo designer Ikuko Shimizu em 1974 (e não pela tal mulher grávida que deu à luz uma garotinha sem boca - logicamente muda - corroída por um câncer) para a empresa japonesa Sanrio. O personagem é a figura de uma gata branca com traços humanos que usa um laço ou flor na orelha esquerda e não possui boca. Nos desenhos animados Hello Kitty tem uma boca. Repararem que ela também não tem sobrancelhas (será outra pegadinha do tinhoso?!).

A bonequinha em forma de uma gatinha recebeu o nome em inglês porque a cultura britânica era popular entre as garotas japonesas na época da sua criação. O nome Kitty veio de um dos gatos que Alice criava no livro Through the Looking-Glass de Lewis Carroll e não do idioma chinês ou do tal africanês (acho que inventei outra palavra... estou ficando bom nisso!). Aliás, sobre o suposto nome africano, que significaria "diabo", gostaria que me explicassem, apenas, em qual língua/dialeto foi encontrada tal expressão, pois na África existem centenas de línguas e dialetos. Não existe a língua "africana"!

Hello Kitty significa simplesmente "Olá, gatinha", então meninas, não precisam mais ficar com medo da mudinha vir te pegar de noite.

 

4) Coca Cola

Possível pacto:

Pegando o logotipo da Coca-Cola e virando ao contrário lemos a mensagem "alo diabo".

Refutação:

Essa é clássica! Precisa muita imaginação e uma tremenda vontade de "enxergar" o que se quer ver (ou o que querem que veja) aqui. Eu já virei o rótulo de tudo quanto é jeito e não consigo ver nada (será que fui cegado pelo inimigo?!) Confesso que até a palavra "alo" eu consigo identificar (devo estar apenas meio cego) mas o nome do "diacho" tá difícil de achar. Imaginação nunca foi o meu forte!

No lugar onde teria que aparecer o tal nome do diabo, a letra "d" não existe, nem a "i" e nem a "b". Eu, pelo menos, não consigo ver e nem identificar aquelas letras (devem ser do tal dialeto africanês ou francês!). Além do mais, Coca-Cola é uma marca americana vendida no mundo todo, então qual seria a vantagem para o "caramunhão" de se escrever uma mensagem subliminar em português?! Só se os donos da Coca-Cola estiverem de olho no mercado brasileiro por causa da concorrência da Dolly (vou virar o rótulo da Dolly também para ver se acho alguma coisa!)

 

Conclusão:

Poderia estender esse artigo o quanto eu quisesse, pois exemplos de baboseiras gospel não faltam: a cruz invertida dentro de uma moto de marca famosa, uma fábrica de produtos de higiene pessoal que financia o movimento nova era, uma linha de perfumes bastante conhecida que fez um pacto para vender mais, e quem foi criança na década de 80 (assim como eu) irá se lembrar bem do boneco Fofão que "tinha um punhal dentro do corpo e que de noite tomava fôlego e matava as criancinhas desamparadas e entregues em seu soninho angelical, desferindo cruéis e mortais punhaladas". Essa "estória" do Fofão começou como uma piada do filme Chuck e caiu na boca dos abençoados irmãos e irmãs que tem o "dom de línguas compridas" e se espalhou pelas igrejas de todo o país.

Amados pastores, lideres e professoras, tomem muito cuidado com o que vão pregar, ensinar e dizer nos seus púlpitos e classes. Estudem, analisem, ponderem. Não acreditem em tudo o que ouvem ou lêem, especialmente na Internet. Precisamos ter muito cuidado com esses tipos de informações que correm no movimento gospel, sempre injuriando e difamando sem provas algumas marcas ou empresas, atribuindo seus serviços e produtos à supostos pactos com o diabo. Isso é muito comum entre os evangélicos.

A Bíblia diz que nossa oração purifica as coisas que usamos (Cl 2.20-23; 1Tm 4.4-5) e nos aconselha a examinar tudo, retendo o que é bom. (I Ts. 5:21).

Leia a Bíblia

Doni Augusto (04/2007)

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sábado, 31 de março de 2007

Quero Minha Religião de Volta

Antigamente, as igrejas evangélicas era lugares cheios de pessoas que conheciam a Bíblia de capa a capa, que se portavam reverentemente durante o culto e não raro, as pessoas do mundo admiravam os evangélicos por sua fé e esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. São inúmeros os testemunhos de pessoas que vieram para Cristo após conviver com um crente genuíno. Este, normalmente descrito como alguém humilde, prestativo e sempre com um versículo bíblico na ponta da língua, para qualquer situação.

Os cultos nas igrejas evangélicas era cheios de hinos e coros profundamente inspiradores, refletindo as doutrinas fundamentais da fé cristã. O ofertório era uma demonstração de zelo e gratidão a Deus e o dízimo era um ato alegre de fidelidade ao Senhor. Quando o pastor subia ao púlpito, todos atentamente recebiam edificação através de uma pregação biblicamente fundamentada. A pregação da Palavra era o centro do culto. Mesmo nas igrejas pentecostais, não era muito diferente. As classes de escola dominical estavam sempre cheias de crentes sedentos para estudar e debater temas bíblicos. Esses eram os "crentes" de antigamente.

Hoje as coisas mudaram muito. E como mudaram! Os evangélicos são vistos como mais uma "tribo" urbana, assim como os sufistas ou os hippies, que tem musica própria, gírias e slogans próprios. O culto reverente, virou entretenimento. O momento de destaque no culto, já não é mais a meditação na Palavra de Deus, proclamada por um pastor bem preparado teologicamente, mas sim o momento de "louvor" (momento musical), dirigido por bandas com caros aparelhos de som. As letras dos cânticos só falam em noiva, paixão, e constantes repetições de forte apelo emocional. O dízimo virou "ato profético" e o ofertório barganha com Deus. Não se pede mais nada a Deus. Decretam coisas para ele fazer da maneira mais arrogante possível. Descaracterizaram a igreja, sob a desculpa de "quebrar a religiosidade". O "louvor" não pode ser menos de uma hora, mesmo que a pregação se reduza a 15 minutos ou menos. A doutrina é colocada em segundo plano, pois o que importa é "adorar". A Bíblia já não é tão importante para a pregação, pois o negócio é buscar "novas revelações" ( eles devem achar que a Bíblia está ultrapassada), tornando a hermenêutica e a exegese descartáveis, e consequentemente descartando a boa preparação teológica.

Já chega, quero minha religião de volta! Quero de volta a igreja com cara de igreja. Os cultos reverentes, o povo sedento por aprender a Palavra de Deus, o sentimento de contrição e submissão diante do Deus Soberano e Criador de todas as coisas. Quero de volta o tempo em que cultos racionais eram regra e não exceção. Quero de volta a centralidade da Bíblia e não a busca de "revelações dos ultimos dias". Quero de volta o tempo que ser pastor era ser um religioso consagrado e não um empresário eclesiástico.

Francisco Belvedere

Sou Um Fundamentalista?

"Você é um fundamentalista!" A acusação me foi dirigida quando ainda era um calouro da universidade, recém-saído do serviço militar, em 1947. Da maneira como ela foi feita, com tamanho desprezo, nenhuma explicação foi necessária para compreender que ser rotulado de "fundamentalista" era um dos mais terríveis insultos no orgulhoso mundo acadêmico. Respondi algo como: "Se ser fundamentalista significa aderir aos sólidos fundamentos da matemática, da contabilidade, da química ou de qualquer outra ciência, então aceito alegremente o título. E já que a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus e é inerrante (sem erros), a única escolha inteligente é aceitá-la e permanecer fiel aos seus fundamentos". Essa resposta apenas aumentou a frustração e a ira dos que debatiam acaloradamente comigo já por duas horas.

A ocasião foi o primeiro encontro da "Hora dos Críticos", uma novidade que havia sido criada recentemente por alunos e professores da universidade para ridicularizar e desacreditar a Bíblia. Entre os espectadores havia um bom número de crentes que eu conhecia do grupo cristão do campus, mas nenhum deles disse uma palavra sequer. Fiquei sozinho naquele auditório, sendo alvejado com argumentos de todos os lados, todos favoráveis à evolução e ao ateísmo. Sendo um ingênuo jovem de 21 anos, fiquei chocado com a animosidade tão abertamente demonstrada contra a Bíblia e contra o Deus da Bíblia.

Naquele ponto da minha vida, mal ouvira falar de Harry Emerson Fosdick, pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Nova Iorque, uma pessoa-chave no liberalismo/modernismo americano. Tampouco fazia idéia da crescente rejeição da infalibilidade da Bíblia entre muitas pessoas que se chamavam cristãos. O nome de J. Gresham Machen era-me completamente desconhecido. Portanto, nada sabia acerca da batalha perdida que ele sustentara no Seminário de Princeton, na década de 1920, contra as heresias que levaram aquela escola a tornar-se completamente liberal e que alcançaram a maioria das igrejas presbiterianas.

Cristianismo com "roupagem" moderna

Os servos mais eficientes de Satanás são mestres em ambigüidades. Fosdick reivindicava honrar a doutrina, mas ao mesmo tempo advertia sobre o "perigo de dar ênfase demais à doutrina..." Ele afirmou que "nada realmente importa na religião, a não ser aquelas coisas que fomentam o bem individual e público... e o progresso social."1 Fosdick foi reconhecido naquele tempo pela maioria dos cristãos verdadeiros como o incrédulo que realmente era. Mas, Norman Vincent Peale, não menos herege que Fosdick, conseguiu achar aceitação virtualmente em toda parte, bem como seu famoso discípulo Robert Schuller.

O modernista toma as últimas idéias do mundo secular e enganosamente as veste com linguagem cristã. Ninguém tem feito isso com maior perfeição do que os atuais psicólogos cristãos, que de algum modo tomam teorias anticristãs de inimigos declarados do Evangelho e as "integram" à teologia. Peale foi o primeiro a fazer isso. Em 1937, ele fundou uma clínica "cristã" de psiquiatria em sua igreja. A clínica tornou-se modelo para numerosas outras semelhantes, as quais têm gerado fortunas para seus fundadores.

Machen foi exato ao demonstrar que a intimidação pela ciência e o desejo de obter aceitação e respeito na comunidade acadêmica têm resultado em comprometimentos, que na prática descaracterizam o Evangelho. Essa ânsia tem influenciado cada vez mais os seminários e faculdades cristãs. Machen acusou os liberais de "tentar remover do cristianismo todas as coisas que não possam ser aceitas pela ciência."2

Muitos dos evangélicos de hoje em dia parecem pensar que os cientistas sabem mais sobre o Universo do que o próprio Criador. Será que a Bíblia é frágil devido à ignorância de Deus? O resultado é um comprometimento fatal para a verdadeira fé. Temos observado isso na aceitação da evolução teísta por parte da revista "Christianity Today" (Cristianismo Hoje), dos "Promise Keepers" (Guardadores de Promessas) e de muitos seminários e universidades cristãs, mesmo que ela contradiga plenamente a Bíblia e subverta o Evangelho. O mesmo comprometimento ocorre quando se questiona a narrativa bíblica do dilúvio.

Billy Graham, que há décadas abandonou sua posição fundamentalista, recentemente disse não estar certo se o dilúvio de Noé foi realmente de âmbito mundial. O New Bible Commentary da InterVarsity também afirma: "A narrativa (bíblica) não relata diretamente um dilúvio universal..." A Bíblia, ao contrário, não deixa espaço para tais devaneios: "...tudo o que há na terra perecerá" (Gn 6.17). "...e da superfície da terra exterminarei todos os seres que fiz" (Gn 7.4). "...e os montes foram cobertos. Pereceu toda carne..., ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca" (Gn 7.20-23). As instruções de Deus para Noé, de que trouxesse um par de cada espécie para a arca, só têm sentido se o dilúvio atingiu o mundo inteiro. Deus prometeu não voltar a destruir a terra por água novamente (Gn 9.11), todavia têm havido muitas enchentes regionais desde aquele tempo. A destruição futura do mundo, conforme profetizada por Pedro, seria apenas um incêndio localizado, se o dilúvio com que é comparado foi limitado (2 Pe 3.6-7). Finalmente, Jesus compara Seu futuro julgamento da humanidade ao dilúvio (Mt 24.38-41).

Um cristianismo sem inerrância

Temos que crer na Bíblia inteira. Isto é fundamentalismo bíblico. Se Gênesis não é exato em cada detalhe, em qual parte da Bíblia poderemos confiar, então? Se a Bíblia está errada quanto à origem do homem e seu pecado, como poderemos confiar no que ela diz sobre a sua redenção e seu destino eterno? Na verdade a Bíblia está absolutamente certa em tudo que declara.

Se as últimas descobertas da ciência concordam ou não com a Bíblia, isso não deve inquietar ao fundamentalista. Como confiamos em Deus, não somos intimidados pelos homens. Só um tolo trocaria a Palavra infalível de Deus pelas opiniões mutáveis e falíveis dos homens. Os cientistas cometem erros e muitas vezes são condicionados por preconceitos. No seu livro Great Feuds in Science, o historiador Hal Hellman documenta que até os maiores cientistas têm sido "influenciados por orgulho, ambição, cobiça, inveja e até por evidente impulso de estar certo".3

Tragicamente, diminui gradativamente o número de cristãos que ainda defendem a inerrância bíblica e a sua suficiência, como Harold Lindsell documenta em The Battle for the Bible. O Seminário Teológico Fuller é um exemplo citado por ele. Podemos dizer com certeza que para as multidões envolvidas no atual movimento evangélico a inerrância raramente se constitui num problema, pois tais pessoas se apóiam em experiências e emoções mais que em doutrina. Para muitos atualmente, o amor por Jesus é um maravilhoso sentimento, divorciado completamente da verdade que Jesus afirma ser. No livro The Bible in the Balance, Lindsell confessa que "a palavra 'evangélico' tem se tornado tão desonrada que perdeu sua utilidade... Talvez seja melhor adotar a palavra 'fundamentalista', mesmo com todos os ataques depreciativos que tem sofrido por parte dos seus críticos".

Motivos de rejeição do fundamentalismo

O fundamentalismo tem sido estigmatizado por duas razões: (1) alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e (2) por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os cristãos fundamentalistas, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados com estas mesmas cores de fanatismo.

Um cristianismo de popularidade

Todos que desejam confiar e obedecer à Palavra de Cristo e que querem ser Seus verdadeiros discípulos (Jo 8.31-32), precisam estar prontos a permanecer sozinhos, como Daniel e seus amigos. Com medo de serem diferentes, muitos cristãos seguem a multidão. Famintos pelos louvores deste mundo, eles amam "mais a glória dos homens, do que a glória de Deus" (Jo 12.43). C.H. Spurgeon ficou virtualmente sozinho, abandonado mesmo pelos seus ex-alunos e amigos, quando foi censurado pela União Batista Britânica, por sua indisposição em tolerar a apostasia dentro daquele grupo. A. W. Tozer declarou, pouco antes de morrer: "por causa do que tenho pregado não sou bem recebido em quase nenhuma igreja na América do Norte." Que acusação contra aqueles pastores e igrejas!

Cristo advertiu: "Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 6.26). Ele afirmou que a verdadeira fé em Deus é impossível quando nós aceitamos "glória uns dos outros", e, contudo, não procuramos "a glória que vem do Deus único" (Jo 5.44). John Ashbrook escreve que o "novo evangelicalismo está determinado a impressionar o mundo com seu intelectualismo. Ele tem estado a buscar o respeito da comunidade acadêmica. Determinou ganhar glória nas fontes do ensino secular."4 Carl Henry observou que "em conseqüência da crescente atitude de tolerância... a fé cristã foi embalada de forma a facilitar sua comercialização."5

O único inimigo do liberalismo é a firme adesão do fundamentalismo à autoridade e suficiência das Escrituras. D. Martyn Lloyd-Jones lamenta o fato de que muitos evangélicos mudaram de "pregar" para "compartilhar" a Palavra de Deus, o que sutilmente transfere a autoridade da Palavra de Deus para a experiência e opinião humanas.6 Tal comprometimento, além de não ajudar o incrédulo a enxergar a luz; ainda o deixa mais cego. Essa tolerância estimula a resistência dos homens em se submeterem à autoridade de Deus. O liberalismo, inevitavelmente, endurece cada vez mais contra a verdade. Podemos ver isso atualmente em todo o mundo.

A tolerância quanto ao homossexualismo

A aceitação de homossexuais, em nome da tolerância e do liberalismo, tem produzido uma intolerância cada vez maior contra qualquer outro ponto de vista. O mundo inteiro, que por milhares de anos considerou o homossexualismo como antinatural e vergonhoso, agora está sendo forçado a abandonar tal convicção. Os homossexuais, que reivindicavam tolerância, têm se mostrado totalmente intolerantes na medida em que conquistam poder. Eles atacam com malícia, verbal e fisicamente, qualquer pessoa que queira manter uma opinião independente. O mundo tem sido coagido a garantir privilégios especiais aos homossexuais, apesar do estilo de vida "gay" ser cheio de práticas nocivas, levando à proliferação de doenças que ameaçam a sociedade em geral e reduzem pela metade a expectativa de vida das pessoas. A incurável AIDS, embora se propague em proporções epidêmicas, afetando inocentes e sendo fatal para todos que a contraem, é tratada com um sigilo perigoso e um status privilegiado, devido à sua penetração entre os homossexuais.

A tolerância quanto ao evolucionismo

Vemos a mesma intolerância nos evolucionistas que acusam os criacionistas de pensamento bitolado. A ciência deve promover a liberdade de investigar e aceitar os fatos. Mas, em nome da ciência, a teoria da evolução é ensinada às crianças nas escolas públicas como fato, enquanto as evidências contra ela são omitidas e a alternativa bíblica e racional da criação de Deus não é admitida nem considerada.

A situação na Rússia

Numa recente viagem a Rússia, um dos principais responsáveis pelo sistema educacional nos disse o seguinte: "Por setenta anos vimos os frutos da imposição dogmática de apenas uma opinião aos alunos. Estamos cheios disso e ansiosos para considerar as alternativas". O colapso do comunismo deixou um vácuo moral que a Rússia está tentando preencher com os ensinos da Bíblia. Paradoxalmente, as escolas da Rússia agora acolhem os mesmos ensinos morais e da criação que estão banidos das escolas americanas! Não podemos saber quanto tempo isso vai durar. A Igreja Ortodoxa Russa, intolerante e firmemente contrária ao Evangelho, está procurando retomar o monopólio da religião - e alguns evangélicos americanos estão cooperando com esse sistema anticristão. Oremos pela Rússia.

O "cristianismo" foi introduzido em 988 d.C. no país que mais tarde se tornou a Rússia, pelo príncipe Vladimir. Antes ele havia considerado o islamismo, já que suas vinte esposas não causavam problema para aquela "fé". Mas como o islamismo proíbe o álcool, ele acabou abraçando o "cristianismo" da Igreja Ortodoxa, onde o álcool corria livremente (muitos monges e sacerdotes bebem intensamente) e onde a opulência dos rituais tem um apelo misterioso. Ele decretou uma esposa como "oficial", mantendo as outras dezenove como concubinas, enquanto usava o álcool livremente. Foi assim que a Rússia "converteu-se" ao "cristianismo". Em 1988, o milésimo aniversário desse evento foi celebrado com pompa e ritual. Billy Graham esteve presente para trazer suas congratulações. Na ocasião, ele disse: "Sinto-me profundamente honrado em congratular-me com vocês nesta histórica e alegre ocasião em que se comemora o milésimo aniversário do batismo da Rússia, proporcionado pelo batismo do príncipe Vladimir, de Kiev..."7

A Igreja Ortodoxa, assim como o catolicismo romano, é inimiga jurada do Evangelho. Ela tem mantido o povo russo na escravidão e na superstição, ensinando-o a buscar nela a salvação, beijando seus ícones, pagando por orações e sacramentos. Embora rejeite o purgatório do catolicismo, ensina que, através de nossas orações, as almas podem ser resgatadas do inferno para o céu.

Visitamos, nas proximidades de Moscou, o centro da Igreja Ortodoxa, com seu seminário e muitas igrejas. Monges com quem falei explicaram que a morte de Cristo possibilitou a nossa entrada no céu, desde que fôssemos batizados, participássemos dos sacramentos e "vivêssemos o Evangelho". Para eles, a porta que Cristo abriu está no cume duma alta escada que precisamos subir pelos nossos próprios esforços, obedecendo à Igreja e auxiliados por ela.

Fui um dos preletores numa conferência em Moscou que atraiu pastores e membros de igrejas de toda a Rússia. Havia uma indisfarçável expectativa de que a Palavra de Deus fosse ensinada. Eu expus abertamente os ensinos e práticas não-bíblicas da Igreja Ortodoxa Russa que (como a Igreja Católica no Ocidente) perseguiu e assassinou multidões de verdadeiros cristãos. A Igreja Ortodoxa, que estabeleceu parceria tanto com os czares como com os comunistas que os sucederam, pressionou o presidente Yeltsin a favor da nova lei que suprime a liberdade religiosa (essa lei está sendo atualmente implementada em pequenas cidades fora de Moscou). Centenas de fitas de vídeo e de áudio de nossa conferência estão sendo distribuídas por toda a Rússia. Oremos para que dêem frutos!

Fundamentalismo é não negociar o inegociável

Como avisamos aos irmãos e irmãs da Rússia, o verdadeiro "crer no Senhor Jesus Cristo" para a salvação tem que ser uma profunda convicção e não apenas uma mera preferência. E esta corajosa convicção certamente será seguida de grande oposição e terrível violência da parte de Satanás e da carne. Lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno "muito bem, servo bom" de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. A plenitude de vida, tanto agora como por toda a eternidade, tanto para nós mesmos como para as pessoas a quem temos a oportunidade e a responsabilidade de influenciar, depende desta verdade inegociável.

Dave Hunt - (TBC 8/98 - publicado anteriormente em português no Jornal Fundamentalista - União Bíblica Fundamentalista)

O mundo está ficando inabitável

Nos países latinos a violência campeia em toda parte, pois a formação católica desses países deu origem a políticos e clérigos incrédulos e corruptos, servindo eles mesmos de exemplo aos assassinos e traficantes de drogas. Aqui no Brasil isso tem acontecido de modo escandaloso.

E a igreja evangélica, na qual tem sido computado quase 1/3 da população do país, por acaso não está servindo de freio ao banditismo?

A resposta é: deveria estar! Mas somente se as igrejas pregassem o verdadeiro evangelho de Cristo e os seus freqüentadores fossem realmente pessoas "nascidas de novo". Infelizmente, porém, nove entre dez "pastores evangélicos" não têm preparo moral nem espiritual para dirigir os seus rebanhos e, pervertidos pela sua ignorância e cobiça, acabam conduzindo atrás deles um rebanho mal alimentado com grama seca e água poluída.

Os "teólogos" da Fé e da Prosperidade, as quais prometem curas milagrosas e riqueza aos "convertidos", só conseguem formar um rebanho de ovelhas subnutridas, as quais se deixam apanhar em qualquer armadilha doutrinária e, consequentemente, acabam se extraviando e sendo devoradas pelo engodo religioso, na busca desenfreada por bens materiais.

O Senhor Jesus Cristo tem sido tratado como um quitandeiro, que entrega a mercadoria conforme o dinheiro que recebe. Enquanto isso, o Espírito Santo tornou-se um "office-boy", devendo atender a todos os pedidos dos pastores malaquianos, em troca dos dízimos e ofertas que eles exigem (e coletam) dos analfabetos bíblicos.

Na União Européia, agora completando meio século de existência, o Cristianismo foi estrangulado há muito tempo. Os jesuítas labutaram, desde a criação da Ordem de Loyola, com o objetivo específico de neutralizar a Reforma, até que conseguiram reduzir o Cristianismo bíblico a um cristianismo de fachada, no qual a psicologia e o humanismo andam juntos, buscando a maneira mais eficaz de liquidar a fé cristã. Hoje os europeus zombam acintosamente de quem afirma que Jesus Cristo é Deus!

O resultado dessa descrença geral é que a violência (antes constatada apenas nos países latinos) agora está começando a agir no Primeiro Mundo e a juventude transviada no hedonismo e nos vícios, tem sido a maior vítima de toda a desgraça, nos países ricos. A gravidez precoce e a AIDS são apenas duas das tenebrosas conseqüências da liberdade sexual da juventude moderna.

O desemprego alcança cifras astronômicas, o povo vive deprimido e inseguro e ninguém mais encontra a paz que procura, porque simplesmente ela só existe nos corações que têm uma genuína fé em Jesus Cristo. "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11:6) e quando Ele não se agrada do povo, deixa-o mergulhado na própria infelicidade, rumo à perdição total.

O Oriente é um barril de pólvora, pronto a explodir a qualquer momento, enquanto os países ricos do Ocidente já não gozam da segurança que imaginavam possuir, em razão de sua riqueza cultural e industrial.

Vejam como a Inglaterra está ficando perigosa para se viver, conforme notícia hoje colhida no link Terra Notícias:

28.03.2007 - Os britânicos estão comprando coletes à prova de facadas para proteger seus filhos após onda de assassinatos de adolescentes com armas brancas na Grã-Bretanha. Segundo o jornal Daily Mail, a companhia VestGuard UK, que produz coletes à prova de balas e de facadas para funcionários de governos de todo o mundo, recebeu mais de cem pedidos de pais que querem proteger seus filhos após o aumento de ataques de gangues em Londres.

De acordo com a agência ANSA, os coletes em tamanhos pequenos custam de US$ 400 a US$ 800 cada. A procura pelas peças começou como uma resposta aos ataques sofridos pelos adolescentes Adam Regis e Kodjo Yenga, ambos assassinados em Londres nas últimas semanas após serem esfaqueados na rua.

Os pais estão preocupados com o que está acontecendo nas ruas, com o nível de violência", declarou Shaun Ward, diretor de vendas da VestGuard UK ao Daily Mail. "Por isso, começamos a produzir coletes à prova de balas e contra ataques com faca de tamanho muito pequenos, que chegam a pesar a pesar apenas 800 gramas. Os menores são na maioria meninos, mas também houve várias meninas", acrescentou.

Graves distúrbios têm acontecido também na França. "O salário do pecado é a morte (Romanos 6:23) e o maior pecado que existe é a descrença no Criador do universo, Jesus Cristo, o Filho unigênito de Deus, que veio ao mundo para salvar os pecadores, porém não foi reconhecido pelos judeus nem pelos gentios... A "operação do erro" está se tornando cada dia mais visível e, brevemente, o mundo vai sentir o peso da mão de Deus, nos quatro cantos da Terra.

País que descarta o Rei dos reis e Senhor dos senhores é um país entregue à violência e ao futuro domínio do Anticristo, que está mais próximo de aparecer do que a maioria possa imaginar.

Mary Schultze - 28/03/2007.

Ser igreja hoje

Ser igreja hoje

Muitos cristãos estão desorientados em relação ao compromisso para com a igreja local por não saberem fazer a distinção entre o ser igreja e o estar igrejado.

Ser igreja implica em compromisso efetivo na vivência do cristianismo. Estar igrejado é escudar-se no nominalismo e regalar-se na relativização ética peculiar àqueles que não têm intimidade com Jesus, insistindo numa ortodoxia ultrapassada, em um tradicionalismo estéril ou em uma expressão cúltica anacrônica.

A luz do texto de Atos 11.19-26 depreendemos que ser igreja hoje implica em estarmos intimamente identificados com Jesus Cristo na ideologia eclesiológica, bem como no labor eclesiástico, tendo como propósito prioritário a proclamação do evangelho.

Neste texto, nos versos 19 a 21, percebemos uma mudança radical no referencial histórico-sociológico da igreja, quando constatamos o abandono da perspectiva hierosolimita, adotando-se, a partir daí, uma cosmovisão antioquiana no que concerne a eclesiologia e a missão evangelizadora.

A igreja de Jerusalém era o grande ícone do conservadorismo, da conjugação das tradições judaico-cristãs e de uma estrutura organizacional personalista e piramidal. O modelo de Antioquia se mostra um verdadeiro desafio à contextualização eclesiológica, à contemporaneidade cúltica e à visão missionária horizonal. O padrão antioquiano é uma desafiadora propositura, indicando também a adoção de uma estrutura organizacional flexibilizada e horizontal, Atos 13.1-4, e de uma ação evangelizadora liberta do pernicioso separatismo judeu.

Nos versos 22 a 24, identificamos os sinaléticos da vida cristã que devem ser referenciais da igreja que pretende ser relevante para os dias de hoje, pois quando nos arvoramos na proclamação do evangelho as pessoas para quem pregamos devem visualizar em nós, e a partir de nossas vidas, a graça de Deus. As pessoas devem notar a ação prática efetiva da misericórdia divina e da salvação que proclamamos, sem o que não nos crerão. O mundo precisa ver e sentir Deus agindo através da igreja e não apenas ouvir sobre o que Deus pode realizar.

A informação do verso 23 é a confirmação do que lemos no verso 21 sobre a mão do Senhor agindo efetivamente em Antioquia. Infelizmente isso tem faltado na igreja pós-moderna. Vemos a mão de ferro do tradicionalismo e do denominacionalismo autofágico. Vemos as mãos gananciosas dos pseudo-apóstolos, dos bispos ou dos missionários, ou então vemos as mãos afoitas dos cristãos incautos, ávidos por aplaudir, por tomar posse da bênção ou ávidos por uma unção que os faça cair em êxtase ou em desmedida catarse travestida de batismo espiritual. Membros que mais se comportam como associados corporativistas do que como cristãos verdadeiros.

Ainda no verso 23, devemos observar a mensagem de Barnabé que era uma severa exortação, a partir do chamamento a um compromisso sério com o Senhor Jesus. Exortar é corrigir. É incitar corações para a retidão. A exortação, no texto, era um desafio à santidade, pois perseverar no Senhor com firmeza de coração é lutar intensamente por uma postura e por uma conduta retilínea como cristão em meio a perversidade reinante em nossa geração.

Ser igreja hoje é sublimar na ética cristã para que estejamos intimamente identificados com Cristo, como verificamos nos versos 25 e 26, que falam do trabalho intenso, durante um ano inteiro, na busca de se instruir a igreja para que se estabelecesse com propriedades a identidade cristológica necessária.

A identificação com Cristo sempre impõe a instrução bíblica e sempre há de promover a continuidade histórica da igreja, visto que ser chamado de cristãos como o foram os irmãos pela primeira vez em Antioquia, deveria ser sempre um fato inusitado na história da igreja.

A designação cristãos, christianus no grego, indica que aqueles irmãos estavam afinados ideologicamente com Jesus e que estavam assemelhados ao Senhor no comportamento ético. O sufixo ianus significa "partidário de", indicando que os crentes estavam tão afinados com os ideais de Cristo que foram identificados como partidários de Cristo, como seguidores incondicionais de seus postulados socioculturais, religiosos e, principalmente, espirituais.

A identificação com cristo depende do ministério didático da igreja e da nossa disposição resignada em moldarmos nossas vidas, nossos pensamentos, nossas atitudes e nossos postulados aos ideais de Cristo Jesus. Atualmente, vemos muita gente identificada com o denominacionalismo e com teologismos tais como prosperidade, G12, quebra de maldições, confissão positiva e novo nascimento, mas não vemos interesse efetivo em se estar intimamente e incondicionalmente identificado com Cristo. Muitos nas igrejas querem se tornar verdadeiros sósias do seu apóstolo, do seu bispo, do pastor ou do missionário, imitando a maneira de falar, os gestos e as vestimentas, prescindindo da estatura do varão perfeito, Cristo, que deve ser o único nosso ideal de vida cristã, conforme Efésios 4.11-16.

Ser igreja hoje é nosso desafio. Não é fácil. Talvez tenhamos que renunciar os nossos referenciais históricos e denominacionais para conseguirmos. Por certo, temos que ressaltar os sinaléticos do Reino de Deus em nossas vidas e em nossas igrejas. Mas nada disso é tão significativo e terá eficácia se não estivermos intimamente identificados com Cristo. Se não formos cristãos autênticos jamais seremos igreja.

Que o Deus nos ajude a sermos cristãos verdadeiros e transbordantes no idealismo de implantação dos ideais do seu Reino em meio a esta sociedade que se pauta por um ideário perverso, corrompido e promotor de uma iconografia escravista, a fim de que o evangelho de Cristo seja proclamado por uma igreja relevante, contextualizada e verdadeiramente cristã.

Pr. Fernando Fernandes (Pastor da 1ª Igreja Batista em Penápolis / SP e Prof. no Seminário Teológico Batista de São Paulo.

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Confissão positiva: Um bom negócio para os pregadores

Confissão positiva: Um bom negócio para os pregadores

Muito se tem falado sobre a teologia da prosperidade e a tal confissão positiva. Chega a dar nos nervos e derrubar por terra um dos frutos do Espírito, a longanimidade. É muita aberração! Pastores renomados, até então tidos como sérios se entregam às inovações teológicas de corpo e alma.

A confissão positiva nos leva aos princípios esotéricos que norteiam todas as seitas holísticas. Baseados em textos bíblicos isolados, esses teólogos afirmam que há poder em nossas palavras pra tudo.

Tenho um amigo, um colega jornalista, que vive dizendo que vai ganhar o prêmio acumulado da mega-sena. Faz tempo que vem jogando, mas nunca acertou nem um terninho sequer. Ele faz os jogos e depositam tanta confiança e profere tanto positivismo naquilo, que dá impressão que já ganhou outras vezes. Continua ralando na redação e cumprindo cada pauta monstruosa, é de dar dó.

Conheço um cristão fervoroso que há pelo menos vinte anos passa em frente uma casa modesta até, dizendo "esta casa será minha". Dia desses a casa foi demolida e o terreno vendido. E ai? Mais fé que esse amigo só mesmo Abraão. Ele não terá aquela casa mesmo tendo proferido palavras positivas.

Vejo que os pastores que pregam a confissão positiva estão bem. Moram em mansões, desfilam em carrões e só aceitam descer para o interior pregando a mágica das riquezas, caso a igreja banque a viagem aérea e o hotel cinco estrelas. Eles vivem bem mesmo, tendo de tudo, viajando para o exterior e esnobando suas posses no altar. É lamentável!

O segredo da riqueza desses pregadores não está na confissão positiva, e sim, em sua vendas positivas. Como vendem livros, apostilas e palestras. É uma loucura, aff! Mesmo num dia bem negativo esses pregadores vendem suas bugigangas pseudo-teológicas aos incautos que não lêem Bíblia e buscam a solução mágica como meio de sobreviver às dificuldades que o mundo lhes impõe. Isso também é triste. Faltam estudos bíblicos nas igrejas.

Os tais pregadores da confissão positiva saem pelo mundo anunciando a descoberta das Américas no campo das riquezas. Dizem que é fácil ser próspero, bastando para isso, proferir palavras positivas. Fosse assim, as igrejas estariam repletas de gente rica. Os pobres, em geral mais fiéis nos compromissos com a igreja, sustentam a pompa de muitos riquinhos metidos à besta; inclusive alguns pastores pregadores da confissão positiva.

Talvez você esteja questionando agora, o fato de até o momento nenhuma referência bíblica ter sido citada neste artigo. Não se trata de um ensaio teológico sobre prosperidade, e sim, de uma verdadeiro desabafo contra as aberrações teológicas que encontramos nos últimos tempos. Mas, caso queira dar uma olhadinha na Bíblia, com certeza, procurando você encontrará uma porção de textos que contrariam a pregação da confissão positiva.

Thiago, aliás, ao falar da língua com a qual os "positivistas" fazem suas confissões, não deixa nenhuma indicação de que isto seja uma realidade na vida do cristão. Ao contrário, Thiago mostra que a língua é uma arma perigosa. O mesmo Thiago, no capítulo 3, versículo 9, sem rodeios, dá um tremendo "chega pra lá" nas teorias positivistas que enriquecem o cristão.

Dia desses, assistindo ao programa Vejam Só, na Rit-TV (a TV do R.R. Soares) ouvi cada barbaridades que não dá para engolir mesmo. Um dos participantes chegou a afirmar que Jesus era muito rico. Outro afirmou que a mulher do fluxo de sangue foi curada simplesmente porquê fez a confissão positiva, afirmando: "se tão somente eu tocar em seus vestidos serei curada". Os dois pastores venderam uma informação equivocada. Pior; eles sabem que falaram besteiras.

Dizer que Jesus era rico, ou seja, bem sucedido economicamente, não parece nada bíblico. O próprio Jesus afirmou que não tinha onde reclinar sua cabeça. Ele entrou triunfante em Jerusalém sobre o lombo de um jumentinho que não era dele. Usou um local para a última ceia, também emprestado. Jesus, na verdade não tinha nem mesmo onde cair morto. Se José de Arimatéia não tivesse cedido seu túmulo, o corpo de nosso Jesus teria ficado exposto em algum lugar. Definitivamente, ser rico não significa ser abençoado, como também ser pobre não quer dizer que o cidadão está sob maldição. É preciso equilíbrio, só isso.

Afirmar que a mulher do fluxo de sangue foi curada mediante sua confissão positiva, indica que o pastor não leu o texto completo ou simplesmente despreza as palavras e o poder de Jesus. Nessa história, não temos nada de confissão positiva, mas temos a demonstração da soberania e da misericórdia de Jesus.

A mulher pensou que apenas tocando nas vestes de Jesus, seria curada. Negativo, pois se dependesse somente dela, com certeza o fluxo exagerado seria uma realidade todos os meses. Jesus disse a palavrinha "mágica" para aquela mulher: "Sê curada!". Neste momento ela recebeu a cura, pois Jesus determinou sua cura.

Por falar em "determinou sua cura", o verbo determinar é bastante usado pelos pregadores da confissão positiva. Eles dizem que devemos determinar a benção, tomar posse da benção, exigir a benção, trazer à realidade aquilo que queremos. Eles dizem. Mas, Jesus Cristo ensinou diferente, afirmando: "Pedi, pedi...".Em outro trecho, o mesmo Jesus diz, "Tudo o que pedirdes em Meu nome..." Com se vê, nesses dois textos, o verbo determinar não aparece. Só os pregadores da confissão positiva ensinam que devemos determinar. Neste caso, ao menos deveriam lembrar que quem determina, também responde pelas conseqüências daquilo que determinou.

Para encerrar este artigo, quase um tratado, gostaria de lembrar que as igrejas precisam voltar a pregar a mensagem simples e pura do evangelho, ou seja, Jesus salva, cura, batiza e voltará. Quem está em Cristo, nova criatura é, pois as coisas velhas se passaram e tudo se fez novo.

Se você é pobre e tem certeza de sua salvação, pronto, isto basta. Se você é rico e tem dúvidas sobre o amanhã, então cuidado!

Jornalista Jair Viana - CACP

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Um Bom Desabafo - À igreja neoevangélica brasileira

Um Bom Desabafo - À igreja neoevangélica brasileira

Como Cristão Evangélico no atual contexto brasileiro cheguei a conclusão de que me envergonha o fato de ser conhecido como "missionário" ou "evangélico" nesse país. Não é difícil ouvir piadas e chacotas do tipo: "Ah, você é missionário! Mais um que se aproveita para tirar o dinheiro dos trouxas!?", "evangélico, humm... então é mais um que ta ajudando a enriquecer pastor!?"

Há aqueles crentes que vêem esse tipo de comentário como "perseguição do inimigo". Mas, podem acreditar, com a atual prática daqueles que se dizem evangélicos no Brasil, o inimigo não está tendo muito trabalho. Ele deve mesmo é estar se divertindo com tanta bobagem e mediocridade. Uma vergonha para aquela que deveria ser a igreja do Senhor!

O que está acontecendo? Será a grande tolerância religiosa que existe em nosso país que coopera para o surgimento de tanta esculhambação? Se for isso, então oremos ao Senhor por uma perseguiçãozinha! Peneira Senhor!

Reafirmo o meu compromisso e a minha fé no Deus Pai, Criador de todas as coisas, no Filho Jesus Cristo, Senhor e salvador para todos aqueles que crêem e confessam o Seu nome e, no Espírito Santo, consolador, santificador e que convence do pecado. Tenho na Bíblia o documento base da revelação da vontade de Deus. Creio na salvação pela fé que é graça, repito, graça de Deus. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida para todos que nele crêem.

Assim, repudio toda e qualquer tagarelice crentesca que em nada lembra o amor e doação de Jesus Cristo em favor de uma humanidade em pecado. Repudio ser confundido com os mercenários da fé que usam técnicas enjoativas de marketing para manipular a ingenuidade e a ignorância de um povo sofrido. Repudio a forma como se manipula a Palavra de Deus para faze-la dizer aquilo que interessa a mesquinhez dos gananciosos de púlpito. Repudio a teologia da prosperidade que se revela eficaz, sim, mas somente aos seus proclamadores. Repudio a arrogância daqueles que por gritarem mais alto, fazerem mais barulho e possuírem líderes carismáticos do tipo apresentador de programa de auditório se acham mais espirituais do que a igreja da outra esquina. Repudio a prática que faz da igreja um negócio rentável que vê nas outras denominações apenas uma empresa concorrente. Repudio a mistura mística que se introduziu nos cultos e na vida do neoevangélico, fazendo-o dependente de objetos, símbolos e amuletos defendidos como bíblicos. Repudio o modismo gospel que vive de shows, camisetas e adesivos, enquanto apresenta uma espiritualidade rasa e sem ética. Repudio a prática de pastores que se dizem mais pertos de Deus e por isso mais preparados para conseguir aqueles favores de que o povo precisa. Repudio os que se auto-intitulam apóstolos, bispos e profetas portadores de uma nova revelação divina. Repudio as editoras e gravadoras ditas evangélicas que não possuem mais qualquer critério que não o lucro para publicar seus livros e vender CDs. Repudio a prática que transforma a igreja num mero shoping center de bênçãos a serem colhidas nas prateleiras espirituais. Repudio a ignorância teológica que nega a razão e vive de experiência em experiência...

Haveria ainda muita coisa a repudiar. Mas creio que me fiz entendido. Se for isso que vemos hoje o que chamam de evangélico; se é esse o testemunho dado por missionários e pastores brasileiros, então não faço a mínima questão de ser reconhecido como tal. Alguns vão me chamar de radical, outros de preconceituoso ou intolerante. Ora, se as palavras "evangélico", "crente", "pastor" e "missionário", que deveriam sugerir exemplo de integridade e caráter causam vergonha, talvez outras palavras, antes de conotação negativa, possam retratar aquilo que muitos estão se tornando hoje... Afinal, qual é a alternativa?

A igreja que busca compromisso com o evangelho de Jesus Cristo carece urgentemente de ousadia para algo nada novo: Pregar a Palavra de Deus. E isso sem medo de ouvir o que o próprio Cristo já ouviu após se apresentar como o pão da vida: "Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" (Jo 6:60). E se daquela hora em diante muitos dos seus discípulos voltarem atrás e deixarem de segui-lo (Jo 6:66) querido pastor e missionário, não se preocupe, talvez estivessem interessados somente no pão. Ou, realmente seguiam somente a você e não a pessoa de Cristo que você nunca apresentou antes. Porém, mesmo Cristo foi abandonado e não apelou por isso...

Rodomar R. Ramlow

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sexta-feira, 16 de março de 2007

A Geração Burra e sua "adoração ESTRAGAvante"

A Geração Burra e sua "adoração ESTRAGAvante"

Num país muito, muito distante e há muito, muito tempo atrás, houve uma geração de jovens que amava muito seu rei. Ele era um bom rei, talvez o melhor de todos os tempos, e eles eram uma geração muita boa que tinha muito potencial. O rei tinha muitos planos para esta geração e pediu que eles fizessem algumas coisas. No início, todos da geração estavam empolgados e fizeram tudo que o rei pediu, mas depois de um tempo eles cansaram de fazer o que o rei pediu porque não viram muitos resultados e descobriram outras coisas que eles acharam melhores que podiam ser feitas em nome do rei. Ao invés de trabalhar ou ir para a escola, eles dançaram e fizeram cânticos. O tema sempre era o mesmo; tudo era sobre o rei. Como eles amavam seu rei. Não tinha cânticos suficientes para cantar sobre seu rei.

Um dia o rei estava passeando no seu reino e, para onde ele olhava, via pessoas dançando e cantando sobre ele. O rei achou legal no início, até ver a bagunça que seu reino tinha se tornado. Nada estava no lugar certo e nada estava sendo feito do jeito que ele tinha pedido. E quando ele desceu do seu cavalo, ao invés de se prostrarem diante dele e beijar seu anel, as pessoas começaram a puxar suas mãos pedindo que ele dançasse com eles. Ele puxou suas mãos de volta e, irritado, foi à direção do seu castelo com uma promessa, que nunca ia voltar para aquele povo que não fez o que ele pediu e não tratava ele como rei, mas como uma pessoa qualquer. E, além disso, ele ia mandar uns dos seus soldados para ensinar a eles o que é reverência e obediência. Mas o povo não sabia nada disso, pois quando o rei saiu, eles não entenderam por que ele não ficou. Será que ele não gostou dos seus cânticos? Será que ele não gosta de dançar?

E bem aí nós nos achamos hoje em dia na igreja. Uma igreja "apaixonada" pelo Rei, mas que não faz nada do que ele pede. "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado".Uma igreja que vive na prática do pecado e não ver perigo lá, "Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade", mas não param de cantar. Uma igreja que é mais amiga do mundo hoje do que ontem. "Gente infiel! Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus? Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus". "Mas, nós temos nossa adoração intima e isso resolve tudo". Meu amigo, Deus não está interessado em nossa adoração enquanto nós não obedecemos a Sua palavra. Deus não está interessado em nossos cânticos de paixão por Ele enquanto vivemos transando como os nossos amantes desse mundo.

Infelizmente, há um tempo atrás, um mover, que eu creio que era de Deus no início, perdeu todo seu foco. O que era pra ser uma real adoração extravagante se tornou em algo bem banal. O que era um mover que podia ter transformado uma geração acabou se tornando mais um entretenimento para ela. Pode ter sido toda a fama que acompanharam as suas estrelas, pode ter sido todo o dinheiro que começou a ser gerado ao seu redor, ou pode ter sido um povo preguiçoso que preferiu ligar suas televisões ao invés de ler a Bíblia; não sei mesmo. Mas uma coisa que é meio óbvio é que esse mover acabou gerando fruto podre. O que começou com a intenção de levar o povo a ter mais intimidade com seu Rei acabou os distanciando, porque Deus não agüentou tantas mentiras sendo cantados em Sua direção e, no fim, acabou estragando totalmente o seu potencial. Ao invés de dar seu dinheiro a missionários, eles compraram CD's. E aqueles que venderam os CD's compraram casas maiores e carros mais caros. Ao invés de fazer o que o Rei pediu, eles procuravam conferências. Eles se viciaram no sentimento emocional que foi gerado no local e, por falta de poder reproduzir as mesmas emoções em casa, ainda com o CD que custou R$ 15,00, eles procuravam a próxima conferência para poder receber mais uma dose. Ao invés de dar ouvidos aos seus profetas, eles cantaram mais alto ainda. E, assim, uma geração com muito potencial foi levada a ser uma geração burra.

É exatamente como aconteceu na história de Pinóquio. Um dia Pinóquio matou aula com uns dos seus amigos e eles foram até "A Ilha do Prazer"; um lugar onde meninos vão porque querem, com a promessa de diversão e aventura, mas nunca porque são obrigados. É um lugar onde todos os meninos podem fazer o que querem: fumar, beber, brigar, todas as coisas que meninos não devem fazer. Só que chega um ponto na história em que todos os meninos malvados se transformam em burros para nunca mais ser meninos e somente animais de trabalho.

Eu esperei um bom tempo para abordar esse assunto no site. Não sei se foi Deus ou meu medo da reação da galera, mas uma coisa eu sei, não dá para continuar fingindo que tudo está legal em Narnia. Meu amigo, a bruxa está nos distraindo com "manjar turco" e nós achamos que é uma delícia aprovada pelo Rei. Se essa adoração extravagante, como os seus seguidores a chamam, é algo real e não simplesmente uma ilusão, uma viagem de emoções, me explique como alguém gasta literalmente horas na presença de Deus e depois sai do mesmo jeito que entrou? Será que não deveria ter algo diferente sobre as pessoas ou em suas vidas? Será que não eram pra eles se tornarem mais santos? Incrível como as pessoas acham que isso é algo transformador sem nada ser transformado. Eles choram por causa dos seus pecados, mas na param de pecar, me lembrando de um cara chamado Esaú.

Hebreus 12:16-17; E tomem cuidado também para que ninguém se torne imoral ou perca o respeito pelas coisas sagradas, como Esaú, que, por causa de um prato de comida, vendeu os seus direitos de filho mais velho. Como vocês sabem, depois ele quis receber a bênção do seu pai. Mas foi rejeitado porque não encontrou um modo de mudar o que havia feito, embora procurasse fazer isso até mesmo com lágrimas.

Existe arrependimento que muda vidas e existe remorso que não muda nada; só choram porque o resultado é ruim.

II Coríntios 7:10; Pois a tristeza que é usada por Deus produz o arrependimento que leva à salvação; e nisso não há motivo para alguém ficar triste. Mas as tristezas deste mundo produzem a morte.

Não tem como passar tempo na presença de Deus sem uma mudança notável. Quando Jacó saiu da presença de Deus, ele saiu mancando; quando Moisés desceu do monte depois de dias na presença de Deus, seu rosto saiu brilhando. Eles foram marcados. Não tem como gastar tempo na presença de Deus sem mudança de vida, caráter e personalidade. É impossível! E isso nos levar a questionar se é realmente tempo na presença de Deus ou muita emoção; pois não tenho dúvida sobre a emoção ligada nisso, sobre as lágrimas derramadas nos seus travesseiros, ou sobre o catarro no chão. Mas ainda assim uma pergunta fica ecoando no ar: "Como é que pessoas gastam horas com Deus e não se tornam mais como Ele? Como é que pessoas gastam dias 'adorando' Ele e não fazem o que Ele pede? Como eles podem continuar nos seus pecados declarando seu amor por Ele?" É um mistério (ou não). Há muitas pessoas se declarando filhos do Rei e amantes Dele só que vivem fazendo tudo o que Ele não aprova. Deus chamou essa geração para marcar o mundo, mas a verdade é que ela tem sido muito mais influenciada do que ela tem influenciado. Vivem curtindo os mesmos pecados do mundo: fofoca, mentira, masturbação, pornografia, namoro, sexo e lá vai a lista com todos os adjetivos que descrevem uma igreja desviada e enganada. Quem enganou a igreja a tal ponto de pensar que os cânticos eram mais importantes do que os mandamentos, obediência e santidade? Amor não é um cântico. Amor é obediência.

João 14:21; A pessoa que aceita e obedece aos meus mandamentos prova que me ama. E a pessoa que me ama será amada pelo meu Pai, e eu também a amarei e lhe mostrarei quem sou.

I João 5:3; Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos.

Amor e obediência são inseparáveis.

Os sujeitos do reino de Deus trocaram suas Bíblias anos atrás por CD's e DVD's, e assim se tornaram preguiçosos e burros, um povo que não sabe mais o que Deus espera deles. Eles foram enganados pelos cânticos que falaram que Deus os ama do jeito que eles são, e por isso não tem necessidade de uma mudança real. "Se Ele me ama assim, por que mudar?" Eles foram enganados por um mover que fez Deus igual a gente, um homem; um homem do qual nós podemos nos aproximar quando e como queremos. Não existe mais temor de Deus nas igrejas porque ninguém mais acredita em julgamento ou no inferno. E, se acreditam, duvidam da possibilidade de ser um dos seus residentes mais tarde. E, pior ainda, as pessoas têm trocado as doutrinas da Bíblia por letras de cânticos, Cântico dos Cânticos para ser mais exato. Cântico dos Cânticos, um livro poético que Salomão escreveu para umas das suas 700 esposas, tem se tornado um livro doutrinário, uma declaração da nossa fé e paixão. E dentro dessa bagunça, nós temos perdido o respeito e reverência que é devido a Deus e trocamo-los por desejos estranhos. Nós temos trocado as imagens de pessoas prostradas com medo de morrer porque Ele apareceu por pessoas hoje querendo dançar com Ele, beijar sua boca e se deitar com Ele. Misericórdia! Isso tudo se tornou muito nojento.

Vou ser bem sincero; talvez você vai me achar menos espiritual ou não sei o quê, mas eu não tenho nenhum desejo de dançar com Jesus, beijar Ele na boca ou se deitar com Ele. Perdoe-me, mas eu acho tudo isso muito estranho, um fogo estranho sendo oferecida diante do altar. Deus me fez homem. Meu relacionamento e como eu reajo com Ele está baseado nesse fato. Sim, a Bíblia nos chama de Noiva de Cristo, mas isso está se referindo à igreja em si, não em cada um de nós. Nós não somos todas noivas ou namoradinhas de Jesus. É uma expressão figurativa. Deus não está pedindo que eu assuma o papel de uma moça, independente do que vemos na igreja hoje em dia. E, sim, eu amo Ele e eu quero vê-Lo, mas se Ele aparecesse, eu não acho que iria fingir ser uma bailarina; nem quero! Acho que a cena seria algo mais parecido como eu beijando o chão pedindo perdão e misericórdia Dele. De onde nós tiramos essas idéias banais de quem Deus é e como Ele quer ser tratado? Ele é o Rei do universo. E ainda sendo os seus filhos, nós sempre temos que lembrar disso e tratar Ele de acordo com o que Ele é. E boa sorte achando que você, cheio de pecado, vai estar todo bobo e babando se Ele aparecesse. Como é que nós até achamos que Ele vai vir para curtir conosco?

Isaías 59:2-3; Pois são os pecados de vocês que os separam do seu Deus, são as suas maldades que fazem com que ele se esconda de vocês e não atenda as suas orações. Vocês têm as mãos manchadas de sangue e os dedos sujos de crimes; vocês só sabem contar mentiras, e os seus lábios estão sempre dizendo coisas que não prestam.

Salmo 24:3-5; Quem subirá ao monte do SENHOR? Quem há de permanecer no seu santo lugar? O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do SENHOR a bênção e a justiça do Deus da sua salvação.

E agora chegou a nova onda, tudo devido à burrice de uma geração que não conhece as Escrituras. Dentes de ouro, poeira de ouro e óleo nas mãos é tudo legal, mas onde nós achamos essas coisas na Bíblia se não numa advertência?

Mateus 24:10-11; Nessa época muitos vão abandonar a sua fé e vão trair e odiar uns aos outros. Então muitos falsos profetas aparecerão e enganarão muita gente.

Mateus 24:24; Porque aparecerão falsos profetas e falsos messias, que farão milagres e maravilhas para enganar, se possível, até o povo escolhido de Deus.

II Tessalonicenses 2:9; O Perverso chegará com o poder de Satanás e fará todo tipo de falsos milagres e maravilhas.

Só porque algo acontece na igreja não quer dizer que é de Deus ou feito por um homem de Deus. Pode ser algo totalmente satânico. Eu não estou dizendo que este é o caso, mas antes de eu gritar o meu "amém" eu quero saber de onde nós tiramos uma base para isso. E para o que serve esses dentes de ouro? Li um cara no outro dia que falou, "Interessante como Deus dá dentes de ouro, mas não faz nada com a língua podre da pessoa bem ao lado". Realmente nós temos que nos perguntar: para o que serve essas coisas se nós não acabamos sendo mais parecidos com Ele? O real é que essas coisas não têm valor nenhum além de levantar o estado emocional de um povo confuso e com medo de ir para inferno devido a tantos pecados rolando em suas vidas.

O povo de Deus parou de adorar a Ele e pediu um rei, um cantor. Agora o povo está adorando esses reis e os seus cânticos ao invés de adorar o Rei. O que era um mover para trazer o foco sobre a pessoa de Jesus, acabou se tornando algo que compete com Ele no palco. Todo mundo está olhando para as estrelas e admirando suas luzes e não percebendo a luz do sol. Deus não vai dividir a glória Dele com ninguém, nem com um mover que usa Seu nome. O triste é que, algo que começou tão bem, acabou sendo banalizado e levou uma geração com ele; uma geração que nem sabe onde está o norte; uma geração que está perdida bem dentro da igreja porque os seus profetas, ao invés de confrontar pecado e avisar sobre a realidade do inferno, ficaram cantando cânticos para um Rei que nem está escutando.

Lucas 18:8; Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

Efésios 5:25-27; Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela. Ele fez isso para dedicar a Igreja a Deus, lavando-a com água e purificando-a com a sua palavra. E fez isso para também poder trazer para perto de si a Igreja em toda a sua beleza, pura e perfeita, sem manchas, ou rugas, ou qualquer outro defeito.

Jesus está voltando. Se Ele vai achar fé ou uma noiva pura, eu não sei. Mas no mínimo Ele vai achar uns cânticos bem lindos feitos para Ele de uma geração perdida. Meus amigos, ainda há tempo de mudar o retrato. Não desista e não aceite tudo o que está sendo colocado em seu prato. Cocô pintado de branco ainda é cocô, e nunca será chocolate branco, independente do que a multidão afirma.

João 4:23; Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.

Deus te abençoe!

Jeff

www.pilb.t5.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2007

Heresias Neopentecostais / Quatro episódios e muitas inquietações

Heresias Neopentecostais

Pastores e demais líderes evangélicos começam a demonstrar preocupação diante das extravagâncias que estão surgindo nos púlpitos brasileiros. A cada dia que passa surgem novas práticas anti e extrabíblicas. Não uso, como alguns, o eufemismo de classificar esses descaminhos de "modismos". Coloco-os no rol das heresias.

As críticas que antes corriam apenas à boca pequena, agora tomam corpo e são divulgadas em sites de expressão. A Igreja Evangélica já não pode calar diante de tamanha irracionalidade. Não desejamos ser julgados pelo pecado de omissão. O povo brasileiro precisa saber que tais tolices, como a seguir exemplificamos, estão à margem do Evangelho que nos foi ensinado por Jesus. Na verdade, se trata de um outro evangelho.

Em detrimento da Palavra, multiplicam-se os púlpitos festivos. Luzes, coreografias, encenações inusitadas, objetos ungidos e mágicos, entrevistas com demônios, amuletos, e outras mercadorias, tudo é válido no desvario em que se envolvem pregadores e ouvintes.

A impressão que se tem é que o evangelho, da forma que foi anunciado pelos apóstolos nos primeiros tempos, já não serve para os dias atuais. Falar de pecado, arrependimento, perdão e santidade se tornou antiquado, obsoleto, repreensível. É preciso entreter os ouvintes, apresentar uma nova atração a cada semana, tudo semelhante ao que vemos na sociedade consumista. Mas o que é preciso mesmo, e com urgência, é botarmos a boca no trombone e denunciar o que estão fazendo com o evangelho.

Ovelhas há que já perderam a noção do que é ser cristão. Não sabem sequer por que Jesus morreu.

Têm o dízimo como meio de obter bênçãos espirituais e materiais. Não conhecem o evangelho da renúncia, da resignação, do sofrimento, do carregar a cruz, do contentar-se com o pouco. Certa vez conversando com um jovem neopentecostal, ele disse: "Se sirvo a Jesus, quero ser rico, ter uma boa casa e carro importado". Os anos se passaram e nada disso aconteceu. Ele e seus pais pararam de ofertar e estão com a fé em declínio. É o que está acontecendo: gazofilácios cheios, pessoas vazias. O pai desse jovem me revelou que entrou nessa porque acreditou nas entrevistas que falam de riqueza fácil. Agora ele percebe que os que estão mais pobres não são convidados a falar de sua pobreza.

São de arrepiar os relatos que se encontram no texto de autoria do pastor Ricardo Gondim (logo abaixo, no final deste artigo). É difícil de acreditar que um grupo de cristãos, liderados por um pastor, alugue um helicóptero e, com dezenas de litros de óleo, passe a ungir a cidade do Rio de Janeiro, derramando uma caneca de óleo aqui, outra ali. Fico a meditar como o líder conseguiu envolver irmãos de boa fé nesse projeto inusitado. O óleo da "unção" deve ter caído em lugares pouco recomendáveis para o mister, tais como animais mortos, fezes e valas fétidas.

Mais incrível é o uso de urina para demarcar território. Essa você não vai acreditar. Está no referido endereço. Em Curitiba, um grupo de irmãos, liderado pelo pastor da igreja, entendeu que deveria demarcar seu território com urina, como fazem os leões e lobos. Após beberem muita água para encher bem a bexiga, seguiram para pontos estratégicos da cidade e passaram a URINAR. Quando li a notícia, pensei que a palavra estivesse errada. Talvez fosse REUNIR. Mas era urinar mesmo. Foram horas e horas urinando. O comboio de veículos parava em pontos preestabelecidos, e, ali, a um sinal, um deles aliviava a bexiga. Ora, esse tipo de lógica poderá levar irmãos a situações mais degradantes ainda. Degradantes, patéticas e irracionais. Algum irmão desse grupo poderá descobrir que determinada espécie animal demarca seu território com suas próprias fezes. Certamente não atentaram para o contido no Art. 233 do Código Penal que trata da prática de "ato obsceno em lugar público", e estipula a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa. A jurisprudência indica que a micção em lugar público configura o crime previsto no referido Artigo, ainda que não haja intenção de vulnerar o pudor público.

Pelas perguntas e respostas a seguir é possível comparar o evangelho de ontem com o de hoje. Após ouvirem a pregação de Pedro, muitos, compungidos, perguntaram: "Que faremos?" Pedro respondeu: "Arrependei-vos", e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo" (At 2.37-38). A resposta, hoje, seria: "Participe das campanhas, faça o sacrifício do dar tudo, e seja próspero". Atendendo à curiosidade de Nicodemos, Jesus disse: "Quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Jo 3.3). A resposta no outro evangelho: "Seja dizimista fiel". Se alguém perguntasse a Tiago o que deveria fazer para livrar-se dos encostos, ele prontamente diria: "Sujeitai-vos a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). A resposta do evangelho festivo seria: "Use sal grosso, sabonete de descarrego, vassouras, fitas, colares, cajados, pedras, e seja dizimista fiel". Se o pecado do rei Davi - adultério e co-autoria num homicídio - fosse nos dias de hoje, a culpa seria do encosto que estaria nele. Uma série de exorcismos, cinqüenta quilos de sal grosso, uma dúzia de sabonetes seriam necessários para pôr o encosto em retirada. Às indagações sobre como ter o necessário à vida, Jesus respondeu: "Não pergunteis que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Lc 12.29,31). A resposta no evangelho da prosperidade: "Toque no lençol mágico".

O Apóstolo Paulo confessa que "orou três vezes ao Senhor" para que o livrasse de um espinho na carne. Mas o Senhor, em vez de atendê-lo, respondeu: "A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Reconhecendo a vontade soberana de Deus, Paulo se conforma e continua com seu espinho. E declara: "Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas", pelo que "sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Pois quando estou fraco, então é que sou forte" (2 Co 12.7-10). A orientação para esses casos, nos púlpitos festivos, é a seguinte: "Exija de Deus seus direitos". Sofredores como o Apóstolo, o servo Jó e muitos outros desconheciam esse caminho "legal" para exigir direitos assegurados.

Pedir, do grego aiteõ, sugere a atitude de um suplicante que se encontra em posição inferior àquele a quem pede. É esse o verbo usado em João 14.13 - "E tudo quanto pedirdes em meu nome..." - e 14.14 - "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei". "Pedir", do grego erõtaõ, indica com mais freqüência que o suplicante está em pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem ele pede, como, por exemplo, um rei fazendo pedido a outro rei. "Sob este aspecto, é significativo destacar que o Senhor Jesus NUNCA usou o verbo aiteõ na questão de fazer um pedido ao Pai", por ter dignidade igual Àquele a quem pedia. (Jo 14.16; 17.9,15,20 - Fonte: Dic. VINE). Por essas e outras, há muita gente confundindo alhos com bugalhos.

Repassa-se a idéia de que crente não deve chorar nem passar por qualquer tipo de sofrimento. Crente deve ser próspero. A verdade, por muitos desconhecida, é que a fidelidade a Deus não nos garante uma vida livre de dores, aflições e sofrimento. Dizer que aos crentes e fiéis dizimistas está garantia uma vida de flores, sem lágrimas, sem luta espiritual, sem aperto financeiro, é conversa para boi dormir. Jesus disse que seus seguidores deveriam carregar sua própria cruz, caminhar por um caminho apertado e passar por uma porta estreita "No mundo tereis aflições; na verdade todos os que desejam viver piamente em Cristo padecerão perseguições" (Jo 16.33; 2 Tm 3.12). Era da vontade de Deus que Paulo pregasse o evangelho em Roma. Apesar de sua fidelidade a Deus, os caminhos lhe foram difíceis. Enfrentou provações várias, naufrágio, tempestade, prisões.

Não podemos fazer ouvidos moucos à zombaria e piadas em torno desse "outro evangelho". As pessoas tendem a nivelar todas as Igrejas Evangélicas pelo que vê na televisão, ou pelo que vê num ou outro culto. Eu pensaria da mesma forma se não fosse evangélico. É preciso esclarecer a opinião pública sobre o que diz a Bíblia a respeito de cada nova idéia extravagante. Que se façam ouvir as vozes e o protesto dos líderes que defendem a pregação de um evangelho livre de heresias e irracionalidade.

Sem conhecer a verdade bíblica se torna difícil detectar as heresias. Ouça este conselho: não coma pela mão dos outros, mas examine você mesmo se o que o seu pastor prega está de acordo com a Palavra. Se você não estiver devidamente preparado para esse exame, consulte outros irmãos.

Pr. Airton Evangelista da Costa - www.palavradaverdade.com

 

Quatro episódios e muitas inquietações

Primeiro episódio

A pastora Miriam Silva prometera algumas surpresas para o próximo culto. Na data marcada uma pequena multidão superlotou o seu auditório em São Paulo. Disputavam lugares até nos corredores. O ar pastoso do calor não inibia a euforia que passava de pessoa para pessoa. Ondas de uma eletricidade emocional causavam arrepios em todos. Cantaram-se alguns hinos; todos convocando os crentes para uma batalha. De repente, as portas que ladeiam a plataforma do templo se abriram e a pastora Miriam entrou. Vinha acompanhada por alguns dos seus oficiais. Apareceu trajando um uniforme militar com camuflagem e carregando uma baioneta pendurada no cinto. Marchou até o centro, sempre rodeada de seus oficiais. Todos igualmente fantasiados. A voltagem subia a cada hino que se cantava. De repente abriu-se mais uma porta e seis homens surgiram carregando um caixão de defuntos nos ombros. Os gazofilácios serviram de apoio para repousarem a urna funerária diante do povo. Agora o frenesi emocional misturava-se à perplexidade. Tudo se mostrava inusitado demais. A pastora Miriam sacou a baioneta e com ela em punho começou a pregar o seu sermão. Culpava a cultura romana pelos percalços da nação brasileira. Afirmou que somos pobres, vivemos no meio da violência e estacionamos em nosso desenvolvimento devido ao "espírito de Roma". "Esse espírito", continuou com a voz afetada, "nos ensinou a guardar o domingo e batizar crianças. Temos que matar e esfaquear esse espírito, ele não provém de Deus". Depois de mais de meia hora condenando o "espírito de Roma", convocou a todos no auditório a verificarem se suas próprias vidas também não estariam contaminadas com o tal espírito. Abriram o caixão e as pessoas trouxeram um papel escrito, indicando de que maneira estavam maculados por Roma. Quando se aproximavam do caixão, enxergavam-se num espelho estrategicamente colocado no lugar onde repousaria a cabeça do morto. Depois que todos depositaram seus pedaços de papel naquele móvel sinistro, repuseram a sua tampa e esperaram o próximo movimento da pastora. Ela desceu com a baioneta em posição de ataque e logo começou a esfaquear o caixão com força. Lancetava com tanto furor que lascas de madeira voavam pelo espaço. Ao terminar com a sua coreografia, deixou claro para o seu auditório que aquilo não fora apenas uma encenação. Eles haviam presenciado um "ato profético". Prometeu que depois daquele evento, Deus reverteria a sorte do Brasil.

Segundo Episódio

Minha secretária anunciou que o Alexandre Souza já chegara. Pedi então que ele entrasse em meu escritório, pois queria um aconselhamento pastoral. Aproximou-se cabisbaixo e me encarou apenas de soslaio, embora apertasse minha mão com firmeza. Notei logo sua timidez. Calculei sua idade por volta dos 28 anos. Os cabelos bem aparados e penteados para a esquerda chamavam a atenção pela negritude. Pedi que Alexandre se sentasse. Iniciei nosso diálogo procurando deixá-lo mais à vontade. Ofereci um copo d'água, que aceitou sem esboçar nenhuma emoção. Achei-o muito quieto. Pensei na dificuldade daquele aconselhamento. Imaginei que gastaria a maior parte do tempo perguntando e ouvindo meras respostas monossilábicas. Ledo engano.

Logo que bebeu o primeiro gole, Alexandre me encarou e perdeu toda timidez. – Pastor, começou sem gaguejar, faço parte da igreja 'X' aqui em Fortaleza. Há dois anos estou endemoninhado. – Vim aqui porque preciso de libertação, emendou. Mostrei-me surpreso: - Endemoninhado? Você está em pleno controle de suas faculdades mentais, emocionalmente equilibrado e com um semblante tranqüilo. O que lhe leva a crer que está endemoninhado?

Sua resposta me deixou ainda mais perplexo. – Todas as sextas-feiras eu vou ao culto de quebra de maldições em minha igreja e faz dois anos que eu caio tomado por demônios em todos os cultos. Pela voz não parecia indignado, apenas cansado. – O bispo põe a mão sobre minha cabeça e eu fico agoniado, tenho vontade de tirar a mão dele de cima de mim. É nesse exato momento que acontece... – O quê? Interrompi. – Fico nervoso, com uma aflição muito grande. Quero tirar a mão do bispo de cima de mim. Acabo caindo no chão. Lá me dizem que essa aflição é demoníaca.

Questionei-lhe porque o bispo não conseguia libertá-lo totalmente, já que sua possessão se manifestava semanalmente há dois anos. Explicaram-lhe que esse tipo de demônio é muito esperto. Quando o expulsavam da mente, corria para o espírito. Do espírito se escondia na vontade e da vontade pulava para a alma. Desta forma, continuava cativo mesmo já batizado e mesmo havendo terminado o seu curso sobre plenitude do Espírito Santo. Mostrei-lhe que não era possesso, apenas um inocente útil. Um joguete nas mãos dos líderes que precisavam de pessoas sugestionáveis para valorizar os cultos de libertação da sexta-feira.

Terceiro Episódio

Roberto Pires pastoreia uma igreja no Rio de Janeiro. Certo dia, resolveu agir, indignado com a violência da cidade. Precisava fazer alguma coisa para reverter a incompetência crônica da polícia. Não cogitou ações políticas, nem imaginou um programa na igreja que melhorasse a educação cívica de seus membros. Sequer lhe passou pela cabeça participar de manifestações ou passeatas exigindo melhor segurança pública. Os óculos teológicos e ideológicos com que enxerga a sua realidade não lhe permitem essas cogitações. Assim, orava em um culto quando lhe veio uma idéia que considerou a mais genial de sua vida - tão genial que ele a relatou por anos.

Correu para o seu escritório, abriu a Lista Telefônica e nervosamente procurou pelos "agás"; queria "helicópteros". Desejava saber quanto custaria alugar um desses beija-flores mecânicos. Anotou os valores e levou sua idéia para o culto daquela noite. "Irmãos e irmãs, Deus me deu uma visão. Preciso que vocês me ajudem a cumpri-la. Deus mandou que eu alugasse um helicóptero, colocasse um tonel de óleo dentro e ungisse a cidade do Rio de Janeiro". O auditório irrompeu em palmas, uma oferta foi levantada e o pastor Roberto Pires naquela semana embarcou no mais bizarro sobrevôo que o Rio de Janeiro já teve. Latas de óleo eram derramadas para ungirem a Cidade Maravilhosa. Respingos melados caíram sobre a avenida Rio Branco, na praia de Copacabana e sobre alguns dos morros mais violentos da cidade. Fora o inconveniente oleoso, nada aconteceu; meses depois a violência carioca recrudesceu.

Quarto Episódio

O pastor Carlos Feijó voltou para Curitiba depois de uma semana em um seminário de batalha espiritual. A equipe que ministrou o curso ensinou-lhe a "decretar sua cidade para Deus". Ali aprendeu como identificar os limites do seu município e declarar que ele pertence a Jesus Cristo. Aprendeu mais: Se a igreja não souber reivindicar o que pertence ao Senhor, o diabo continuará com direitos legais sobre vidas, espalhando miséria. O pastor Carlos passou uma semana indignado consigo mesmo e com os outros pastores. Por anos não se aperceberam dessa imensa negligência. Foi para casa e orou. Com lágrimas rolando pelo rosto, se propôs a jejuar. No terceiro dia do jejum veio-lhe o que também considerou uma brilhante revelação divina. Há muitos anos aprendera que tanto os leões como os lobos urinam para demarcar o seu território e impedir a invasão de outros machos. Ele precisava fazer o mesmo, como legítimo representante de Jesus – o Leão da Tribo de Judá.

Naquela semana, convocou seus parceiros de ministério para saírem pela madrugada urinando em pontos estratégicos da cidade. Gastaram algumas horas na empreitada. O comboio de carros percorreu vários quilômetros com muitas paradas. Beberam litros e litros d'água; precisavam de muita urina para uma cidade tão grande.

Esses quatro episódios descritos são verdadeiros. Todos patéticos! Realmente aconteceram nas cidades mencionadas. Apenas os nomes e alguns detalhes são fictícios. Ilustram bem o que invade as igrejas evangélicas no Brasil. Entendo que as pessoas têm o direito constitucional de crerem, praticarem ou pregarem o que quiserem. Entretanto, não deveriam fazer em nome da fé protestante e evangélica. Muito sangue já foi derramado, muitas vidas sacrificadas e muitos missionários afadigados para que testemunhássemos tanta superficialidade.

Além disso, produzem um estrago imensurável em vidas. Muita gente já perdeu a fé. Qualquer pessoa com um mínimo de senso crítico, depois que passa a euforia e o fanatismo, se sentirá envergonhada de um dia haver participado de ambientes onde imperam tantas tolices. Acabam trilhando o caminho do cinismo ou da revolta. Ambos muito trágicos.

Torna-se necessário que aconteçam denúncias internas para que o evangelho não se desfigure em um "outro evangelho". Se nos calarmos, mancharemos nosso legado de fé e nos tornaremos culpados por omissão. Quando a igreja deixa de salgar e passa a ser motivo de chacota, para nada mais serve senão para ser pisada pelos homens. Há muito joio dentro das igrejas evangélicas e ele não se parece em nada com o trigo. Pelo contrário, dá-nos vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo. Protestemos, antes que só dê vontade de chorar.

Soli Deo Gloria.

Pr. Ricardo Gondim - http://webbethel.com/gondim09.htm

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A Bíblia só foi traduzida para 2.426 das 7 mil existentes línguas faladas no mundo.
Precisamos nos apaixonar novamente pelas Sagradas Escrituras!

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